Quando era pequena, às vezes eu precisava de ajuda dos meus pais pra lidar com a lição de casa. Isso gerava problemas por causa dos diferentes métodos pedagógicos a que fomos expostos em nossos tempos. Por exemplo, eles tinham cartilha e aprenderam a ler decorando be-a-bá. Eu aprendi a fazer o som das letrinhas no método fonêmico: FFFF, VVVV, MMM. Os livros deles diziam que Cabral chegou ao Brasil por engano e os meus diziam que não houve engano nenhum e ele queria mesmo as índias e não a India. E assim vai.
Entre tantas outras diferenças, a que mais me intriga desde sempre é o jeito que eles fazem contas. Pelo que posso entender, eles não separam unidades e dezenas na subtração, não "emprestam um" do numero à esquerda e, para conferir o resultado, usam a sensacional expressão "noves fora". Dezessete menos oito, nove, noves fora, nada. Adoooro! Vários adultos já tentaram me explicar, mas eu jamais entendi como funciona ou pra que serve.
Mas aqui isso não vem ao caso. O que eu queria mesmo dizer é que há coisas inexplicáveis de uma geração para outra. Quem não vive no movimento de uma época não vai entender e pronto! Nem tente. Os tempos mudam. As pessoas não acompanham. E assim, "noves fora" torna-se um ícone do gap entre as nossas gerações.
Ultimamente tenho convivido com gente mais nova que eu. Eu bem que queria pensar que os anos que nos separam não chegam a configurar um gap, mas temo não ser esta a verdade. Outro dia, no bar, um casal de amigos jovens contou que, após uma festinha a dois que fizeram no apartamento, eles receberam uma multa do condomínio, acompanhada por nove páginas de reclamações. (whatdahell!?) Pois é. Um casal, uma festinha, nove páginas. Valha-me Deus!
Na minha fantasia essas nove páginas estão repletas de truques mirabolantes e práticas de perturbação da ordem (e do sossego dos vizinhos). E por mais que eu provoque a minha criatividade eu não consigo nem imaginar que diabos pode estar escrito lá.
Estou convencida de que o conteúdo dessas nove páginas define mais um gap de gerações. É o novo "noves fora".
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Don't need to catch my breath
Guento 10 minutos: aeróbica, step, spinning, localizada, esteira, body pump, circuito, trampolim, street jump, harakiri, torniquete.Guento 5 horas: pista + som + gente esquisita. E só saio sob protesto.
Esse foi mais um episódio da série:
'queimando tudo até a última ponta' ou '2008 é o ano'.
It ain't over till it's over, babe!
sábado, 15 de novembro de 2008
Daqui a pouco eu faço!
Procrastinar é uma arte. E eu sou bem boa nisso há algum tempo.
Não estou nem falando do truque de fingir que não tenho nada pra fazer. Falo dos artifícios usados para, deliberadamente, não fazer o que deve ser feito, mesmo quando:
1) já me dispus a fazer e
2) já me posicionei para a ação.
Na época da escola, começava a estudar sentada de frente para os livros (vejam bem: estava disposta e posicionada), mas logo iniciava o ritual de procrastinação. Nessa época minhas ferramentas eram o abrir-contemplar-fechar de geladeira, o início da MTV Brasil e os incontroláveis cochilos em cima do material.
Durante a faculdade incrementei meu repertório com os textos-viagens-filosóficas e cigarro. Este último particularmente eficiente.
Mais tarde somaram-se os joguinhos de computador, a internet discada, o ICQ, a banda larga. Aífodeu danou-se! Estava inaugurada a era da procrastinação sem fim. Socorro.
Passei pelos sites de bandas, artistas, universidades, autores, fashionistas, doenças, bobagens, notícias, mundo cão, download de músicas, e tudo mais. Foram anos e anos adiando tarefas.
Até que tudo deu uma equilibrada há um tempinho. Não que eu tenha chegado no fim da internet (juro que meu irmão chegou!). Mas já conseguia restringir meus interesses. E voltei a ser uma pessoa produtiva: fiz relatórios, artigos, capítulos de livro, aulas! Infelizmente isso já é passado, agora.
Comecei a seguir blogs há uns meses. Todos os dias, antes de começar a trabalhar, sou compelida a checar mais de uma dúzia de endereços de pessoas que escrevem coisas que eu gosto de ler. Famosos, amigos ou desconhecidos. Estou fanática. Chego ao cúmulo de escrever para alguns desses blogueiros reclamando de baixa produtividade ou outra bobagem. Virei 'mala'. É o fim!
Sou uma seguidora compulsiva de idéias alheias. Quero saber o que se passa na cabeça das pessoas. Quero acompanhar a vida dos outros, pra poder procrastinar o ato de cuidar da minha própria. Quero me ocupar dos outros. Assim dou um jeito de disfarçar e ignorar a areia que escorre desvairadamente nessa ampulheta que me acompanha.
Quero fazer tanta coisa nessa vida que não consigo sair do lugar. I'm fucking stuck.
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Não estou nem falando do truque de fingir que não tenho nada pra fazer. Falo dos artifícios usados para, deliberadamente, não fazer o que deve ser feito, mesmo quando:
1) já me dispus a fazer e
2) já me posicionei para a ação.
Na época da escola, começava a estudar sentada de frente para os livros (vejam bem: estava disposta e posicionada), mas logo iniciava o ritual de procrastinação. Nessa época minhas ferramentas eram o abrir-contemplar-fechar de geladeira, o início da MTV Brasil e os incontroláveis cochilos em cima do material.
Durante a faculdade incrementei meu repertório com os textos-viagens-filosóficas e cigarro. Este último particularmente eficiente.
Mais tarde somaram-se os joguinhos de computador, a internet discada, o ICQ, a banda larga. Aí
Passei pelos sites de bandas, artistas, universidades, autores, fashionistas, doenças, bobagens, notícias, mundo cão, download de músicas, e tudo mais. Foram anos e anos adiando tarefas.
Até que tudo deu uma equilibrada há um tempinho. Não que eu tenha chegado no fim da internet (juro que meu irmão chegou!). Mas já conseguia restringir meus interesses. E voltei a ser uma pessoa produtiva: fiz relatórios, artigos, capítulos de livro, aulas! Infelizmente isso já é passado, agora.
Comecei a seguir blogs há uns meses. Todos os dias, antes de começar a trabalhar, sou compelida a checar mais de uma dúzia de endereços de pessoas que escrevem coisas que eu gosto de ler. Famosos, amigos ou desconhecidos. Estou fanática. Chego ao cúmulo de escrever para alguns desses blogueiros reclamando de baixa produtividade ou outra bobagem. Virei 'mala'. É o fim!
Sou uma seguidora compulsiva de idéias alheias. Quero saber o que se passa na cabeça das pessoas. Quero acompanhar a vida dos outros, pra poder procrastinar o ato de cuidar da minha própria. Quero me ocupar dos outros. Assim dou um jeito de disfarçar e ignorar a areia que escorre desvairadamente nessa ampulheta que me acompanha.
Quero fazer tanta coisa nessa vida que não consigo sair do lugar. I'm fucking stuck.
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vícios
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
One down. 1600 to go.
Finalmente concluí a maratona de renovação da carteira de motorista! Nem foi tão difícil. Se eu soubesse não tinha ficado com a habilitação vencida por mais de um ano tantas semanas!
Achei uma auto-escola na Barra Funda que é a Disneylandia da CNH. Tem tudo que você precisa: foto, exame médico, provinha, ficha, assinatura, carimbo, protocolo. Você resolve tudo em 2 horas e pega o documento em 3 dias úteis. Se preferir o motoboy entrega. Fácil assim.
Pois é. Tive que usar meu horário livre, mas pelo menos me livrei dessa. Agora só falta depositar aqueles cheques, fazer dois relatórios, comprar o sabão em pó que a Bel pediu, fechar o projeto do doutorado e enviar pro comitê de ética, ir ao dentista, fazer os óculos pra longe, reservar as passagens, buscar o vestido vermelho, marcar a dermatologista, levar o carro pra revisão, cuidar das orquídeas, responder o email da Ju, resgatar meus pontos e trocar meu celular. Ah! E justificar meu não-voto e tomar a vacina de rubéola. Como amanhã já é sexta, acho que vou deixar pra começar a academia na semana que vem.
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Achei uma auto-escola na Barra Funda que é a Disneylandia da CNH. Tem tudo que você precisa: foto, exame médico, provinha, ficha, assinatura, carimbo, protocolo. Você resolve tudo em 2 horas e pega o documento em 3 dias úteis. Se preferir o motoboy entrega. Fácil assim.
Pois é. Tive que usar meu horário livre, mas pelo menos me livrei dessa. Agora só falta depositar aqueles cheques, fazer dois relatórios, comprar o sabão em pó que a Bel pediu, fechar o projeto do doutorado e enviar pro comitê de ética, ir ao dentista, fazer os óculos pra longe, reservar as passagens, buscar o vestido vermelho, marcar a dermatologista, levar o carro pra revisão, cuidar das orquídeas, responder o email da Ju, resgatar meus pontos e trocar meu celular. Ah! E justificar meu não-voto e tomar a vacina de rubéola. Como amanhã já é sexta, acho que vou deixar pra começar a academia na semana que vem.
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Vibe da 4a invade a 5a
Despertador. Snooze. Despertador. Snooze. Despertador. Banho. Cabelo esquisito. Trânsito. Paciente. Paciente. Café. Relatório. Paciente. Impaciente lendo artigo. Saudade rapidinha no MSN. Trânsito. Música. Cigarro. Música. Cigarro. (outro?) Universidade. Falta de energia elétrica. Falta de energia pra trabalhar. Chocolate. Carolina de chocolate. Bolo de Chocolate. Café. Mais um cigarro. I wish I could play the guitar like the motherfucking Vai. Ainda 12:28 pm.
Hoje o dia promete.
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Hoje o dia promete.
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vícios
sábado, 1 de novembro de 2008
Onde foram parar meus patins?
A princípio não se sabe nada.
A gente tem que aprender até a se divertir, veja só.
Houve um tempo em que a festa que eu não ia era sempre mais legal. Na minha cabeça, claro. Se ficava em casa, achava que estava perdendo a festa. Se ia pra festa, achava que não estava tão boa assim... queria estar sossegada em casa. Era um porre ser tão inquieta.
Anos corridos de vida (e terapia) e hoje sou mais tranquila e me divirto mais. Aprendi a curtir o momento e o meu entorno. Curto as pessoas que estiverem disponíveis alí. Consigo transitar sem problemas se tiver que ser de salto alto e chapinha no meio dos jet setters, de óculos no simpósio cabeça, de cara lavada na mesa do boteco ou de meias vendo tv. Na boa.
Agora, se quer me ver feliz mesmo, me deixa solta pra dançar no meio de gente esquisita. Aí sim! Nunca vai existir outro lugar melhor no mundo, cara!
Só fico pensando que eu tinha que parar de exagerar como quem tem 20 e poucos, pra ver se consigo esticar os 30 e poucos por mais um bom tempo.
PS: Um outro título pra esse post poderia ser:
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A gente tem que aprender até a se divertir, veja só.
Houve um tempo em que a festa que eu não ia era sempre mais legal. Na minha cabeça, claro. Se ficava em casa, achava que estava perdendo a festa. Se ia pra festa, achava que não estava tão boa assim... queria estar sossegada em casa. Era um porre ser tão inquieta.
Anos corridos de vida (e terapia) e hoje sou mais tranquila e me divirto mais. Aprendi a curtir o momento e o meu entorno. Curto as pessoas que estiverem disponíveis alí. Consigo transitar sem problemas se tiver que ser de salto alto e chapinha no meio dos jet setters, de óculos no simpósio cabeça, de cara lavada na mesa do boteco ou de meias vendo tv. Na boa.
Agora, se quer me ver feliz mesmo, me deixa solta pra dançar no meio de gente esquisita. Aí sim! Nunca vai existir outro lugar melhor no mundo, cara!
Só fico pensando que eu tinha que parar de exagerar como quem tem 20 e poucos, pra ver se consigo esticar os 30 e poucos por mais um bom tempo.
PS: Um outro título pra esse post poderia ser:
QUEIMANDO TUDO ATÉ A ÚLTIMA PONTA
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
A Cigarra e A Formiga
Esopo/ La Fontaine/ tradução de Bocage
Tendo a cigarra em cantigas
Passado todo o verão
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação.
Passado todo o verão
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação.
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Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
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Rogou-lhe que lhe emprestasse,
Pois tinha riqueza e brilho,
Algum grão com que manter-se
Té voltar o aceso estio.
Pois tinha riqueza e brilho,
Algum grão com que manter-se
Té voltar o aceso estio.
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- "Amiga", diz a cigarra,
- "Prometo, à fé d'animal,
Pagar-vos antes d'agosto
Os juros e o principal."
- "Prometo, à fé d'animal,
Pagar-vos antes d'agosto
Os juros e o principal."
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A formiga nunca empresta,
Nunca dá, por isso junta.
- "No verão em que lidavas?"
À pedinte ela pergunta.
Nunca dá, por isso junta.
- "No verão em que lidavas?"
À pedinte ela pergunta.
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Responde a outra: - "Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora."
- "Oh! bravo!", torna a formiga.
- "Cantavas? Pois dança agora!"
Noite e dia, a toda a hora."
- "Oh! bravo!", torna a formiga.
- "Cantavas? Pois dança agora!"
Haja saco pra juntar, juntar, juntar...
Como saber quando é hora de cantar?
Difícil isso aqui, não, minha gente?
Dançar não iremos todos,
um pouco mais pra frente?
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Eu sinto muito
Eu tenho um descompasso entre crises de vida e idades.
Aos 9 eu sentia tédio e tinha consciência da gratuidade das coisas. Desconcertava meus pais fazendo perguntas sobre pra quê viver e morrer.
No começo da vida de mocinha, aos 12, fui parar num colégio só de meninas. A vida na bolha. Longa experiência de eu-não-pertenço.
No auge dos 22 eu vivia uma mid-life crisis. Choque de vida de adulto, cuidar dos pais adoecendo. Fomos todos precocemente envelhecidos.
Aos 27 eu já planejava em dois. Nossa casa. Nossa vida. Nossa mudança de país. Eu era “a grande mulher por trás de um grande homem”. Mas na verdade passei um bom tempo me sentindo um abajur.
Agora estou na porta dos 35. Pensando, pensando sem parar. Quem me conhece me diz que eu penso demais, sou intensa demais. Lamento. Eu não escolhi ser assim. Eu sinto demais. O tempo passou muito rápido desde que eu era uma garota interessantíssima de 28. E eu tenho saudade de viver o momento eu-sou-assim-e-pronto e cadê-meu-principe-encantado e todas as histórias de amores errados que aquela garota não viveu.
Vai entender...
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Aos 9 eu sentia tédio e tinha consciência da gratuidade das coisas. Desconcertava meus pais fazendo perguntas sobre pra quê viver e morrer.
No começo da vida de mocinha, aos 12, fui parar num colégio só de meninas. A vida na bolha. Longa experiência de eu-não-pertenço.
No auge dos 22 eu vivia uma mid-life crisis. Choque de vida de adulto, cuidar dos pais adoecendo. Fomos todos precocemente envelhecidos.
Aos 27 eu já planejava em dois. Nossa casa. Nossa vida. Nossa mudança de país. Eu era “a grande mulher por trás de um grande homem”. Mas na verdade passei um bom tempo me sentindo um abajur.
Agora estou na porta dos 35. Pensando, pensando sem parar. Quem me conhece me diz que eu penso demais, sou intensa demais. Lamento. Eu não escolhi ser assim. Eu sinto demais. O tempo passou muito rápido desde que eu era uma garota interessantíssima de 28. E eu tenho saudade de viver o momento eu-sou-assim-e-pronto e cadê-meu-principe-encantado e todas as histórias de amores errados que aquela garota não viveu.
Vai entender...
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
A Vida (em tempos Olímpicos)
Cresci, lutei, conquistei.
O que tem depois daqui?
Procriar, nutrir, morrer?
Às vezes me sinto um Trumman idiota
Numa tempestade, me afogando e gritando com "Deus".
Darling, a vida é assim e pronto.
Vai lá, faz seu melhor.
Cumprimenta quem torceu por você.
Agradece os que te ajudaram
e vão lembrar de você por um tempo.
Despede e sai.
O que tem depois daqui?
Procriar, nutrir, morrer?
Às vezes me sinto um Trumman idiota
Numa tempestade, me afogando e gritando com "Deus".
Darling, a vida é assim e pronto.
Vai lá, faz seu melhor.
Cumprimenta quem torceu por você.
Agradece os que te ajudaram
e vão lembrar de você por um tempo.
Despede e sai.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
There is no free lunch
A vontade é dar um tempo nessa vida.
Voltar um pouco pra trás, quando tudo era bem fácil.
Não que agora seja ruim. Não é isso.
É que agora já deu tempo de escolher, definir, ganhar. E perder.
Já consegui entrar em algumas portas.
E o preço foi abrir mão de todas as outras.
Acabo sempre buscando gente que tem NADA a ver comigo.
Mas acho que no fundo essas pessoas combinam:
elas parecem estar meio perdidas por aí.
Aproveitando a incerteza de todas as possibilidades pela frente.
Na minha fantasia, elas têm a vida leve...
Leve como quem ainda não perdeu nada.
Voltar um pouco pra trás, quando tudo era bem fácil.
Não que agora seja ruim. Não é isso.
É que agora já deu tempo de escolher, definir, ganhar. E perder.
Já consegui entrar em algumas portas.
E o preço foi abrir mão de todas as outras.
Acabo sempre buscando gente que tem NADA a ver comigo.
Mas acho que no fundo essas pessoas combinam:
elas parecem estar meio perdidas por aí.
Aproveitando a incerteza de todas as possibilidades pela frente.
Na minha fantasia, elas têm a vida leve...
Leve como quem ainda não perdeu nada.
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