sexta-feira, 30 de outubro de 2009

perspectiva

tem umas épocas na vida da gente que não dá pra entender nada do que tá acontecendo. parece que você tá no meio de uma multidão, seguindo um fluxo que vai pra sabe deus onde.

nessas horas a gente queria conseguir olhar de cima, tipo um google maps. só que isso é muito, muito difícil.

na real, tudo que a gente consegue fazer é ir seguindo como pode. a gente faz o melhor que dá. e torce pra a vida seja um pouco menos ao acaso do que parece. torce pra que tenha alguém conduzindo um master plan que alguma hora vai fazer sentido.


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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

lets put it this way...

... life is not showing its brightest side.


who cares?

uns tempos aí atras teve uma galera engajada que caiu de pau em cima da fernanda young porque ela falou que não tava nem aí pro bush, que não tava nem aí pra coisas do oriente médio e não tava nem aí se estavam saqueando a mesopotamia. na verdade ela não falou que não tava nem aí. ela falou algo do tipo: caguei ou tô cagando pro bush, etc. mas vamos deixar por isso mesmo. a intenção era falar que não tava nem aí.

eu achei engraçado na época. só porque ela é uma figura pública e opiniática meio que se espera que ela tenha algo a dizer sobre tudo.
não, né? deixa ela reclamar do trânsito, das pessoas medíocres, do sistema escolar que a massacrou na adolescência, sei lá eu. deixa ela se importar com o que ela quiser, não?

às vezes é muito difícil a gente conseguir olhar pra além do nosso umbigo e ter alguma opinião sobre o mundo lá fora. atualmente eu tenho opinião sobre se eu tenho fome ou não. se eu tenho sono ou muito sono. o máximo de ampliação que eu consigo é me questionar se o destino, aquele grande gozador, tá levando a piada da minha cara ou não. do jeito que eu tenho me sentido insignificante acabo achando que nem tô valendo a piada. the joke must be on someone else. o destino não ia perder tempo de chutar cachorro morto, sabe cumé?

e, só pra constar, eu tô nem aí pro oriente médio.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

GPS who?

- entra aí, te dou uma carona.
- ótimo! você sabe onde é?
- não... você sabe?
- ah. mais ou menos. vamos indo. eu acho que consigo lembrar.
- ok. eu vou aqui direto?
- vai. entra na próxima à esquerda.
- é contra mão!
- não, não. quero dizer: à direita.
- ah! tá.
- agora no farol, vira pra direita... não! pra esquerda.
- onde?
- aqui ó. desse lado de cá!
- isso. vamos fazer assim: fala pra lá ou pra cá.
- fica mais fácil, né?
- acho que sim.
- é mesmo. esquerda e direirta dá muita margem à dúvida, né?
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

don't worry now...

... life gets way worse as we grow older.

and the only other option is even less atractive.


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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

e agora?

é muito difícil viver sem saber o que vai acontecer.
porque a gente quer ser feliz.
a gente quer que tudo dê certo. (whatever that means...)
então a gente tenta controlar o máximo de variáveis possíveis.
a gente tenta fazer tudo certo.
tomar as decisões corretas.
vislumbrar onde quer chegar e o melhor caminho até lá.
a gente faz planos.

ã-ham.

aí vem o fiadaputa do woody allen e fala na nossa cara:

“If you want to make God laugh, tell him about your plans.”
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domingo, 18 de outubro de 2009

da série: músicas que eu ouço mil vezes seguidas

adoro. mas que fique claro que a melhor versão ever dessa música era a do joe. bons tempos.


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sábado, 17 de outubro de 2009

lusco-fusco e garoa

chuva que não molha
claro que não ilumina
dia de empatação
não fode e não sai de cima

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

aging like wine

eu detestava o john mayer na época que ele surgiu e cantava a chatíssima 'your body is wonderland' com voz de boca mole.

daí ele cresceu.
toca violão bonitinho e canta outras coisas.
agora eu gosto dele bem muito.

nessa música ele fala que é invencível enquanto estiver vivo.

(e é isso mesmo, né não? quem tá vivo tá no jogo.)


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acorda!

acorda, alice! acorda!
a corda! a corda!

quanto mais puxava, mais esticava, como se fosse o espaguete do prato que a dama e o vagabundo dividiram. não tem tensão nessa corda! eu não vou conseguir te tirar daí! eu não vou conseguir! eu não vou conseguir! me escuta: eu não vou conseguir.

pára de tentar subir que não adianta. (foi o que falou a amiga que era tão pequena. como é que ela sabe todas essas coisas agora?)

quando o chão falta debaixo dos pés é melhor se deixar cair. ao bater no fundo a gente se sente apoiado de novo. daí fica mais fácil. deve ficar. tem que ficar.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

is this real life?

¿oɐu 'ınbɐ ɹod ǝʇuǝɹǝɟıp ɐsıoɔ ɐɯnƃʃɐ ɯǝʇ ǝnb ǝɔǝɹɐd http://migre.me/7Hwd

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domingo, 11 de outubro de 2009

Ragtime Gal*

Eu tenho tido uns sonhos meio vintage. O primeiro era em preto e branco, em uma praia. Era a praia com cara de antigamente: cheia de mato, deserta. O dia estava fechado e eu estava sentada num deque olhando caixas com livros e discos antigos. Remexendo uma espécie de memoriabília da vida e re-descobrindo algumas daquelas coisas que eu já nem lembrava que existiam.

O outro sonho tinha um clima medieval, Brumas de Avalon. Era o cenário que eu imaginava do castelo do Rei Arthur quando li o livro. Eu estava arrumando minhas coisas pra uma viagem. Recolhia peças de roupas e sapatos jogados pelo chão e pelas escadarias de um castelo com paredes de pedras enormes.

Acabei chegando só até a porta do castelo, tentando imaginar como é que eu ia atravessar o terreno úmido e lamacento e cheio de neblina que me cercava por todos os lados. Acordei antes de descobrir como é que eu ia me virar naquele pântano.

Pensei em mandar esses sonhos pra uma amiga professora da PUC, pros alunos de 1o. semestre brincarem de interpretar sonhos óbvios em psicologia básica 101.





* ragtime was a type of music, in like the 20's or 30's. that's just kind of an expression (from a song) about a girl who dances ragtime music.

sábado, 10 de outubro de 2009

Mulheres Possíveis

Esta é capa da última edição da revista Playboy americana:




Eu achei legal. Adoro cultura pop.

Só que, pra variar, mais uma piada banal me jogou em mil loopings de pensamentos existenciais. Desta vez sobre ser mulher na minha pele. E sobre quem eu quero ser agora que eu já cresci.

Porque na última quinta-feira foi meio agressivo estar num lugar cheio, lotado de gente, onde eu era a única mulher sem chapinha e sem peitão.
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