Festival Internacional de Curta-Metragens em São Paulo.
Consultório cheio.
E agora?
Curtas...
A vida é curta.
Curta!
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
A Vida (em tempos Olímpicos)
Cresci, lutei, conquistei.
O que tem depois daqui?
Procriar, nutrir, morrer?
Às vezes me sinto um Trumman idiota
Numa tempestade, me afogando e gritando com "Deus".
Darling, a vida é assim e pronto.
Vai lá, faz seu melhor.
Cumprimenta quem torceu por você.
Agradece os que te ajudaram
e vão lembrar de você por um tempo.
Despede e sai.
O que tem depois daqui?
Procriar, nutrir, morrer?
Às vezes me sinto um Trumman idiota
Numa tempestade, me afogando e gritando com "Deus".
Darling, a vida é assim e pronto.
Vai lá, faz seu melhor.
Cumprimenta quem torceu por você.
Agradece os que te ajudaram
e vão lembrar de você por um tempo.
Despede e sai.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Tem gente!
É a piada diária. Nunca perde a graça.
Honey, I am home!
Querips, cheguei!
Olá-á...
Queri?
NÃO FALA COMIGO!
ooops... foi mal...
Honey, I am home!
Querips, cheguei!
Olá-á...
Queri?
NÃO FALA COMIGO!
ooops... foi mal...
terça-feira, 19 de agosto de 2008
There is no free lunch
A vontade é dar um tempo nessa vida.
Voltar um pouco pra trás, quando tudo era bem fácil.
Não que agora seja ruim. Não é isso.
É que agora já deu tempo de escolher, definir, ganhar. E perder.
Já consegui entrar em algumas portas.
E o preço foi abrir mão de todas as outras.
Acabo sempre buscando gente que tem NADA a ver comigo.
Mas acho que no fundo essas pessoas combinam:
elas parecem estar meio perdidas por aí.
Aproveitando a incerteza de todas as possibilidades pela frente.
Na minha fantasia, elas têm a vida leve...
Leve como quem ainda não perdeu nada.
Voltar um pouco pra trás, quando tudo era bem fácil.
Não que agora seja ruim. Não é isso.
É que agora já deu tempo de escolher, definir, ganhar. E perder.
Já consegui entrar em algumas portas.
E o preço foi abrir mão de todas as outras.
Acabo sempre buscando gente que tem NADA a ver comigo.
Mas acho que no fundo essas pessoas combinam:
elas parecem estar meio perdidas por aí.
Aproveitando a incerteza de todas as possibilidades pela frente.
Na minha fantasia, elas têm a vida leve...
Leve como quem ainda não perdeu nada.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Oh! So quiet!
Qual o problema da vida quieta?
Acho que é um medo aterrorizante de que não aconteça mais nada de extraordinário comigo.
Eu não gosto muito de ficar sem ruído.
Mas se vira barulho também não é bom.
Ah! Não é não.
Como você inventa moda, não?
Desde pequena escuto minha mãe falar isso.
Dizia que eu era "novidadeira".
Tem um apê de cinema com vista pro mar.
Liga um Pizzareli num puta aparelho de som, pega uma taça daquele vinho, sente nos pés a temperatura gostosa do chão de madeira corrida, olha a lua pelo terraço.
Daí vê o lual lá em baixo.
Fogueira, areia úmida, meio gelada, um violão talvez.
Tenta imaginar se ainda seria feliz acampando na praia.
...
Pensando bem, será que ainda tem lugar pra ela lá em baixo?
.
Acho que é um medo aterrorizante de que não aconteça mais nada de extraordinário comigo.
Eu não gosto muito de ficar sem ruído.
Mas se vira barulho também não é bom.
Ah! Não é não.
Como você inventa moda, não?
Desde pequena escuto minha mãe falar isso.
Dizia que eu era "novidadeira".
Tem um apê de cinema com vista pro mar.
Liga um Pizzareli num puta aparelho de som, pega uma taça daquele vinho, sente nos pés a temperatura gostosa do chão de madeira corrida, olha a lua pelo terraço.
Daí vê o lual lá em baixo.
Fogueira, areia úmida, meio gelada, um violão talvez.
Tenta imaginar se ainda seria feliz acampando na praia.
...
Pensando bem, será que ainda tem lugar pra ela lá em baixo?
.
terça-feira, 29 de julho de 2008
O paradigma S-O: Sujeito - Objeto
A gente só é qualquer coisa quando tem outra pessoa.
Precisa de outro pra fazer sentido.
Senão é que nem um presente que alguém dá mas ninguém recebe.
O que eu mais gosto no mundo é estar na vida dos outros.
Quando eu fico com antipatia de gente eu sei que eu não estou boa da cabeça.
Precisa de outro pra fazer sentido.
Senão é que nem um presente que alguém dá mas ninguém recebe.
O que eu mais gosto no mundo é estar na vida dos outros.
Quando eu fico com antipatia de gente eu sei que eu não estou boa da cabeça.
Na nossa casa
Adoro intimidade.
Viver as esquisitices sutis que se revelam na convivência.
Tem dias que não está pra conversar.
Liga a TV. Deixa lá ligada.
Sai e vai ouvir um som no computador.
Some no seu mundinho.
Nem me dá a mínima...
Às vezes fica ranzinza por alguma coisa.
Trabalho, grana, barulho esquisito no carro, sei lá.
Fala ríspido, implica!
Eu te deixo quieto.
Reclama mais, bufa sozinho.
Eu finjo que continuo lendo, dando uma risadinha por dentro.
Daqui a pouco passa. Nem lembra mais que estava de mal.
Já já começa a cantar meio baixinho, distraído.
Desencana da música, lembra que eu existo.
- "Iaaaa, cadê meu tenis?"
Vem me encher, fecha meu livro, cheira meu cabelo.
Quem te conhece aí no mundo não tem nem idéia...
É uma delícia ter você por perto.
Viver as esquisitices sutis que se revelam na convivência.
Tem dias que não está pra conversar.
Liga a TV. Deixa lá ligada.
Sai e vai ouvir um som no computador.
Some no seu mundinho.
Nem me dá a mínima...
Às vezes fica ranzinza por alguma coisa.
Trabalho, grana, barulho esquisito no carro, sei lá.
Fala ríspido, implica!
Eu te deixo quieto.
Reclama mais, bufa sozinho.
Eu finjo que continuo lendo, dando uma risadinha por dentro.
Daqui a pouco passa. Nem lembra mais que estava de mal.
Já já começa a cantar meio baixinho, distraído.
Desencana da música, lembra que eu existo.
- "Iaaaa, cadê meu tenis?"
Vem me encher, fecha meu livro, cheira meu cabelo.
Quem te conhece aí no mundo não tem nem idéia...
É uma delícia ter você por perto.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
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