segunda-feira, 29 de novembro de 2010

já que você chegou até aqui

não custa nada dar um passinho adiante e ir pro meu novo blog:

http://agoraandaprafrente.blogspot.com/


depois de tantas idas e vindas por aqui,
agora eu tô escrevendo em novo endereço,
porque pra frente é que se anda.

passa lá pra tomar um cafezinho...



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

um pra trás, dois pra diante

mais uma da série blog é o novo divã:

obrigada a todos os meus 23.947 seguidores por aturarem a minha longa e tenebrosa fase das trevas. (é sério. they love me. pode olhar o contador de seguidores logo ali, no canto direito inferior do blog)

a boa notícia é que, embora débeis e inconsistentes, existem indícios de que há uma luz no fim do seu grande amor do túnel. embora o default ainda seja correr atrás do próprio rabo, parece que novas condutas estão sendo estudadas.

meu apego não me permite desativar o ia e vinha sumariamente. it means a lot to me...
(snif, snif... lagriminhas de apego)
mas burro velho amarrado ao blog antigo também pasta na blogosfera.
é nóis.

http://agoraandaprafrente.blogspot.com/

espero que gostem e continuem a prestigiar.

sábado, 6 de novembro de 2010

seus moleques...

os moleques tem torneio de natação. fazem capoeira, escola de circo e kumon.
eles surfam, andam de skate, são modelos fotográficos.
os moleques escrevem histórias, ganham medalhas.
eles dançam reboleixon e balé clássico. eles superam doenças, dores, escapam da morte.
eles usam o computador.
ah, moleque!
você tem seus atores preferidos, você canta em espanhol, consola os adultos quando eles estão tristes. você defende seu irmão e seu amigo. você sabe qual controle remoto usar.
ai, ai. esses moleques!
eles sabem o que é divórcio, aquecimento global e carro blindado. eles conhecem neve.
eles fazem terapia. esses moleques tem cada uma.
eles preferem linguiça apimentada. eles preferem aquele outro tênis. eles se recusam a sair de casa com o casaco. eles tem opiniões, argumentos. tem até razão.
esses moleques comem comida gourmet. ainda ontem comiam o próprio pé.
eles nasceram no século XXI.
eles fazem a gente se importar e usar o botão de 'foda-se' com parcimônia nessa vida.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

daí o português vendeu o sofá.

e o prêmio máximo de hoje vai pro Joaquim!

em homenagem às pessoas que acham melhor tomar providências estúpidas
do que admitir nossa impotência frente a atitudes alheias.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

desculpe...

... eu queria mesmo ter aceitado seu convite do outro dia, puxa vida eu tava super animada pra ir. ah! você sabe que eu adoro ver gente, fofocar, contar tudo de incrível que tem acontecido comigo! nossa, pois é, ontem tambem não deu pra ir, mas eu tava no maior pique de encontrar todo mundo, lugar alto-astral, gente feliz falando sem parar, que gostoso! então, anteontem também não deu. e olha que eu super queria aquela baladona, todo mundo muito louco! é tããão legal, né? claro, claro, eu queria sim, é que nao deu mesmo... então, sabe o que foi? olha, você não vai acreditar... parece desculpa esfarrapada, mas é a pura verdade... meu cachorro comeu o papelzinho onde eu tinha anotado o endereço... que coisa né? esses bichinhos são terríveis! mas na próxima, ó... sem falta...



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

um futuro melhor

ele tava meio puto com as coisas que viu no jornal. ficou pensando que queria que o mundo fosse melhor. sentiu a cara esquentar de vergonha porque percebeu que a maior parte do tempo ele só reclamava, como se nao fosse dele também a responsabilidade de fazer um mundo melhor. pela primeira vez achou que dava conta de fazer sua parte. sentiu as mãos gelarem ao decidir que ia mesmo pedir pra ela parar de tomar pilula.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

dancing in the rain

hoje tava essa baita chuva. todo mundo correndo, encolhido, escondido.
e dai eu me dei conta que excepcionalmente estava me sentindo bem. comecei a lembrar o quanto eu gosto dessas tempestades. de andar na chuva e pisotear as poças, fazendo uma espécie de sapateado. minha dança da chuva. puxa vida! lembra o quanto eu gosto de dançar? em seguida tive uma epifania e me lembrei de um post que vi recentemente.

calenza gênio!
gênio! gênio! gênio!


desculpe gustavo, mas vou ter que colar seu post na integra:


troque singing por single
Por calenza





não é genial?
quem quiser ver o original vai lá no querotepegarsobrio.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ao que eu não sei

eu achei que nunca ia acontecer com a gente.
eu achei que era possível evitar.
eu achei que não ia ter coragem.
eu achei que depois ia ser diferente.
eu achei que não ia sobreviver.
eu achei que ninguém podia me ajudar.
eu tô achando que o sofrimento não vai acabar nunca.

o que me consola é que eu não sei de nada.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ginástica (ou how many laps to go)

quando eu era pequena estudava numa escola super engajada em esportes e educação física. na época, a gente chamava de aula de ginástica.

todo semestre, a nossa avaliação da ginástica incluia exame biométrico (terrorismo infantil, assunto pra outros posts e sessões de terapia), e outras medidas objetivas de desempenho: quanto tempo você conseguia ficar equilibrado em cada um dos pés, olhando para cima; subindo em um banco, em pé com as pernas esticadas, voce devia se alongar com as mão tocando os pés, e mediam quantos centímetros além dos pés você conseguia ir (para alguns essa medida era quantos centímetros faltavam até os pés); quantos abdominais você conseguia fazer em um minuto; e a mais pesada de todas, que era quanto tempo você levava para correr 1 kilometro.

essa medida era feita na quadra maior, de baixo de sol. você tinha que dar 11 voltas ao redor da quadra, externamente à marcação da quadra de handball, e passando por trás das traves do gol. as diversas salas da mesma série competiam pelo melhor resultado de grupo. então, tinha uma criatura de outra sala contando suas voltas, para garantir que você não ia "roubar", e a contagem de voltas era acompanhada também por uma criatura da sua própria sala pra garantir que o aluno da outra sala não ia te sacanear. a coisa era séria.

eu lembro da terrível sensação de calor e cansaço. cada volta completa não parecia uma vitória, porque eu ia ficando cada vez mais cansada. parecia um castigo que não acabava nunca. lembro de achar aquilo tudo desnecessário, desumano, injusto. lembro da vontade de desistir. de parar e sair chorando. mas acabava continuando pra não desapontar os colegas de sala e pra não ser tratada como café com leite. era isso que me fazia continuar. eu não gostava de correr, não me preocupava em fazer um tempo x ou y, não tinha satisfação pessoal pelo ato de competir, nem era motivada pelo sentimento de auto-superação. eu seguia mesmo pelo time. pelo amor das outras pessoas.

hoje é meu aniversário. isso quer dizer que eu completei mais uma volta ao redor do sol.

eu ainda não achei um grande objetivo de vida. não gosto de me testar e me superar, não acredito na cultura do sofrimento purificador. não entendo direito o que é que a gente vem fazer aqui. mas continuo tendo brios pra não ser chamada de café com leite. e continuo vendo que o único sentido de completar essa bagaça é mesmo obter o amor dos outros.

obrigada a todos que estiveram do meu lado e me deram amor nesta minha longa sequencia de voltas ao redor do sol.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Garibaldo

não é fácil manter tudo em ordem. a casa, a saúde, os compromissos, tudo mais. estou em franco movimento de tentar manter o que sobrou. da casa, da saúde, da vida toda. estou jogando fora o que ninguém quer mais. tentando achar um novo dono pro que pode ser reaproveitado. estou limpando, lavando, consertando, reformando o que está em uso.

nesta última categoria estavam as almofadas de casa. precisavam de um bom banho. algumas precisavam de um ziper novo. outras de um remendinho. uma das minhas preferidas, a de nózinhos de retalhos amarelos, estava precisando de tudo isso. fiquei na dúvida se valia a pena ou não me dar ao trabalho.

daí pensei nos bons tempos em que ela era conhecida como Garibaldo. companheirão. parceiro. amigo Garibaldo. participava de ensaios musicais, esbórnias de vinho, festas de família, visitas de nenês e avós. estava nas fotos ao nosso lado, ao lado dos alegres convivas, ao lado dos irmãos de passagem, vindos de terras distantes. acordava enlaçado por amigos desnorteados que capotaram no sofá e mal se lembravam onde estavam.

tomei o cuidado de costurar o que precisava antes de mais nada. depois liguei o ciclo suave da máquina de lavar. mas não teve jeito, não. despedaçou-se em centenas de retalhos amarelos. não resistiu. recolhi suas penas-retalhos tom sur tom e coloquei-as no lixo, junto com o desmantelado resto da peça.

no prosaico ato de amarrar o saco de lixo me vi num momento que se encheu de sentido. estou no meio de escombros. roupas, objetos e lembranças. ao despedir do Garibaldo tive medo de nunca mais conseguir olhar as fotos e, pra não sofrer mais, acabar apagando da memória todo o tempo que se foi.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010