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sábado, 10 de janeiro de 2009

Esses trinta e poucos anos

Passaram uma noite deliciosa falando sem parar, enchendo a cara e fumando um cigarro atrás do outro. Acabaram descobrindo mais afinidades quando sobrou espaço na cama de solteiro mesmo estando tão confortavelmente instalados.
Acordaram no dia seguinte ainda enroscados.
- Vixi. Meu pulmão tá apitando...
- Hm? Não é o meu?

Dei risada e achei lindo de morrer. E me dei conta que depois de uma certa idade a gente aprende que é muito mais raro conseguir sincronizar a respiração do que os supiros. E que reciprocidade é a melhor coisa que existe.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Engaged

Mais uma que eu gosto em inglês: quando alguém planeja casar e se compromete com o parceiro, usa-se o termo "engaged". Acabei de ver que a raiz é do francês en gage - que seria algo como 'estar prometido' - expressão usada em seus primórdios para a ocasião de pré-núpcias. Mas eu gosto mesmo do sentido mais amplo do inglês: envolvido, ocupado, dedicado a algo.

Ficar junto com alguém que você gosta implica em se ocupar da pessoa. Estar ligado ao outro por escolha, dedicar-se, envolver se na sua vida. Ter alguém com quem você quer fazer isso é uma coisa absurdamente boa. Dessas que a gente não pode deixar passar. Pensa bem: tem tanta gente nesse mundo, mas de repente você percebe que não quer todo mundo. Quer ter "aquela uma" pessoa com você. Pra viver o que vier do seu lado.

Sorte de quem consegue sentir isso e de fato se envolver. Parabéns, meus queridos, pela decisão de se jogar de cabeça. Eu acredito no amor, na intimidade, na delícia de crescer juntos na vida. Tô muito, muito feliz por vocês!

May you always share love and joy! Cheers!
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz 2009

Começo 2009 de um jeito feliz: cheguei a Granada e descobri que a cidade é realmente um estouro!
(hmmmm... sorry, não consegui evitar.)

Outra coisa que eu descobri: só tem gente linda aqui na Espanha. É um absurdo! Homens, mulheres, crianças, idosos... todos lindos, estilosos, elegantes. Que queimem minhas retinas de tanta lindeza! Nem ligo.

Ah! E agora sei que tem dois jeitos de cumprimentar em castellano, depende da ocasião:

A primeira é: ¿Holla que tal?

A segunda é: ¡Ho la em casa!

Vale! Yo estoy terrible...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Bichinho

Estava eu voltando do almoço pelas ruas de Vila Mariana. De repente olho pro chão e vejo uma criatura que há muito não aparecia por essas bandas: um tatu-bolinha. Não sei se fiquei mais surpresa ou emocionada, pelo inusitado ou pela nostalgia. O pessoal que estava comigo continuou andando e levou um tempo pra perceber que eu estava agachada e contemplando algo no chão. Gente! Gente! Não percam a chance de ver isso!

Alheio aos pares de olhos que o observavam, o bichinho, ainda em versão tatu, caminhava lentamente com suas inúmeras perninhas minúsculas escondidas debaixo da sua casquinha-saiote-de-boi-bumbá. Era proeza muito difícil, eu bem me lembro, mas se você conseguisse pegar um tatu-bola na mão sem assustá-lo, ele continuava tatu e caminhava na sua mão e fazia cosquinha com aquele tanto de pernas.

Eu fiz menção de tocá-lo, e meus amigos adultos não tardaram em reprimir meu gesto com gritos de desaprovação ou repulsa. Como assim, gentê! Como é possível ver um destes e não tocar? E aí eu tive a grande surpresa ao perceber que metade da minha platéia não conhecia aquele bicho e não fazia idéia do que ia acontecer na hora que eu encostasse nele. Há! Show time!

No ato de virar bolinha, nosso amigo arrancou gritinhos e risadas daquela platéia improvável. O tatu-bola ganhou novos fãs e eu ganhei meu dia. Que delícia é a cara de alguém vendo uma coisa legal pela primeira vez! A gente não devia nunca parar de ter surpresas boas nessa vida!
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domingo, 21 de dezembro de 2008

Tá difícil desapegar de 2008

Olha, eu juro que tenho tentado ir pro trabalho e produzir, mas no fim das contas é só enrolação pra esperar a festa da "firma" que acontecerá logo mais. No consultório o assunto está sempre o mesmo: o stress do natal em família e as promessas pro próximo ano. O trânsito em São Paulo está um inferno, pois por algum motivo que eu desconheço as pessoas ficam fanáticas por olhar a decoração de natal da cidade, em especial da Avenida Paulista e do Parque Ibirapuera - o que transforma minha casa no epicentro de todo o congestionamento do mundo. Meus amigos estão indo viajar, alguns indo pra bem longe, outros estão voltando pra casa, logo alí.

Mas apesar de tudo isso está difícil deixar o ano ir embora. Eu já estou sentindo falta da rotina e das pessoas que compartilham o dia-a-dia comigo. Foram meus companheiros de reunião de gestão, coffee-hour, smoky-hour, happy-hour, wine-hour no apê, rillettes-quiche-acordeon.

Se a permanência ao redor de mesas fosse registrada em quilometragem, neste ano teriamos virado infinitos zeros nos contadores. Ainda bem que no ano que vem tem mais.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Era uma vez...

"Era uma vez uma garota que sempre foi muito CDF e tinha uma profissão que às vezes deixava ela muito triste, de tanto ver sofrimento. O trabalho dela não tinha glamour nenhum, não ia fazer ela ficar rica e de vez em quando ficava muito, mas muito chato mesmo.

Ainda assim, ela continuava fazendo aquilo todos os dias, pois achava que era o que ela sabia fazer bem feito. E ela tinha dificuldade de fazer coisas que ela achava que não sabia fazer direito. E era bem medrosa. E também porque ela não tinha nenhuma idéia melhor.

Um belo dia, digo, uma bela noite - acho que era uma terça-feira ou um final de semana - aconteceu uma coisa extraordinária! Ela foi descoberta por um olheiro da Agência de Empregos Felizes. Esse agente foi capaz de enxergar o real talento daquela garota e sabia como fazer este dom virar uma coisa produtiva e rentável!

A partir de então, recebendo um salário de petrodólares da indústria da cultura e do entretenimento, ela passou a exercer a profissão de companhia-de-pessoas-legais em cafés, bares, cinemas, baladas de gente esquisita e viagens maravilhosas! Seu rendimento profissional era agora medido por seu envolvimento em conversas animadas, piadas sensacionais e discussões filosóficas sobre a vida. Ela estava sempre cercada de gente bacana e interessante, e não precisava conviver com nenhuma pessoa que fosse mala ou do mal.

E foram todos felizes para sempre!"

F I M

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pertences

Lembro do tempo que eu saía de casa com um dinheirinho miúdo e a xerox do RG enfiados no maço de cigarro, uma chave num cordão no pescoço, guardada dentro da blusa. Só isso. Não tinha carro, não usava salto alto, andava de sandalinha. Era ônibus, metrô, carona. Saía de um lugar, não deixava nada pra trás. Levava só eu comigo, e era tudo que eu tinha. E às vezes era até mais do que eu conseguia dar conta.

Essa época era boa, mas também tinha muita incerteza. Eu não sabia se ia conseguir ser alguém importante pras outras pessoas, se ia conseguir fazer coisas relevantes da minha vida, se ia pertencer a algum lugar.

Tem um texto de alguém, não consigo lembrar quem, que diz que a quantidade de chaves que a gente carrega é proporcional ao tanto de responsabilidade que a gente tem. Pura verdade. Hoje eu cuido de portas, portões, cofres e cadeados. Tem sempre alguém querendo saber por onde eu ando. Eu estou sempre devendo alguma coisa pra alguém, assumindo muito mais compromissos do que eu posso cumprir. O dia-a-dia de várias pessoas depende das minhas ações e se ressente com a minha inércia. É raro eu poder exercer o direito de não dar satisfação, sumir ou sair sem as chaves.

Ontem eu fiz um mini-exercício de desprendimento. Saí de casa com a roupa do corpo, levando uma bolsinha a tiracolo com a chave da porta da frente, meu cigarrinho, celular, carteira de motorista, uma grana, um e-ticket impresso e um ingresso de estudante gambiarra pro show da Madonna. Não era tão pouca coisa assim, mas juro que foi muito difícil. O que era tão natural há alguns anos me deixou muito esquisita nos primeiros momentos. Com aquela sensação de estou esquecendo algo, estou sendo irresponsável, estou deixando passar alguma coisa.

Por sorte, em Congonhas eu encontrei aquela menina de sandalinha que eu era antigamente. Consegui desencanar. Fui pro Rio, encontrei meu brother, tomei um monte de cerveja no copo de isopor, tirei sarro e fiquei melhores amigos com a galera na pista do Maracanã, vi o show, cantei, dançei até a última ponta. Não precisei de nada que não tivesse levado. Saí de lá feliiiiiz da vida, levando só eu e meu irmão. Tudo que era importante.
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domingo, 30 de novembro de 2008

Deve ser o Corn Flakes toda manhã

Às vezes é bom ficar perto de gente rica, viu? Pra toda hora não é muito recomendável, por motivos óbvios do efeito que a comparação vai fazer com o que você acha da sua própria vida. Mas pra de vez em quando... amigos milionários são o que há!

Festas sensacionais, lugares incríveis, presentinhos, mimos. Comidinhas, bebidinhas, cristais, prataria, música. Muita risada, vida boa, tudo fácil. E já reparou como eles são bonitos? E têm bom gosto? E são educados e gentis? E o tanto que eles são altos?

Mas o importante é ter saúde, né gentê?
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Don't need to catch my breath

Guento 10 minutos: aeróbica, step, spinning, localizada, esteira, body pump, circuito, trampolim, street jump, harakiri, torniquete.

Guento 5 horas: pista + som + gente esquisita. E só saio sob protesto.

Esse foi mais um episódio da série:
'queimando tudo até a última ponta' ou '2008 é o ano'.

It ain't over till it's over, babe!


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Eu acredito em Lei Seca

(mas não tenho habilitação)

Depois da onda de prender bêbados que houve há alguns meses, não tenho mais ouvido falar muito de policiais fazendo blitz na noite de São Paulo.

Mas eu acredito! Acredito e obedeço.

Não exatamente como a Velhinha de Taubaté, que realmente conseguia crer que tudo estava certo. Eu mais obedeço pelo medo de ser punida, mesmo. Confesso. 'Obedecemos aquilo que tememos', dizia alguém ontem no bar, citando Maquiavel.

Meu medo de ser pega numa blitz é ainda agravado pelo fato de que minha carteira de habilitação está vencida há mais de um ano. Shame on me! Não tem desculpa, eu sei. Mas tenho trabalhado muito e, juro, no meu tempo livre eu só quero fazer o mínimo possível. Estou me permitindo essa transgressão. Sou péssima! I know.

Com isso tudo, acho que eu tento ser menos culpada cumprindo a lei seca à risca. Minha idéia tosca é que se eu 'andar na linha' posso ser um pouco subversiva de vez em quando. Sei lá, se o Al Capone tivesse mantido a linha e pago uns reles impostos...

Enfim, o fato é que passei a noite tomando coca zero. Os amigos curtiram suas cervejinhas e 'mauses', e eu sóbria como um terno de tweed. Voltei pra casa com a mente clara e sem ressaca. Ao atravessar a Paulista, tive só um pouquinho daquele frio na barriga de quem sabe que está fazendo coisa errada. Eba! (Pensei.)
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Depois me pergunto se não seria mais inteligente pular de paraquedas ou brincar de roleta russa na montanha russa pra conseguir essa adrenalina...

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A pedidos: As Ovelhinhas

Depois da postagem de ontem sobre a insônia eu recebi infindáveis comentários, emails e telefonemas de pessoas falando que aquela ovelha é muito fofa, e querendo saber mais sobre ela.

Então, a pedidos, apresento uma das melhores invenções dos americanos: the Serta Sheeps!



Quem quiser mais, procure 'serta sheeps' no youtube e veja os adds originais.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Pausa pra um suspiro

Estou aqui escrevendo um relatório de um paciente. Falando sobre memória. Mas eu queria mesmo era falar sobre memórias.

namorar na grama, pôr do sol no alto do morro das pedras, caminhada interminável até a cachoeira, fogueira com cheiro de eucalipto, mancha de terra na barra do jeans (não sai nunca mais), andar descalça no chão de brita, pisando devagarinho pra não doer muito, folhinhas no cabelo dando bandeira da molecagem, carrapichos grudados no tênis... ooooo vida boa...

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domingo, 2 de novembro de 2008

Três Palmas. Nenhum Urso.

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- Tá passando aquele filme que eu te falei.
- Hm?
- Aquele que lançaram esse ano em Berlim.
- De quem era mesmo?
- Daquela belga, meio deprimidinha, que eu sempre choro. Vamo?
- Será?
- Olha, parece que tomou um pau no primeiro festival, mas teve uns reviews ótimos em Cannes.
- Tá...
- Ebaaa! Vou ligar pras meninas irem com a gente!

...

- Elas toparam! Vambora?
- Peraí...
- Eeei! Onde você vai de i-pod e game boy???

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sábado, 1 de novembro de 2008

Onde foram parar meus patins?

A princípio não se sabe nada.
A gente tem que aprender até a se divertir, veja só.

Houve um tempo em que a festa que eu não ia era sempre mais legal. Na minha cabeça, claro. Se ficava em casa, achava que estava perdendo a festa. Se ia pra festa, achava que não estava tão boa assim... queria estar sossegada em casa. Era um porre ser tão inquieta.

Anos corridos de vida (e terapia) e hoje sou mais tranquila e me divirto mais. Aprendi a curtir o momento e o meu entorno. Curto as pessoas que estiverem disponíveis alí. Consigo transitar sem problemas se tiver que ser de salto alto e chapinha no meio dos jet setters, de óculos no simpósio cabeça, de cara lavada na mesa do boteco ou de meias vendo tv. Na boa.

Agora, se quer me ver feliz mesmo, me deixa solta pra dançar no meio de gente esquisita. Aí sim! Nunca vai existir outro lugar melhor no mundo, cara!

Só fico pensando que eu tinha que parar de exagerar como quem tem 20 e poucos, pra ver se consigo esticar os 30 e poucos por mais um bom tempo.


PS: Um outro título pra esse post poderia ser:
QUEIMANDO TUDO ATÉ A ÚLTIMA PONTA

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Sabadão... isso é que é vida!

Semana cheia. Não para, não para, não para!
E a sexta feira se encomprida...

Então hoje eu acordei as 9h.
E às 11:30. Depois às 2 e pouco.
E finalmente às quatro da tarde.

O que dizer? Tem gente que é profissional no assunto.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Playing for fun. No games.

- Oi, chegou bem?
- Hm hum. E por aí? Tudo tranqs?
- Tudo, tudo...
- Recebeu minhas mensagenzinhas?
- É... acho que recebi uma mandando um beijinho.
- Pensei que nao tinha recebido. Sei lá, nem respondeu.
- Ah... Fiquei com raiva que você foi embora.

Morri.

Espera só eu voltar que você vai ver uma coisa!
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domingo, 26 de outubro de 2008

HOT AS HELL série I: pessoas

HOT!
Elvis em Fever.
Robert Plant em 72.
Banderas em Ata Me!
Dr Kovac em monossílabos.
Dr House em verborragia.
Benicio Del Toro exceto em Che.
Alanis em Sex and the City.
Clive Owen sempre.
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Genial parte V

Esse daí é tipo O, RH negativo.
Doador universal.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Genial parte IV

O Mac Donald's é uma loja de brinquedos que te dá um sandwiche!
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ano Novo, Vida Nova

Minha amiga está se livrando de um cara tóxico. Tomara que ela consiga de verdade eliminar essa criatura da vida dela.

Como diz a Camille: je t' exile, je t' expulse, te catapulte!

Enfim, no processo de exorcismo do traste, ela está numa fase de lembrar com saudade dos amores antigos. Aqueles que não viraram muita coisa, mas deixaram aquela lembrança boa, um gosto bom de história que não esgotou tudo que podia... possibilidades... portas abertas...

Daí ligou pra um ex: - Nossa! Que surpresa boa! Que bom falar com você! Que saudade!
Existe recepção melhor que esta?
Tem coisa melhor do que saber que uma pessoa de quem você gosta, gosta de você de volta?

Agora, o que me diz que ela de fato está se livrando do tóxico foi a continuação que ELA deu ao papo: disse pra ele que estava com saudade e que ele tinha sido tudo de bom na vida dela. E mais, que na lembrança dela ele era um SORRISO! Uma ESTRELA CADENTE! E depois encerrou com a minha preferida: Você é um PEDIDO DE ANO NOVO!!!

Daí eles riram juntos. E ela percebeu que estava bem feliz.
A idéia era justamente essa.