it refers to the period of time one is on planet earth.
it sucks, mostly.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
esse consul não é nenhuma brastemp
o sbt foi gravar uma entrevista com o consul do haiti no brasil - george samuel antoine - e deixou a camera ligada mesmo antes de a entrevista começar "oficialmente". sem saber que estava sendo gravado, a criatura se sentiu a vontade pra dizer umas opiniões pessoais muito pouco condizentes com seu cargo de pessoa pública, ainda mais de um diplomata.
depois de suas declarações estúpidas, descabidas, irracionais e levianas o cara levou, com louvor, o "berlusconi award", conferido por este blog para a figura pública mais imbecil da atualidade.
sobre a propaganda que a tragédia fez ao seu consulado:
"Desgraça de lá está sendo uma boa para a gente aqui, fica conhecido".
sobre a 'explicação' para o haiti ter sido 'punido pelos céus':
"Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá fudido."
é absolutamente revoltante. em outra situação chegaria a ser engraçado. e eu ainda lamento que possivelmente essa anta consiga mesmo reverter a tragédia em benefícios da exposição.
como diria minha mãe: é um cretino!
depois de suas declarações estúpidas, descabidas, irracionais e levianas o cara levou, com louvor, o "berlusconi award", conferido por este blog para a figura pública mais imbecil da atualidade.
sobre a propaganda que a tragédia fez ao seu consulado:
"Desgraça de lá está sendo uma boa para a gente aqui, fica conhecido".
sobre a 'explicação' para o haiti ter sido 'punido pelos céus':
"Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá fudido."
é absolutamente revoltante. em outra situação chegaria a ser engraçado. e eu ainda lamento que possivelmente essa anta consiga mesmo reverter a tragédia em benefícios da exposição.
como diria minha mãe: é um cretino!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
every now and then...
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
E se?
Quantas chances a gente tem pra escolher como a gente vai ser?
Não estou falando de mudanças.
Estou falando daqueles lados todos que já existem em mim.
Eu escolhi ser alguns. E não outros.
Isso não quer dizer que eu não POSSO ser outras tantas coisas.
É só que ATÉ AGORA eu escolhi ser assim.
Eu me envolvi profundamente com pessoas e coisas que combinam comigo. (Ou pelo menos com essa pessoa que eu escolhi ser). O que será que acontece com esse meu "entorno" se eu resolver ser diferente? Ainda eu mesma, mas diferente? Será que tudo desaba? Será que ainda vai haver lugar pra mim?
O Veríssimo (Luis Fernando) tem uma crônica fantástica sobre algo parecido com isso. Ele conta a história de um homem, pai de família, cidadão respeitado, dentista. Viveu quarenta e tantos anos tranquilo, reservado, discreto. Boa gente, sempre, mas na dele. Um dia apareceu para o café da manhã com um daqueles óculos de plástico que vem grudados num narigão e um bigode de Grouxo Marx.
A família, espantada a princípio, morreu de rir daquela atitude! Mas essa agora! Acharam engraçadinho, meio bobo, mas divertido. Passado um tempo, como o homem não tirava o nariz, o clima foi ficando meio esquisito, e a família deliberadamente pediu para que ele parasse logo com aquilo. Brincadeira tem limite!
Mas não era brincadeira. O homem tinha decidido que dali em diante usaria o nariz. Seria a mesma pessoa, mas com aquele nariz. Pois é. No final das contas o Veríssimo é bem cruel com o pobre homem. Ele acaba abandonado pela família, desacreditado pelos pacientes. Até o cachorro passou a hostilizá-lo. Foi o fim.
Mas gente! É só um nariz do Grouxo Marx! Eu ainda estou aqui! Sou a mesma pessoa!
...
E se, em algum momento, eu resolver ser uma coisa diferente?Será que é justo julgar uma vida inteira por um nariz? (por mais bizarro que ele seja?)
Não estou falando de mudanças.
Estou falando daqueles lados todos que já existem em mim.
Eu escolhi ser alguns. E não outros.
Isso não quer dizer que eu não POSSO ser outras tantas coisas.
É só que ATÉ AGORA eu escolhi ser assim.
Eu me envolvi profundamente com pessoas e coisas que combinam comigo. (Ou pelo menos com essa pessoa que eu escolhi ser). O que será que acontece com esse meu "entorno" se eu resolver ser diferente? Ainda eu mesma, mas diferente? Será que tudo desaba? Será que ainda vai haver lugar pra mim?
O Veríssimo (Luis Fernando) tem uma crônica fantástica sobre algo parecido com isso. Ele conta a história de um homem, pai de família, cidadão respeitado, dentista. Viveu quarenta e tantos anos tranquilo, reservado, discreto. Boa gente, sempre, mas na dele. Um dia apareceu para o café da manhã com um daqueles óculos de plástico que vem grudados num narigão e um bigode de Grouxo Marx.
A família, espantada a princípio, morreu de rir daquela atitude! Mas essa agora! Acharam engraçadinho, meio bobo, mas divertido. Passado um tempo, como o homem não tirava o nariz, o clima foi ficando meio esquisito, e a família deliberadamente pediu para que ele parasse logo com aquilo. Brincadeira tem limite!
Mas não era brincadeira. O homem tinha decidido que dali em diante usaria o nariz. Seria a mesma pessoa, mas com aquele nariz. Pois é. No final das contas o Veríssimo é bem cruel com o pobre homem. Ele acaba abandonado pela família, desacreditado pelos pacientes. Até o cachorro passou a hostilizá-lo. Foi o fim.
Mas gente! É só um nariz do Grouxo Marx! Eu ainda estou aqui! Sou a mesma pessoa!
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E se, em algum momento, eu resolver ser uma coisa diferente?Será que é justo julgar uma vida inteira por um nariz? (por mais bizarro que ele seja?)
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
terremoto no haiti
sabe aquele cara que fuma, bebe, é obeso, escrotão com a família e só pensa em dinheiro e stress, daí tem um enfarte que acaba salvando a vida dele porque ele começa a se cuidar?
então, tomara que o terremoto seja o enfarte do haiti. os caras estão fudidos há tanto tempo com conflitos políticos, violência, miséria... sei lá. call me naive, call me amelie poulain. mas será que mais essa catástrofe não faz a comunidade internacional se mobilizar de verdade pra melhorar a vida daquele povo?
tomara...

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então, tomara que o terremoto seja o enfarte do haiti. os caras estão fudidos há tanto tempo com conflitos políticos, violência, miséria... sei lá. call me naive, call me amelie poulain. mas será que mais essa catástrofe não faz a comunidade internacional se mobilizar de verdade pra melhorar a vida daquele povo?
tomara...

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
um elefante incomoda muita gente...
o hitchcock sacou isso faz tempo, eu sei. é que eu vi uma matéria recentemente que me deixou aqui pensando: há coisas que individualmente são suportáveis, mas em bando são absolutamente assustadoras. tipo formigas, motoboys, crianças, abelhas, homens, crustáceos... não é não? olha só isso aí!

clique aqui pra ler a reportagem da bbc:
'ilha australiana é invadida por migração de milhões de caranguejos'
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clique aqui pra ler a reportagem da bbc:
'ilha australiana é invadida por migração de milhões de caranguejos'
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
action, please!
- e aí? nada? vai ficar nesse zero a zero?
- empate fora de casa é bom resultado!
- cê é besta, é? eu quero é empate com gol: ixi...
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- empate fora de casa é bom resultado!
- cê é besta, é? eu quero é empate com gol: ixi...
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sábado, 26 de dezembro de 2009
got fire?

É um filme de diversos diretores composto por 11 curtas rodados em NY. E se parte do glamour de Holywood se devia às baforadas enevoando a cena em um piano bar ou cabaré, agora é a vez dos encontros na calçada - em inglês, curbside - quando as pessoas saem do restaurante pra fumar.
A chatíssima, internacional e inevitável lei anti-fumo acabou com o glamour dos galãs de cinema, infertilizou a filosofia de boteco e criou o anticlimáxico curbside romance. Se ninguém inventou esse termo ainda, tá na hora.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
lichia e leniência

é tempo de festas de fim de ano. luzinhas pela cidade, shoppings aquecendo a economia, trânsito do cão pra ver a decoração da avenida paulista e do ibirapuera, transformando o meu endereço no centro do congestionamento mundial. mas tudo bem. porque também é tempo de lichia.
na minha infância não existia lichia. a gente comia muitas frutas, mas essa daí não tinha não. eu descobri que ela existia só na época da faculdade, na casa de uma amiga mais bem informada. lembro que achei estranho aquele morangão alí na tigela. na hora que vi alguém no procedimento de descascá-lo entendi que não era um morangão, mas uma coisa totalmente nova. provei a primeira e estranhei um pouco a textura. mas depois adorei, fiquei fã. e agora eu me sinto meio criança na frente da árvore de natal quando descubro lichias nas gôndolas do supermercado. é o gosto dessa época do ano.
junto com as lichias vem também outro gosto bom, que é a sensação de que logo mais vamos conseguir dar uma pausinha na rotina. não que mude alguma coisa efetivamente quando o calendário vira, mas para mim a paradinha do final do ano traz de fato uma aliviante disposição para a leniência. o relatório não ficou pronto? tudo bem, ano que vem a gente vê isso. saiu do regime? ah... são as festas! não vai dar pra encerrar tudo bonitinho e cumprir em poucos dias o que não fiz o ano todo? beleza. ano que vem eu penso nisso.
e vamo que vamo. porque pra ser bem honesta esse blog foi a única coisa da minha vida que permaneceu funcionando ao longo de 2009. já todo o resto...
bom. isso aí a gente vê no ano que vem.
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na minha infância não existia lichia. a gente comia muitas frutas, mas essa daí não tinha não. eu descobri que ela existia só na época da faculdade, na casa de uma amiga mais bem informada. lembro que achei estranho aquele morangão alí na tigela. na hora que vi alguém no procedimento de descascá-lo entendi que não era um morangão, mas uma coisa totalmente nova. provei a primeira e estranhei um pouco a textura. mas depois adorei, fiquei fã. e agora eu me sinto meio criança na frente da árvore de natal quando descubro lichias nas gôndolas do supermercado. é o gosto dessa época do ano.
junto com as lichias vem também outro gosto bom, que é a sensação de que logo mais vamos conseguir dar uma pausinha na rotina. não que mude alguma coisa efetivamente quando o calendário vira, mas para mim a paradinha do final do ano traz de fato uma aliviante disposição para a leniência. o relatório não ficou pronto? tudo bem, ano que vem a gente vê isso. saiu do regime? ah... são as festas! não vai dar pra encerrar tudo bonitinho e cumprir em poucos dias o que não fiz o ano todo? beleza. ano que vem eu penso nisso.
e vamo que vamo. porque pra ser bem honesta esse blog foi a única coisa da minha vida que permaneceu funcionando ao longo de 2009. já todo o resto...
bom. isso aí a gente vê no ano que vem.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
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