(post alternativo)
para os sortudos que tem pra quem dizer:
We will always have Paris...
sábado, 12 de junho de 2010
valentine's day dia dos valentes
quarta-feira, 9 de junho de 2010
destino
tem gente que acha que o nosso destino está no futuro. que existe uma história com um final certo escrito pra gente. que a gente pode dar a volta que for, mas que vai chegar onde tem que ser.
eu acredito em destino. mas não nesse daí do futuro. às vezes eu até queria acreditar que existe um master plan, que tem alguém tomando conta. seria um grande alívio. mas eu não consigo. não tem como eu conseguir acreditar que alguém ou alguma coisa se incumbiu de escrever um final pra história de cada um dos seres humanos que habitam esse planeta redondo e achatado nos polos.
o destino que eu acredito é o que nos foi dado de graça. é o que está no nosso começo. traçado e imutável: a família que a gente nasceu, a nossa estrutura óssea, a cara, o país, o tempo histórico, o DNA. isso sim tá escrito. disso não dá pra fugir.
daí pra frente não tem nada escrito. aliás, mesmo que a gente escreva uma vez, não quer dizer que fica lá igualzinho pra sempre: alguém vem e apaga, escreve por cima, ou a gente mesmo escolhe ler e re-escrever ou apenas interpretar diferente. isso muda tudo. até o passado.
o resto é tudo, absolutamente tudo, fruto de escolha e acaso. e dentro do acaso a gente tem a variante 'timing', que muda a cara das coisas e faz a gente acreditar em sorte ou azar. mas não se engane: é tudo escolha e acaso. às vezes mais acaso, às vezes mais escolha. só não tem como fugir disso.
fora o fato de estarmos aí, vivos, que nos foi dado de graça, todo o resto é escolha e acaso.
e nada mais é de graça.
.
eu acredito em destino. mas não nesse daí do futuro. às vezes eu até queria acreditar que existe um master plan, que tem alguém tomando conta. seria um grande alívio. mas eu não consigo. não tem como eu conseguir acreditar que alguém ou alguma coisa se incumbiu de escrever um final pra história de cada um dos seres humanos que habitam esse planeta redondo e achatado nos polos.
o destino que eu acredito é o que nos foi dado de graça. é o que está no nosso começo. traçado e imutável: a família que a gente nasceu, a nossa estrutura óssea, a cara, o país, o tempo histórico, o DNA. isso sim tá escrito. disso não dá pra fugir.
daí pra frente não tem nada escrito. aliás, mesmo que a gente escreva uma vez, não quer dizer que fica lá igualzinho pra sempre: alguém vem e apaga, escreve por cima, ou a gente mesmo escolhe ler e re-escrever ou apenas interpretar diferente. isso muda tudo. até o passado.
o resto é tudo, absolutamente tudo, fruto de escolha e acaso. e dentro do acaso a gente tem a variante 'timing', que muda a cara das coisas e faz a gente acreditar em sorte ou azar. mas não se engane: é tudo escolha e acaso. às vezes mais acaso, às vezes mais escolha. só não tem como fugir disso.
fora o fato de estarmos aí, vivos, que nos foi dado de graça, todo o resto é escolha e acaso.
e nada mais é de graça.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
life: sponsored
eu não tenho filhos. não sei se um dia vou ter. mas penso nisso bastante. teoricamente, claro. então minha visão do assunto, por ser teórica que é, é uma visão racional.
assim: acho que filho precisa ser encarado dentro de um certo pragmatismo e portanto, bem como qualquer outro projeto de vida, por mais sensacional que seja a idéia, depende de viabilidade financeira.
como a molecada gasta muito, o que a maioria dos pais faz é se conformar em deslocar recursos de outras áreas pra investir a fundo perdido nos pequenos. mas sei lá. acho que essa atitude paternalista trata a nova geração como um bando de criancinhas dependentes. que espécie de mensagem é essa, minha gente?
na era da globalização cada um tem que aprender a se virar pra viabilizar a própria existência. é a nova ordem. você vale aquilo que você pode transformar em produtos vendáveis. vale quanto pesa? não. vale quanto pagam. quem não sabe fazer dinheiro não tem lugar nesse mundo.
assim: acho que filho precisa ser encarado dentro de um certo pragmatismo e portanto, bem como qualquer outro projeto de vida, por mais sensacional que seja a idéia, depende de viabilidade financeira.
como a molecada gasta muito, o que a maioria dos pais faz é se conformar em deslocar recursos de outras áreas pra investir a fundo perdido nos pequenos. mas sei lá. acho que essa atitude paternalista trata a nova geração como um bando de criancinhas dependentes. que espécie de mensagem é essa, minha gente?
na era da globalização cada um tem que aprender a se virar pra viabilizar a própria existência. é a nova ordem. você vale aquilo que você pode transformar em produtos vendáveis. vale quanto pesa? não. vale quanto pagam. quem não sabe fazer dinheiro não tem lugar nesse mundo.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
the talented mr rippley
eu tenho alguns talentos. alguns deles me ajudam na vida, como por exemplo pintar minhas próprias unhas ou passar delineador bem fininho sem borrar.
outros servem (serviam) só pra me divertir na mesa do bar: eu consigo fazer mini-malabarismos com bolachas de chopp em pilhas de até 28 unidades; eu posso quebrar um halls em duas metades perfeitas usando apenas uma leve pressão dos dentes; eu sei fazer uma flor de tipo crisântemo, com pétalas individuais, usando o papel laminado do cigarro.
outros servem pra absolutamente nada de bom. muito pelo contrário. o melhor exemplo desses talentos inadaptativos é a minha incrível habilidade de enxergar tudo de ruim que existe em uma situação. eu consigo ver com extrema clareza o tanto de coisa que pode dar errado e todas as desvantagens de uma decisão. o lado bom não me diz muito. é sempre a análise impecável de tudo de ruim. como eu não trabalho em gestão de riscos, essa porra dessa "habilidade" não serve realmente pra nada de bom. e talvez ainda me faça perder o emprego e as chances de contato com outros seres humanos (que seja voluntário da parte deles).
estava aqui pensando que se o meu dom fosse uma barba robusta e indepilável pelo menos eu poderia fugir com o circo.
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outros servem (serviam) só pra me divertir na mesa do bar: eu consigo fazer mini-malabarismos com bolachas de chopp em pilhas de até 28 unidades; eu posso quebrar um halls em duas metades perfeitas usando apenas uma leve pressão dos dentes; eu sei fazer uma flor de tipo crisântemo, com pétalas individuais, usando o papel laminado do cigarro.
outros servem pra absolutamente nada de bom. muito pelo contrário. o melhor exemplo desses talentos inadaptativos é a minha incrível habilidade de enxergar tudo de ruim que existe em uma situação. eu consigo ver com extrema clareza o tanto de coisa que pode dar errado e todas as desvantagens de uma decisão. o lado bom não me diz muito. é sempre a análise impecável de tudo de ruim. como eu não trabalho em gestão de riscos, essa porra dessa "habilidade" não serve realmente pra nada de bom. e talvez ainda me faça perder o emprego e as chances de contato com outros seres humanos (que seja voluntário da parte deles).
estava aqui pensando que se o meu dom fosse uma barba robusta e indepilável pelo menos eu poderia fugir com o circo.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
amanhã vai ser outro dia...
terça-feira, 4 de maio de 2010
you know who
- e aí? europa?
- não sei mais se vou viajar. tô com medo.
- mas medo de quê, menina?
- ah! daquele lá... das profundezas da terra...
aquele cujo nome não pode ser pronunciado.
- peraí! você tá falando de satanás?
- não, besta!
tô falando do Eyjafjallajokull!
- não sei mais se vou viajar. tô com medo.
- mas medo de quê, menina?
- ah! daquele lá... das profundezas da terra...
aquele cujo nome não pode ser pronunciado.
- peraí! você tá falando de satanás?
- não, besta!
tô falando do Eyjafjallajokull!
domingo, 2 de maio de 2010
amigos
eu sei que às vezes ficava pesado acompanhar a jornada, mas foi muito importante pra mim ter vocês por perto. obrigada a todo mundo que ficou por aqui, agora e nos últimos anos, de corpo ou coração ou pensamento.
esse aqui foi o bilhete que eu recebi do Arthur, meu amigo,
com participação especial da minha amiguinha Clara.
eles são filhos do Nardis e da Rê, meus amigões.
s2

I will get by with a little help from my friends.
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esse aqui foi o bilhete que eu recebi do Arthur, meu amigo,
com participação especial da minha amiguinha Clara.
eles são filhos do Nardis e da Rê, meus amigões.
s2

I will get by with a little help from my friends.
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restlessness
inquietação, agitação, incapacidade de ficar parada num lugar.
aqui tá ruim. levanta e vai pra outro lado.
e depois outro. e depois outro.
logo descobre que nenhum lugar tá bom.
nada tá bom.
bom mesmo seria poder estar em outro tempo.
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aqui tá ruim. levanta e vai pra outro lado.
e depois outro. e depois outro.
logo descobre que nenhum lugar tá bom.
nada tá bom.
bom mesmo seria poder estar em outro tempo.
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