if you're sad, lonely or hurt for any reason
if you feel you could use some healing
just listen to amy singing for a broken heart...
clique aqui pra ver a letra
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Primavera e Outono
Infância não viu. Muito cedo o pai lhe ensinara que a vida se fazia longe de casa. Aprendeu a dirigir tratores antes de ler um livro. Amou uma mulher antes de beijar sua menina pela primeira vez. Construía estradas e pontes no fim do mundo. Encontrava a mulher e os filhos duas vezes por ano, quando voltava pra casa pra passar um mês. Os pequenos estranhavam aquele homem, a memória deles não durava tanto. Os maiores vinham correndo se jogar nos seus braços, escalavam-lhe as pernas e pediam histórias. As histórias. Tinha jurado pra si mesmo que era só o que iam conhecer daqueles mundos tão longe. Quando caía a noite de fato e as crianças de cansaço ele fechava os olhos e se entregava ao abraço de uma estação.
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domingo, 21 de junho de 2009
o medo
é uma força que não me deixa andar
- do que você tem tanto medo?
- não sei. de tudo. é aterrorizante.
- tem medo de morrer?
- não... é de viver.
- tem medo de viver?
- medo de viver errado, acho.
- mas não existe viver errado...
- então pra que é que a gente vive tentando acertar?
pra ver a letra genial do Lenine clique aqui
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- do que você tem tanto medo?
- não sei. de tudo. é aterrorizante.
- tem medo de morrer?
- não... é de viver.
- tem medo de viver?
- medo de viver errado, acho.
- mas não existe viver errado...
- então pra que é que a gente vive tentando acertar?
pra ver a letra genial do Lenine clique aqui
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
atos secretos
Peraí, deixa eu ver se eu entendi direito:
O rapaz da casa do programa A Fazenda mostra o pinto em rede nacional de tv e os senadores não mostram pra ninguém o que fazem na Casa deles com o dinheirinho do povo. É isso?
Ahhh! Falou então...
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O rapaz da casa do programa A Fazenda mostra o pinto em rede nacional de tv e os senadores não mostram pra ninguém o que fazem na Casa deles com o dinheirinho do povo. É isso?
Ahhh! Falou então...
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
A minha mãe me ensinou
e o mundo seria melhor se todos soubessem.
Trate os outros como gostaria de ser tratado.
Lave as mãos quando chegar da rua.
Respeite os mais velhos.
Escove os dentes após as refeições.
Use as palavras 'por favor' e 'obrigada'.
Desfrute da companhia das outras pessoas.
Se não tiver nada de bom pra dizer, cale-se.
Minha mãe é incrível, né?
Eu só acrescentaria umazinha:
Tame your fucking pet before you leave home!
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Trate os outros como gostaria de ser tratado.
Lave as mãos quando chegar da rua.
Respeite os mais velhos.
Escove os dentes após as refeições.
Use as palavras 'por favor' e 'obrigada'.
Desfrute da companhia das outras pessoas.
Se não tiver nada de bom pra dizer, cale-se.
Minha mãe é incrível, né?
Eu só acrescentaria umazinha:
Tame your fucking pet before you leave home!
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
A metáfora da ponte
Transição, chegada de uma nova etapa.
Transposição de um obstáculo ou algo que te impede de continuar no seu caminho.
A ida dos dias. A passagem da vida de um momento a outro.
Um caminho a frente, passagem pro futuro.
The past is water under the bridge.
E eu aqui. Sem saber se vou, sem chance de voltar.
Stuck in the middle of the fucking bridge.
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Transposição de um obstáculo ou algo que te impede de continuar no seu caminho.
A ida dos dias. A passagem da vida de um momento a outro.
Um caminho a frente, passagem pro futuro.
The past is water under the bridge.
E eu aqui. Sem saber se vou, sem chance de voltar.
Stuck in the middle of the fucking bridge.
Com a sensação de que saí de nada e vou pra lugar nenhum.
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24 horas
tem alguma coisa errada com esse meu trabalho. a cada 10 horas que eu passo trabalhando eu tenho que passar equivalentes 10 horas relatando o que fiz.
eu gasto o mesmo tempo real de consultas presenciais com o paciente pra fazer um relatório sintetizando o que eu vi nas consultas.
que porra é essa? jack bauer?
eu gasto o mesmo tempo real de consultas presenciais com o paciente pra fazer um relatório sintetizando o que eu vi nas consultas.
que porra é essa? jack bauer?
terça-feira, 16 de junho de 2009
Rasinho
Ele andava uns passos na frente dela. Ela demorava mais porque abaixava às vezes pra catar uma conchinha, se ela fosse daquele tipo do símbolo da Shell. Achei uma conchinha-shell! Como se aquilo importasse alguma coisa.
Ele dizia que catar uma concha-shell era o mesmo que comer um bolo-cake. Ela não estava nem aí, porque desde o colegial ela chamava pão-de-ló de bolo-cake mesmo. É um bolo de nada, não tem um sabor especial. É só bolo... bolo-cake. Ela lembrava da amiga de longa data que ria dessa bobagem junto com ela.
Ele brigava com o nó da fitinha do Bomfim. Quero tirar esse negócio. Fica caindo na comida. Não vou esperar dois anos pra essa porcaria arrebentar! Dá aqui que eu tiro. Mas assim não vai valer pra realizar seu pedido... porque você não amarra no pé? Eu já tenho você. Não quero pedir mais nada. E acho que essa fitinha no meu pé ia ficar meio gay. Nem vai rolar.
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Ele dizia que catar uma concha-shell era o mesmo que comer um bolo-cake. Ela não estava nem aí, porque desde o colegial ela chamava pão-de-ló de bolo-cake mesmo. É um bolo de nada, não tem um sabor especial. É só bolo... bolo-cake. Ela lembrava da amiga de longa data que ria dessa bobagem junto com ela.
Ele brigava com o nó da fitinha do Bomfim. Quero tirar esse negócio. Fica caindo na comida. Não vou esperar dois anos pra essa porcaria arrebentar! Dá aqui que eu tiro. Mas assim não vai valer pra realizar seu pedido... porque você não amarra no pé? Eu já tenho você. Não quero pedir mais nada. E acho que essa fitinha no meu pé ia ficar meio gay. Nem vai rolar.
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sábado, 13 de junho de 2009
Feliz Aniversário!!!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Caligrafia
A Dona Adélia tinha 79 anos. Estava pensando para qual das netas deveria deixar o seu livro de receitas escritas à mão. Na mesa da cozinha ela sempre tinha uma toalhinha bordada ou um caminho de crochet. Desde pequenina era tão caprichosa, que as amigas invejavam seus cadernos da escola. A professora de ponto cruz selecionava seus trabalhos para mostrar de exemplo pras novatas que alí chegavam com olhos curiosos.
Há 47 anos, um tempo depois que o Sêu Aloísio morreu, Adélia aceitou o primeiro pagamento, da filha de uma amiga, para escrever o nome de parentes e amigos nos convites de casamento. Os pedidos para que Adélia escrevesse não pararam mais. Às vezes uma amiga do bairro trazia o neto pra fazer aulas, as professoras reclamavam que não dava pra entender aqueles garranchos. Algumas moças traziam o enxoval inteiro para que as iniciais bordadas saíssem das mãos dela.
Adélia pagou estudo dos filhos, a reforma da casa, a psicóloga pra filha menos bonita, o aparelho dos dentes do neto mais velho. Até conheceu o Vaticano com o dinheiro das letras.
Já fazia uns anos que não tinha mais trabalho. Agora todo mundo faz tudo no computador, ela dizia, não precisam mais de mim. Eles tem razão, né filha - foi o que me disse, meio sentida, meio conformada. Eu só não gosto dessa fonte Times Roman. Acho que eles não deviam usar essa não.
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Há 47 anos, um tempo depois que o Sêu Aloísio morreu, Adélia aceitou o primeiro pagamento, da filha de uma amiga, para escrever o nome de parentes e amigos nos convites de casamento. Os pedidos para que Adélia escrevesse não pararam mais. Às vezes uma amiga do bairro trazia o neto pra fazer aulas, as professoras reclamavam que não dava pra entender aqueles garranchos. Algumas moças traziam o enxoval inteiro para que as iniciais bordadas saíssem das mãos dela.
Adélia pagou estudo dos filhos, a reforma da casa, a psicóloga pra filha menos bonita, o aparelho dos dentes do neto mais velho. Até conheceu o Vaticano com o dinheiro das letras.
Já fazia uns anos que não tinha mais trabalho. Agora todo mundo faz tudo no computador, ela dizia, não precisam mais de mim. Eles tem razão, né filha - foi o que me disse, meio sentida, meio conformada. Eu só não gosto dessa fonte Times Roman. Acho que eles não deviam usar essa não.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
qual a ocasião?
ir no bar sem motivo é coisa de vagabundo.
beber sem motivo pra celebrar é coisa de bêbado.
recebi hoje um email pois estou na lista de um dos amigos jovens. bem aquele que não dá a mínima pra futebol e, até onde eu sei, nunca chegou perto de uma criança ou um bebê por espontânea vontade. segue abaixo o texto do email na íntegra:
entendeu a moral da história?
a pessoa há que ser coerente com seus princípios nessa vida...
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beber sem motivo pra celebrar é coisa de bêbado.
recebi hoje um email pois estou na lista de um dos amigos jovens. bem aquele que não dá a mínima pra futebol e, até onde eu sei, nunca chegou perto de uma criança ou um bebê por espontânea vontade. segue abaixo o texto do email na íntegra:
o kaká quer fazer gol hoje pro filho que completa um ano
a gente não pode deixar de prestigiar, né, minha gente?
qual bar?
a gente não pode deixar de prestigiar, né, minha gente?
qual bar?
entendeu a moral da história?
a pessoa há que ser coerente com seus princípios nessa vida...
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terça-feira, 9 de junho de 2009
oh shit!
hoje eu estava saindo da universidade e uma pomba fez cocô na minha cabeça. ela deve ter mirado bem, porque acertou em cheio!
gastei um tempão lavando o cabelo na pia com sabonete e água gelada. mesmo assim passei o resto do dia com antipatia de mim mesma, imaginando aquele cocô no meu cabelo.
eu quase fiquei chateada, mas sabia que obviamente não poderia contar com a solidariedade alheia. cada vez que eu narrava o episódio pra alguém a pessoa morria de rir.
com isso tudo eu não aprendi nenhuma lição e não cheguei a nenhuma conclusão filosófica sobre a vida. acho que cagada de pomba na cabeça não agrega nada pra gente, mesmo.
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gastei um tempão lavando o cabelo na pia com sabonete e água gelada. mesmo assim passei o resto do dia com antipatia de mim mesma, imaginando aquele cocô no meu cabelo.
eu quase fiquei chateada, mas sabia que obviamente não poderia contar com a solidariedade alheia. cada vez que eu narrava o episódio pra alguém a pessoa morria de rir.
com isso tudo eu não aprendi nenhuma lição e não cheguei a nenhuma conclusão filosófica sobre a vida. acho que cagada de pomba na cabeça não agrega nada pra gente, mesmo.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009
E o que nos deram os Italianos?
Hoje em dia a Itália convive com uma vergonha perante o mundo por ostentar um imbecil fanfarrão como chefe de Estado (ôôô Berlusconni! vapaputaqueopariu, vá!). Mas felizmente isso nem sempre foi assim. Desde o Império Romano, o povo daquela região deixa um legado importantíssimo ao mundo, tanto em tecnologia como em ciências sociais, filosofia, arquitetura e artes. Tá aí em baixo o Monty Python que não me deixa mentir...
Hoje em dia tá difícil de achar outro Leonardo Da Vinci, mas ainda sai coisa boa daquela macarronada. Uma herança italiana na escócia gerou um carinha chamado Paolo Nutini que tem alegrado meus ouvidos. Bonitinho que só ele, sonzinho gostoso, enche de orgulho a galeracarcamana ítalo-descendente espalhada pelo mundo. Bravo Paolo!
Paolo Nutini - "New Shoes"
Hoje em dia tá difícil de achar outro Leonardo Da Vinci, mas ainda sai coisa boa daquela macarronada. Uma herança italiana na escócia gerou um carinha chamado Paolo Nutini que tem alegrado meus ouvidos. Bonitinho que só ele, sonzinho gostoso, enche de orgulho a galera
Paolo Nutini - "New Shoes"
E o que nos deram os Romanos?
Meu senso de humor é bastante eclético (a.k.a. eu dou risada de qualquer coisa). Mas se quer me ver morrer de rir com idiotices me dá um filme do Monty Python.
Aqui eu quero falar de uma das cenas sensacionais do filme A Vida de Brian. A pérola se passa na Galiléia, na época de Jesus Cristo. Um dos grupos libertários planeja atacar o poder Romano. Buscando incitar a ira dos companheiros, o líder argumenta que os romanos vem tirando tudo o que é deles há gerações... dos pais dos nossos pais! e dos pais dos pais dos nossos pais! e dos pais dos pais dos pais... you know...
E então o líder pergunta:
- E o que os Romanos nos deram em retribuição?
A cena que se segue é impagável!
Pra ler o roteiro da cena toda clique aqui!
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Aqui eu quero falar de uma das cenas sensacionais do filme A Vida de Brian. A pérola se passa na Galiléia, na época de Jesus Cristo. Um dos grupos libertários planeja atacar o poder Romano. Buscando incitar a ira dos companheiros, o líder argumenta que os romanos vem tirando tudo o que é deles há gerações... dos pais dos nossos pais! e dos pais dos pais dos nossos pais! e dos pais dos pais dos pais... you know...
E então o líder pergunta:
- E o que os Romanos nos deram em retribuição?
A cena que se segue é impagável!
Pra ler o roteiro da cena toda clique aqui!
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