quinta-feira, 19 de novembro de 2009

monstros s.a.


no manual para pessoas que sofrem deviam constar instruções de como não se tornar um monstro. de como não ser intratável e arredia só porque você não se sente bem. de não infernizar a vida dos outros com seu escárnio e seu cinismo só porque você está com raiva. de como não se achar no direito de negligenciar as necessidades das outras pessoas em favor do seu umbigo. de como não contaminar a água da população com seu fel de pessimismo só porque você está triste. de não ser agressiva e bocuda só porque você se sente julgada e desconfortável na presença de outras pessoas. só que não tem nada disso no manual. a única coisa que tem é a mesma frase em todas as páginas: uma hora vai passar. grandes merdas. se era pra falar isso não sei porque abriu a boca.
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bandeirada

que trânsito, não?
ah! são paulo não dá mais...
não tem mais horário. é o dia inteiro cheio de carro.
nem diga!
precisava era melhorar o transporte público, isso sim!
é verdade. uma cidade tão grande e o metrô é tão pequeno.
pois é. se não melhorarem o metrô essa cidade vai parar!
já parou, meu amigo. já parou...
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

térreo por favor

gente, mas tá quente, não?
pois é. ontem a noite tava até fresquinho, e agora esse forno...
não é?
tempo doido, viu?
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Bolo Peteleco

a receita da tia maria helena era igual a da cozinha nestlé: o peteleco é um bolo de chocolate estilo nega maluca, fácilimo! fica muito fofo e saboroso. não tem como errar. bom pra todas as horas. não precisa bater. super rápido!

Ingredientes
Calda
6 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de Chocolate em Pó DOIS FRADES
1 colher (chá) de raspas da casca de laranja
1 colher (chá) de manteiga
Massa
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de Chocolate em Pó DOIS FRADES
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 xícara (chá) de óleo
2 ovos ligeiramente batidos


Modo de Preparo
Calda
Misture todos os ingredientes e leve ao fogo baixo com meia xícara (chá) de água, deixando ferver até obter uma calda grossa. Retire do fogo e espalhe ainda quente, sobre o bolo, assim que retirá-lo do forno.
Massa
Peneire juntos a farinha, o açúcar, o Chocolate em Pó, o fermento e o bicarbonato em uma vasilha. Junte o óleo, os ovos e por último duas xícaras (chá) de água fervente, misturando bem. Despeje a massa em uma assadeira retangular (22 x 33 cm) untada e asse em forno médio-alto (200ºC), preaquecido, por cerca de 25 minutos.

Sirva puro ou com sorvete.
Também fica uma delícia acompanhando o cafezinho.
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domingo, 15 de novembro de 2009

ok. i got it. the joke is on me.

and when i say 'life's been ironic', what i really mean is 'life has a fucking twisted sense of humor'. you may call it irony. i call it pure bad luck. or, in this case, pure bad timing. extremely, hugely, ridiculously bad.



a letra da música tá aqui.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

um dia a casa cai

Assim como as vestimentas e costumes, a língua também tem modismos. Lamentavelmente, a grande maioria não serve pra nada a não ser desafiar o ouvido e o estômago daqueles que apreciam a língua mãe. Uma pessoa começa a falar uma bobagem aqui, outra repete ali e, quando se vê, temos gerundios pipocando pra todo lado, discursos começando com 'enfim', expressões inadequadas sendo usadas na hora errada.

Nos últimos tempos a expressão mal colocada da vez é o 'literalmente'. Por alguma razão esdrúxula as pessoas passaram a usá-la para dar ênfase a uma idéia, no lugar de um advérbio de afirmação, mas em geral em situações que nada tem de literal. Na verdade, o que acaba acontecendo é que a palavra é usada para denotar algo exatamente não literal. É igual usar 'com certeza' no lugar de 'nem a pau'. Não tá certo, minha gente!

Outro dia uma pessoa me disse a seguinte pérola: "Nossa! Estou literalmente morta de fome." Veja bem, querida: se tem uma coisa que você NÃO está, e eu posso verificar pelo fato de que você está aqui falando comigo, é 'literalmente morta'. Sacou?

Algumas outras que ouvi recentemente: "Claro que ele chegou atrasado de novo, e eu fiquei literalmente puta!"; "Na hora que eu vi que ela estava lá, saí literalmente voando daquele bar."; "Eu literalmente chutei o pau da barraca na reunião." E por aí vai...

Bom, tudo isso pra deixar claro que eu tenho consciência do uso correto da expressão. E também pra contar pra vocês que o teto literalmente desabou na minha cabeça.


(e nem é a primeira vez que isso acontece!)
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

mais de mil vezes

ninguém liga no telefone de casa. não quem quer me achar. quem poderia ser? deixei tocar mais de mil vezes pensando que não queria falar com ninguém. mas no fundo torcendo pra ouvir sua voz na secretária. você sabe que eu não atendo mesmo. talvez estivesse querendo dar um sinal de vida. deixar um contato. sei lá. ligar pra não conseguir falar. deixar um recado sem dizer nada importante. só pra não acabar de vez com a comunicação. acho que quem queria isso era eu. deixei tocar mais de mil vezes. resolvi atender na esperança de ser você. era engano. ninguém liga no telefone de casa. não quem quer me achar.
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