A História é como os idiotas: se repete, se repete, se repete...
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sábado, 13 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Eu pago um pau pra você!
Tempos sombrios se avizinham. É o que estão falando por aí. Meu amigo que amarrou o burrico na sombra daquela parede há uns dois anos me falou anteontem que tem ido dormir no carro no meio do expediente. Uivos de vento e de coiotes acompanham o rolar de palhas d'oeste em Wall Street. Cê vai procurar emprego agora, merrmão? Sei não... Sossega aí onde você tá. Quando chove dessas coisas a gente pega logo uma pequena e senta em cima pra não sobrar uma pior. É... baixa os olhos verdes enormes e fala que tá tranquilo mas tá tentando. Vai que aparece coisa melhor. Melhor que você? Difícil, hein...
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Quem eu queria ser
ou Onde o Calo Aperta
Teve um tempo eu queria ser a Renata irmã do Duda porque ela sabia assobiar bem alto com os indicadores na boca.
Depois eu queria ser o Raul porque a brincadeira dos meninos era mais legal e ele era o mais alto e mais forte.
Um tempo depois eu queria ser a Paulinha da 6a B porque todos os meninos gostavam dela.
Daí eu queria ser a Jullie porque ela não tinha horário pra voltar pra casa e a mãe dela deixava ela fumar.
E depois queria ser a Susan Sontag porque ela tinha idéias impensáveis e escrevia coisas pra fazer o mundo melhor.
Depois queria ser a Alanis porque ela cantava pra caraca, era bonita, inteligente e escrevia letras de mulher forte.
Daí queria ser a Paris Hilton porque ela era magra e rica e não levava nada muito a sério, o que resolveria todos os perrengues possíveis.
Hoje eu queria ser a Mallu Magalhães porque ela tem 16 anos e ainda tem muuuuito tempo pra fazer bobagens na vida.
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Teve um tempo eu queria ser a Renata irmã do Duda porque ela sabia assobiar bem alto com os indicadores na boca.
Depois eu queria ser o Raul porque a brincadeira dos meninos era mais legal e ele era o mais alto e mais forte.
Um tempo depois eu queria ser a Paulinha da 6a B porque todos os meninos gostavam dela.
Daí eu queria ser a Jullie porque ela não tinha horário pra voltar pra casa e a mãe dela deixava ela fumar.
E depois queria ser a Susan Sontag porque ela tinha idéias impensáveis e escrevia coisas pra fazer o mundo melhor.
Depois queria ser a Alanis porque ela cantava pra caraca, era bonita, inteligente e escrevia letras de mulher forte.
Daí queria ser a Paris Hilton porque ela era magra e rica e não levava nada muito a sério, o que resolveria todos os perrengues possíveis.
Hoje eu queria ser a Mallu Magalhães porque ela tem 16 anos e ainda tem muuuuito tempo pra fazer bobagens na vida.
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Lukewarm
Adjective: mildly warm; lacking enthusiasm or conviction
(em português seria algo do tipo morninho ou em banho-maria)
Hoje está nem frio nem quente. A iluminação lá fora meio escura, lusco-fusco que te deixa com sono o dia todo.
Quero sair, mas lá em baixo está todo mundo de guarda-chuva. Nem saio, nem faço o que tenho que fazer aqui dentro, esperando a garoinha chata passar.
Quantas vezes eu tenho que falar que o que eu gosto é de trovoada e chuva de pedra? Esse chove-não-molha me irrita!
Ô atraso de vida!
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(em português seria algo do tipo morninho ou em banho-maria)
Hoje está nem frio nem quente. A iluminação lá fora meio escura, lusco-fusco que te deixa com sono o dia todo.
Quero sair, mas lá em baixo está todo mundo de guarda-chuva. Nem saio, nem faço o que tenho que fazer aqui dentro, esperando a garoinha chata passar.
Quantas vezes eu tenho que falar que o que eu gosto é de trovoada e chuva de pedra? Esse chove-não-molha me irrita!
Ô atraso de vida!
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Tive sonho mau
Essa noite tive um monte de sonhos misturados, uma coisa meio aflitiva. Eu estava num lugar escuro e não conseguia achar o interruptor de luz, tropeçava numas coisas pelo chão. Sentia a iminência de algo meio do mal, um perigo à espreita, um medo ruim, sei lá. Daí consegui abrir uma janela, mas estava tudo escuro lá fora também, não ajudou muito. Debrucei no parapeito da janela e resolvi fumar um cigarro, pra pensar no que eu ia fazer. Mas minha agonia começou de novo, porque por mais que eu revirasse tudo eu não achava meu isqueiro naquela escuridão.
Que antipatia! Como é que deve chamar isso aí? Um lightmare?
ps: esse é quase mais um post da série "Só Funciona em Inglês"
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Que antipatia! Como é que deve chamar isso aí? Um lightmare?
ps: esse é quase mais um post da série "Só Funciona em Inglês"
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
It's up to you, dude!
Vocês se lembram daquela brincadeira do Silvio Santos, que a criança ficava isolada numa cabine e tinha que escolher se queria ou não trocar brinquedos por algo tipo uma meia furada ou vice versa?
Pois é. Hoje vi a reportagem do camarada Isaza, que desertou das FARC e promoveu a fuga de um refém valioso que estava sequestrado havia 8 anos. Desde lançada a polêmica proposta do governo colombiano, quem abandonar a guerrilha e colaborar com o outro lado tem direito a prêmio em dinheiro e, graças ao apoio de Nic Sarkozy, asilo garantido na França.
Olha só, não me levem a mal! Eu sei que existem pessoas engajadas em suas lutas e que acreditam em um ideal, por mais estranho que ele possa parecer pra quem está de fora. Eu até acho isso bonito de um certo jeito, sei lá, romântico, cheio de significado pra vida, plenitude da existência. Puxa vida! As maiores e mais importantes mudanças do mundo, afinal, começaram por causa de um homem com um sonho, disposto a lutar por uma causa, etc e tal. Ok, ok. Agora corte para a seguinte cena:
Calor da porra no meio da floresta. Provisões escassas, gente feia e suja, armas, correntes, degradação humana, medo, clima tenso. E o calor dos infernos. Pense no rapaz Isaza, que não passa o Natal com a família há anos (pô, só porque sou guerrilheiro não posso ser cristão?) e que vê o aceno da possibilidade de uma saída estratégica pela direita (hã? hã? L7L7L7). Coloqueo-o na cabininha do Domingo no Parque, ao som da voz do homem-sorriso:
"A-aee! Você troca sua vida miserável na floresta úmida e quente por um prêmio de US$ 434 mil e um visto especial para residir e trabalhar na França???"
A vida é feita de escolhas, meu amigo. A decisão é sua.
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Pois é. Hoje vi a reportagem do camarada Isaza, que desertou das FARC e promoveu a fuga de um refém valioso que estava sequestrado havia 8 anos. Desde lançada a polêmica proposta do governo colombiano, quem abandonar a guerrilha e colaborar com o outro lado tem direito a prêmio em dinheiro e, graças ao apoio de Nic Sarkozy, asilo garantido na França.
Olha só, não me levem a mal! Eu sei que existem pessoas engajadas em suas lutas e que acreditam em um ideal, por mais estranho que ele possa parecer pra quem está de fora. Eu até acho isso bonito de um certo jeito, sei lá, romântico, cheio de significado pra vida, plenitude da existência. Puxa vida! As maiores e mais importantes mudanças do mundo, afinal, começaram por causa de um homem com um sonho, disposto a lutar por uma causa, etc e tal. Ok, ok. Agora corte para a seguinte cena:
Calor da porra no meio da floresta. Provisões escassas, gente feia e suja, armas, correntes, degradação humana, medo, clima tenso. E o calor dos infernos. Pense no rapaz Isaza, que não passa o Natal com a família há anos (pô, só porque sou guerrilheiro não posso ser cristão?) e que vê o aceno da possibilidade de uma saída estratégica pela direita (hã? hã? L7L7L7). Coloqueo-o na cabininha do Domingo no Parque, ao som da voz do homem-sorriso:
"A-aee! Você troca sua vida miserável na floresta úmida e quente por um prêmio de US$ 434 mil e um visto especial para residir e trabalhar na França???"
A vida é feita de escolhas, meu amigo. A decisão é sua.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Espelho, espelho meu!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Geração Coca Cola (Zero)
Quando era pequena, às vezes eu precisava de ajuda dos meus pais pra lidar com a lição de casa. Isso gerava problemas por causa dos diferentes métodos pedagógicos a que fomos expostos em nossos tempos. Por exemplo, eles tinham cartilha e aprenderam a ler decorando be-a-bá. Eu aprendi a fazer o som das letrinhas no método fonêmico: FFFF, VVVV, MMM. Os livros deles diziam que Cabral chegou ao Brasil por engano e os meus diziam que não houve engano nenhum e ele queria mesmo as índias e não a India. E assim vai.
Entre tantas outras diferenças, a que mais me intriga desde sempre é o jeito que eles fazem contas. Pelo que posso entender, eles não separam unidades e dezenas na subtração, não "emprestam um" do numero à esquerda e, para conferir o resultado, usam a sensacional expressão "noves fora". Dezessete menos oito, nove, noves fora, nada. Adoooro! Vários adultos já tentaram me explicar, mas eu jamais entendi como funciona ou pra que serve.
Mas aqui isso não vem ao caso. O que eu queria mesmo dizer é que há coisas inexplicáveis de uma geração para outra. Quem não vive no movimento de uma época não vai entender e pronto! Nem tente. Os tempos mudam. As pessoas não acompanham. E assim, "noves fora" torna-se um ícone do gap entre as nossas gerações.
Ultimamente tenho convivido com gente mais nova que eu. Eu bem que queria pensar que os anos que nos separam não chegam a configurar um gap, mas temo não ser esta a verdade. Outro dia, no bar, um casal de amigos jovens contou que, após uma festinha a dois que fizeram no apartamento, eles receberam uma multa do condomínio, acompanhada por nove páginas de reclamações. (whatdahell!?) Pois é. Um casal, uma festinha, nove páginas. Valha-me Deus!
Na minha fantasia essas nove páginas estão repletas de truques mirabolantes e práticas de perturbação da ordem (e do sossego dos vizinhos). E por mais que eu provoque a minha criatividade eu não consigo nem imaginar que diabos pode estar escrito lá.
Estou convencida de que o conteúdo dessas nove páginas define mais um gap de gerações. É o novo "noves fora".
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Entre tantas outras diferenças, a que mais me intriga desde sempre é o jeito que eles fazem contas. Pelo que posso entender, eles não separam unidades e dezenas na subtração, não "emprestam um" do numero à esquerda e, para conferir o resultado, usam a sensacional expressão "noves fora". Dezessete menos oito, nove, noves fora, nada. Adoooro! Vários adultos já tentaram me explicar, mas eu jamais entendi como funciona ou pra que serve.
Mas aqui isso não vem ao caso. O que eu queria mesmo dizer é que há coisas inexplicáveis de uma geração para outra. Quem não vive no movimento de uma época não vai entender e pronto! Nem tente. Os tempos mudam. As pessoas não acompanham. E assim, "noves fora" torna-se um ícone do gap entre as nossas gerações.
Ultimamente tenho convivido com gente mais nova que eu. Eu bem que queria pensar que os anos que nos separam não chegam a configurar um gap, mas temo não ser esta a verdade. Outro dia, no bar, um casal de amigos jovens contou que, após uma festinha a dois que fizeram no apartamento, eles receberam uma multa do condomínio, acompanhada por nove páginas de reclamações. (whatdahell!?) Pois é. Um casal, uma festinha, nove páginas. Valha-me Deus!
Na minha fantasia essas nove páginas estão repletas de truques mirabolantes e práticas de perturbação da ordem (e do sossego dos vizinhos). E por mais que eu provoque a minha criatividade eu não consigo nem imaginar que diabos pode estar escrito lá.
Estou convencida de que o conteúdo dessas nove páginas define mais um gap de gerações. É o novo "noves fora".
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Aventura Amazônica II
O fato de eu estar viva significa que está comprovado que o corpo humano é capaz de suportar a temperatura de 150 graus Celsius sem danos visíveis.
Também está comprovado que a hidratação com queratina é sensacional, mantendo a aparência decente e a maciez dos cabelos mesmo quando a umidade do ar é superior a 270%.
Outra constatação: milionários são de fato altos, mesmo em condições adversas de temperatura e umidade.
E a última: não há limites para o sucesso se você estiver usando um vermelho-Valentino-básico-com-informação-de-moda. Só precisa de salto e rímel. Mais nada.
(Thanks Méliss for helping me glow!)
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Também está comprovado que a hidratação com queratina é sensacional, mantendo a aparência decente e a maciez dos cabelos mesmo quando a umidade do ar é superior a 270%.
Outra constatação: milionários são de fato altos, mesmo em condições adversas de temperatura e umidade.
E a última: não há limites para o sucesso se você estiver usando um vermelho-Valentino-básico-com-informação-de-moda. Só precisa de salto e rímel. Mais nada.
(Thanks Méliss for helping me glow!)
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Aventura Amazônica I
Acha que enfrentar a floresta foi difícil?
Você não imagina o que foi o aeroporto...
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Você não imagina o que foi o aeroporto...
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Nada como um dia após o outro
Todo dia acorda o mesmo dia. Não um dia parecido com o outro ou igual ao anterior. Pra dizer que é parecido ou igual, você precisa poder comparar. Precisa lembrar do que acabou de passar e verificar a semelhança. Se você não lembra do que acabou de passar, todo dia é o mesmo dia.No início dos anos 50 um homem precisou de uma cirurgia no cérebro pra se livrar das crises epilépticas que consumiam aos poucos a vida de dentro dele. Os médicos não sabiam, mas essa cirurgia consumiu o resto da vida dele, pra ele. O paciente HM, como o "caso" ficou conhecido mundialmente no meio científico, perdeu a capacidade de adquirir novas memórias, de perceber que o tempo passa e que a vida continua.
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A vida não pára? Pra ele parou. Lembrava-se de tudo que já havia passado, de quem era e como tinha chegado até ali, mas era só. Parou numa época que não ia passar. Congelou a consciência que poderia ter de si mesmo.
O HM passou a viver um eterno Feitiço do Tempo sem a consciência dos erros e acertos dos amanheceres anteriores. Sem a chance de corrigir ou optar por errar de novo. Viveu o resto dos dias num eterno presente, com eventuais momentos de susto ao olhar no espelho e ver seu próprio rosto envelhecido pelos anos que não sabia ter vivido. Desconforto aterrorizador, mas felizmente passageiro, que ia se dissolvendo na amnésia em um instante.
Hoje li a notícia de que ele se foi. A pessoa que mais ensinou ao mundo sobre a memória humana se foi. Sem se lembrar de um único dia, desde que passou a ser do mundo. Isso aqui vai muito além do meu alcance. Seria pretensiosa demais se tentasse filosofar sobre a vida. Mas não posso deixar de falar desse meu pensamento recorrente de que a vida da gente não é nada sem os outros. Quem dá sentido pra nossa vida não somos só nós mesmos. Esse cara viveu comigo bem próximo nos últimos 15 anos. Ele já não fazia mais parte da própria vida, mas foi personagem fundamental da minha e de tanta gente junto comigo. E se o sentido da vida se dá primordialmente na nossa relação com os outros, talvez eu consiga lamentar menos pelas últimas décadas de vida do amigo HM. Valeu aí, Henry! Obrigada mesmo. Pra sempre você vai morar aqui, ó!
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Pó deixar comigo!
- E aí? E aí?
- Tô tranqs!
- Mesmo? Puxa! Que bom, hein?
- Claro! Uma mulher moderna sempre tem umas cartas. Tá pensando o quê?
- Cartas?
- É. Umas cartas na manga do colete! Tudo sob controle!
- Colete não tem mangas.
...
- Putz...
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- Tô tranqs!
- Mesmo? Puxa! Que bom, hein?
- Claro! Uma mulher moderna sempre tem umas cartas. Tá pensando o quê?
- Cartas?
- É. Umas cartas na manga do colete! Tudo sob controle!
- Colete não tem mangas.
...
- Putz...
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
O esquema
A amiga da amiga arrumou um esquema pra essa outra, que atualmente está solteira. Era um ex da primeira, desses de vai e volta, que vale a pena manter na caderneta pra sempre, nem que seja pra alegrar uma amiga, ou amiga da amiga.
Manda bem? Manda. Mas é simplesinho. Não vai começar com papo inteligente, hein? Nem falar daquela história do chapéu. Ele vai pegar mal. Aff... mais alguma coisa que eu preciso saber? Não. Só não tocar naquele papo do chapéu, mesmo. De resto tudo tranquilo.
Estranho esse negócio de escontro (quase) às escuras. A gente já se falou pelo MSN umas vezes. E ontem a primeira vez pelo telefone. Ele pronuncia meu nome errado. Fiquei sem graça de corrigir. Tem uma voz legal, mas algo me diz que é um pouco mala. Meio aceleradinho. Bom, qualquer coisa eu chamo um taxi e sumo. Mando um beijomeliga, só que é interurbano.
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Manda bem? Manda. Mas é simplesinho. Não vai começar com papo inteligente, hein? Nem falar daquela história do chapéu. Ele vai pegar mal. Aff... mais alguma coisa que eu preciso saber? Não. Só não tocar naquele papo do chapéu, mesmo. De resto tudo tranquilo.
Estranho esse negócio de escontro (quase) às escuras. A gente já se falou pelo MSN umas vezes. E ontem a primeira vez pelo telefone. Ele pronuncia meu nome errado. Fiquei sem graça de corrigir. Tem uma voz legal, mas algo me diz que é um pouco mala. Meio aceleradinho. Bom, qualquer coisa eu chamo um taxi e sumo. Mando um beijomeliga, só que é interurbano.
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Memórias do Século Passado IV
Desde pequena eu levo tudo muito a sério. Acho que eu não posso errar ou não saber alguma coisa que eu deveria saber. Dia de prova era tenso, ainda mais quando a matéria não era exata ou não tinha regras pra seguir. Proparoxítonas me deixavam segura porque sempre tinham acento. Equações de segundo grau pediam fatoração ou fórmula de Baskara. Simples assim. Ciências exatas, naturais, letras, até mesmo história, com datas e fatos: zona de conforto.
O que complicava eram as ciências humanas. Na prova, as perguntas começavam com "Dê sua opinião", "Analise os prós e os contras". Fala sério! Socorro! Pacto de Varsóvia, OTAN, Veias Abertas da América Latina, OPEP, Estado de Israel. Não tinha como dizer quem era do bem, quem era do mal. Tantos fatores em jogo, tanta ideologia disfarçada, os interesses mudavam por causa de uma pequena alteração no cenário. Eu tinha a constante sensação de que jamais ia conseguir entender aquilo tudo direito.
Minha professora chamava Luzenilde e parecia ter especial prazer em me ver confusa, questionando tudo, aprendendo na incerteza. Não tem certo ou errado, ela dizia, não contendo um risinho sádico. Eu quero saber o que VOCÊ acha!
Eu sempre saía chorando das provas de geo-política.
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O que complicava eram as ciências humanas. Na prova, as perguntas começavam com "Dê sua opinião", "Analise os prós e os contras". Fala sério! Socorro! Pacto de Varsóvia, OTAN, Veias Abertas da América Latina, OPEP, Estado de Israel. Não tinha como dizer quem era do bem, quem era do mal. Tantos fatores em jogo, tanta ideologia disfarçada, os interesses mudavam por causa de uma pequena alteração no cenário. Eu tinha a constante sensação de que jamais ia conseguir entender aquilo tudo direito.
Minha professora chamava Luzenilde e parecia ter especial prazer em me ver confusa, questionando tudo, aprendendo na incerteza. Não tem certo ou errado, ela dizia, não contendo um risinho sádico. Eu quero saber o que VOCÊ acha!
Eu sempre saía chorando das provas de geo-política.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Por uma vida menos ordinária
Lembre-se sempre de abrir ou fechar, conforme pede a ocasião: a porta da sua casa, a carteira, a boca, a janela do quarto, o jogo, a caixa de Pandora, os olhos, a mão, o livro, o ziper.
Os segredos convém manter sempre trancados. A cabeça sempre solta. O coração escancarado. Senão nem vale a pena o resto.
Os segredos convém manter sempre trancados. A cabeça sempre solta. O coração escancarado. Senão nem vale a pena o resto.
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