hoje tava essa baita chuva. todo mundo correndo, encolhido, escondido.
e dai eu me dei conta que excepcionalmente estava me sentindo bem. comecei a lembrar o quanto eu gosto dessas tempestades. de andar na chuva e pisotear as poças, fazendo uma espécie de sapateado. minha dança da chuva. puxa vida! lembra o quanto eu gosto de dançar? em seguida tive uma epifania e me lembrei de um post que vi recentemente.
calenza gênio!
gênio! gênio! gênio!
desculpe gustavo, mas vou ter que colar seu post na integra:
troque singing por single
Por calenza
não é genial?
quem quiser ver o original vai lá no querotepegarsobrio.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
soul for sale (again)
Poder, sucesso, dinheiro, beleza, juventude eterna.
O que é que te faria vender a alma?
Tema recorrente na cultura ocidental e neste blog:
O que é o dom mais valioso pra você?
O que você pediria em troca pro Coisa Ruim?
Eu já estive certa de que eu pediria tempo.
Hoje, creio, eu pediria certezas.
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O que é que te faria vender a alma?
Tema recorrente na cultura ocidental e neste blog:
O que é o dom mais valioso pra você?
O que você pediria em troca pro Coisa Ruim?
Eu já estive certa de que eu pediria tempo.
Hoje, creio, eu pediria certezas.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
tempestade de areia
ardem meus olhos de pouco dormir, muito chorar ou falta de umidade no ar?
meu peito aperta de muita tristeza, tanto cigarro ou calor infernal?
essa indisposição inerte veio pelo cansaço, pela apatia ou pela temperatura?
não é possível se sentir tão mal assim. it's gotta be the heat!
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meu peito aperta de muita tristeza, tanto cigarro ou calor infernal?
essa indisposição inerte veio pelo cansaço, pela apatia ou pela temperatura?
não é possível se sentir tão mal assim. it's gotta be the heat!
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domingo, 1 de novembro de 2009
o que eu faço agora?
a pergunta não me sai da cabeça. acabei achando uma resposta satisfatória. pelo menos por enquanto. e vamo tocando.
Ela faz aquela cara de interrogação e dispara: O que eu faço agora?
Fico sem saber o que dizer, até que, por fim, solto: Não faz nada.
É isso. Não faz nada.
(será que a resposta é pra ela ou pra mim mesma?)
Ou melhor, faz só as pequenas coisas. As mínimas, mais simples, aquelas menos pensadas. Fica cinco minutos debaixo do sol pela manhã. Toma um banho demorado. Passa o melhor hidratante. Prepara uma salada de frutas. Compra uma cerveja bem gelada. Escuta sua música preferida infinitas vezes. Dança sozinha na sala. Liga para um amigo querido. Corre no parque. Dorme a manhã inteira. Foge pra praia. Arruma a casa e limpa as gavetas. Trabalha direito. Espera o dia nascer pra depois sonhar acordada - cinco minutos tá bom, que o exagero estraga.
TEXTO DA SIMONE IWASSO. GÊNIA.
PRA LER MAIS COISAS DELA VAI LÁ NO LOCUTÓRIO.
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Ela faz aquela cara de interrogação e dispara: O que eu faço agora?
Fico sem saber o que dizer, até que, por fim, solto: Não faz nada.
É isso. Não faz nada.
(será que a resposta é pra ela ou pra mim mesma?)
Ou melhor, faz só as pequenas coisas. As mínimas, mais simples, aquelas menos pensadas. Fica cinco minutos debaixo do sol pela manhã. Toma um banho demorado. Passa o melhor hidratante. Prepara uma salada de frutas. Compra uma cerveja bem gelada. Escuta sua música preferida infinitas vezes. Dança sozinha na sala. Liga para um amigo querido. Corre no parque. Dorme a manhã inteira. Foge pra praia. Arruma a casa e limpa as gavetas. Trabalha direito. Espera o dia nascer pra depois sonhar acordada - cinco minutos tá bom, que o exagero estraga.
TEXTO DA SIMONE IWASSO. GÊNIA.
PRA LER MAIS COISAS DELA VAI LÁ NO LOCUTÓRIO.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
who cares?
uns tempos aí atras teve uma galera engajada que caiu de pau em cima da fernanda young porque ela falou que não tava nem aí pro bush, que não tava nem aí pra coisas do oriente médio e não tava nem aí se estavam saqueando a mesopotamia. na verdade ela não falou que não tava nem aí. ela falou algo do tipo: caguei ou tô cagando pro bush, etc. mas vamos deixar por isso mesmo. a intenção era falar que não tava nem aí.
eu achei engraçado na época. só porque ela é uma figura pública e opiniática meio que se espera que ela tenha algo a dizer sobre tudo.
não, né? deixa ela reclamar do trânsito, das pessoas medíocres, do sistema escolar que a massacrou na adolescência, sei lá eu. deixa ela se importar com o que ela quiser, não?
às vezes é muito difícil a gente conseguir olhar pra além do nosso umbigo e ter alguma opinião sobre o mundo lá fora. atualmente eu tenho opinião sobre se eu tenho fome ou não. se eu tenho sono ou muito sono. o máximo de ampliação que eu consigo é me questionar se o destino, aquele grande gozador, tá levando a piada da minha cara ou não. do jeito que eu tenho me sentido insignificante acabo achando que nem tô valendo a piada. the joke must be on someone else. o destino não ia perder tempo de chutar cachorro morto, sabe cumé?
e, só pra constar, eu tô nem aí pro oriente médio.
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eu achei engraçado na época. só porque ela é uma figura pública e opiniática meio que se espera que ela tenha algo a dizer sobre tudo.
não, né? deixa ela reclamar do trânsito, das pessoas medíocres, do sistema escolar que a massacrou na adolescência, sei lá eu. deixa ela se importar com o que ela quiser, não?
às vezes é muito difícil a gente conseguir olhar pra além do nosso umbigo e ter alguma opinião sobre o mundo lá fora. atualmente eu tenho opinião sobre se eu tenho fome ou não. se eu tenho sono ou muito sono. o máximo de ampliação que eu consigo é me questionar se o destino, aquele grande gozador, tá levando a piada da minha cara ou não. do jeito que eu tenho me sentido insignificante acabo achando que nem tô valendo a piada. the joke must be on someone else. o destino não ia perder tempo de chutar cachorro morto, sabe cumé?
e, só pra constar, eu tô nem aí pro oriente médio.
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domingo, 11 de outubro de 2009
Ragtime Gal*
Eu tenho tido uns sonhos meio vintage. O primeiro era em preto e branco, em uma praia. Era a praia com cara de antigamente: cheia de mato, deserta. O dia estava fechado e eu estava sentada num deque olhando caixas com livros e discos antigos. Remexendo uma espécie de memoriabília da vida e re-descobrindo algumas daquelas coisas que eu já nem lembrava que existiam.
O outro sonho tinha um clima medieval, Brumas de Avalon. Era o cenário que eu imaginava do castelo do Rei Arthur quando li o livro. Eu estava arrumando minhas coisas pra uma viagem. Recolhia peças de roupas e sapatos jogados pelo chão e pelas escadarias de um castelo com paredes de pedras enormes.
Acabei chegando só até a porta do castelo, tentando imaginar como é que eu ia atravessar o terreno úmido e lamacento e cheio de neblina que me cercava por todos os lados. Acordei antes de descobrir como é que eu ia me virar naquele pântano.
Pensei em mandar esses sonhos pra uma amiga professora da PUC, pros alunos de 1o. semestre brincarem de interpretar sonhos óbvios em psicologia básica 101.
* ragtime was a type of music, in like the 20's or 30's. that's just kind of an expression (from a song) about a girl who dances ragtime music.
O outro sonho tinha um clima medieval, Brumas de Avalon. Era o cenário que eu imaginava do castelo do Rei Arthur quando li o livro. Eu estava arrumando minhas coisas pra uma viagem. Recolhia peças de roupas e sapatos jogados pelo chão e pelas escadarias de um castelo com paredes de pedras enormes.
Acabei chegando só até a porta do castelo, tentando imaginar como é que eu ia atravessar o terreno úmido e lamacento e cheio de neblina que me cercava por todos os lados. Acordei antes de descobrir como é que eu ia me virar naquele pântano.
Pensei em mandar esses sonhos pra uma amiga professora da PUC, pros alunos de 1o. semestre brincarem de interpretar sonhos óbvios em psicologia básica 101.
* ragtime was a type of music, in like the 20's or 30's. that's just kind of an expression (from a song) about a girl who dances ragtime music.
sábado, 10 de outubro de 2009
Mulheres Possíveis
Esta é capa da última edição da revista Playboy americana:

Eu achei legal. Adoro cultura pop.
Só que, pra variar, mais uma piada banal me jogou em mil loopings de pensamentos existenciais. Desta vez sobre ser mulher na minha pele. E sobre quem eu quero ser agora que eu já cresci.
Porque na última quinta-feira foi meio agressivo estar num lugar cheio, lotado de gente, onde eu era a única mulher sem chapinha e sem peitão.
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Eu achei legal. Adoro cultura pop.
Só que, pra variar, mais uma piada banal me jogou em mil loopings de pensamentos existenciais. Desta vez sobre ser mulher na minha pele. E sobre quem eu quero ser agora que eu já cresci.
Porque na última quinta-feira foi meio agressivo estar num lugar cheio, lotado de gente, onde eu era a única mulher sem chapinha e sem peitão.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
quem tudo quer...
quem sempre enche a mão,
pega bem mais do que pode segurar.
vai perdendo, sem saber exatamente o quê.
se não escolhe o que guardar,
não sabe o que vai escapar por entre os dedos.
.
se não abrir mão,
se não largar mão,
vai acabar sem nada.
ou, quando muito,
vai acabar agarrando sabe-se-lá-o-quê,
se der a sorte de que sobre algo.
pega bem mais do que pode segurar.
vai perdendo, sem saber exatamente o quê.
se não escolhe o que guardar,
não sabe o que vai escapar por entre os dedos.
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se não abrir mão,
se não largar mão,
vai acabar sem nada.
ou, quando muito,
vai acabar agarrando sabe-se-lá-o-quê,
se der a sorte de que sobre algo.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
a neurose, a história e os idiotas
outra vez!
só que esta noite eu estava na fila da imigração das filipinas. minhas malas pesavam uma tonelada. tinha chovido e havia um palmo de água pútrida no piso do saguão. não se podia encostar nos pilares que demarcavam as filas caracol pois eles eram de metal enferrujado altamente transmissor de doenças já erradicadas no ocidente.
será que era isso que o freud queria dizer quando falava sobre as neuroses repetirem-se incessantemente ao redor dos traumas????
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só que esta noite eu estava na fila da imigração das filipinas. minhas malas pesavam uma tonelada. tinha chovido e havia um palmo de água pútrida no piso do saguão. não se podia encostar nos pilares que demarcavam as filas caracol pois eles eram de metal enferrujado altamente transmissor de doenças já erradicadas no ocidente.
será que era isso que o freud queria dizer quando falava sobre as neuroses repetirem-se incessantemente ao redor dos traumas????
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
coisinhas
sabe quando o mundo fica pequenininho do tamanho de um nada porque a gente faz sempre as mesmas coisas? sabe quando os problemas bestas ficam muito grandes porque o mundo da gente está muito estreitinho? sabe quando tudo que a gente quer é que um acontecimento extraordinário venha tirar a gente dessa vidinha limitada?
então, é nessa hora que você pode dizer que tem mesmo muita sorte se aparecer uma pessoa que diga que você, por causa de um cuidadozinho à toa que não custou nada, foi importante no rumo da vida dela. ela acha que você que fez bem pra ela, mas na verdade ela é que tá fazendo bem pra você.

ainda bem que tem outras pessoas no mundo. se fosse só eu seria muito chato.
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então, é nessa hora que você pode dizer que tem mesmo muita sorte se aparecer uma pessoa que diga que você, por causa de um cuidadozinho à toa que não custou nada, foi importante no rumo da vida dela. ela acha que você que fez bem pra ela, mas na verdade ela é que tá fazendo bem pra você.

ainda bem que tem outras pessoas no mundo. se fosse só eu seria muito chato.
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
and talking about home...
HOME IS WHERE IT HURTS - CAMILLE
My home has no door
My home has no roof
My home has no windows
It ain't water proof
My home has no handles
My home has no keys
If you're here to rob me
There's nothing to steal
(A la maison. Dans ma maison. C'est là que j'ai peur)
Home is not a harbour
Home home home
Is where it hurts
My home has no heart
My home has no veins
If you try to break in
It bleeds with no stains
My brain has no corridors
My walls have no skin
You can lose your life here
Cause there's no one in
(A la maison. Dans ma maison. C'est là que j'ai peur)
Home is not a harbour
Home has not a hearse
Home is not a harvest
Home home home
Is where it hurts
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domingo, 21 de junho de 2009
o medo
é uma força que não me deixa andar
- do que você tem tanto medo?
- não sei. de tudo. é aterrorizante.
- tem medo de morrer?
- não... é de viver.
- tem medo de viver?
- medo de viver errado, acho.
- mas não existe viver errado...
- então pra que é que a gente vive tentando acertar?
pra ver a letra genial do Lenine clique aqui
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- do que você tem tanto medo?
- não sei. de tudo. é aterrorizante.
- tem medo de morrer?
- não... é de viver.
- tem medo de viver?
- medo de viver errado, acho.
- mas não existe viver errado...
- então pra que é que a gente vive tentando acertar?
pra ver a letra genial do Lenine clique aqui
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
A metáfora da ponte
Transição, chegada de uma nova etapa.
Transposição de um obstáculo ou algo que te impede de continuar no seu caminho.
A ida dos dias. A passagem da vida de um momento a outro.
Um caminho a frente, passagem pro futuro.
The past is water under the bridge.
E eu aqui. Sem saber se vou, sem chance de voltar.
Stuck in the middle of the fucking bridge.
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Transposição de um obstáculo ou algo que te impede de continuar no seu caminho.
A ida dos dias. A passagem da vida de um momento a outro.
Um caminho a frente, passagem pro futuro.
The past is water under the bridge.
E eu aqui. Sem saber se vou, sem chance de voltar.
Stuck in the middle of the fucking bridge.
Com a sensação de que saí de nada e vou pra lugar nenhum.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
a geografia, a correria e o mau humor
ter dois trabalhos, um na vila mariana e um em higienópolis, até que é tranquilo.
começa a complicar quando você passa a ter dias na semana que tem que ir para os 2 lugares.
vai complicando um pouco mais quando você se inscreve em um curso de estatística que rola todos os dias até 9 e meia da noite.
mas parece que o bicho pega mesmo quando você tem que achar um outro consultório, organizar reforma e mudança simultaneamente a isso tudo.
tem horas que você tem que dar graças a deus por sua família estar longe de você. se eles estivessem por perto, e então eu fosse obrigada a encontrar seres humanos depois da labuta, eles iam ouvir tanto resmungo e malcriação que criaríamos um novo problema.
tô tão chata que nem eu me aguento!
ps: não sei se vocês entenderam, mas na verdade eu tô magoada e ressentida que vocês todos se mandaram e eu fiquei aqui. fiquei aqui, sozinha e chorando.
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começa a complicar quando você passa a ter dias na semana que tem que ir para os 2 lugares.
vai complicando um pouco mais quando você se inscreve em um curso de estatística que rola todos os dias até 9 e meia da noite.
mas parece que o bicho pega mesmo quando você tem que achar um outro consultório, organizar reforma e mudança simultaneamente a isso tudo.
tem horas que você tem que dar graças a deus por sua família estar longe de você. se eles estivessem por perto, e então eu fosse obrigada a encontrar seres humanos depois da labuta, eles iam ouvir tanto resmungo e malcriação que criaríamos um novo problema.
tô tão chata que nem eu me aguento!
ps: não sei se vocês entenderam, mas na verdade eu tô magoada e ressentida que vocês todos se mandaram e eu fiquei aqui. fiquei aqui, sozinha e chorando.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
existe ex-c.d.f.?
Mais um deadline estourado. Trabalhos infindáveis vão-se acumulando em listas na minha agenda e em entradas no outlook. E o pior é que se acumulam em pilhas badernadas conceituais na minha cabeça.
Já houve um tempo em que eu era mais assídua com meus compromissos. Eu cumpria tudo. E se por ventura me atrasasse eu ficava maluca! Trabalhava mais e mais e agilizava pra ficar sempre em dia.
O que aconteceu ao longo dos últimos talvez 5, 6 anos foi que eu acabei me envolvendo com muito mais trabalho do que eu posso de fato cumprir. E como eu não fiquei mais eficiente, a consequencia foi uma grande flexibilização do meu senso de responsabilidade.
Agora eu não faço e meio que tô nem aí... na verdade eu até me preocupo um pouco, mas não o suficiente pra sair correndo atrás de tudo. Eu não sou mais uma pessoa com quem se pode contar.
Eu era 'firmeza'! Mas acabei sendo corrompida pelo sistema.
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Já houve um tempo em que eu era mais assídua com meus compromissos. Eu cumpria tudo. E se por ventura me atrasasse eu ficava maluca! Trabalhava mais e mais e agilizava pra ficar sempre em dia.
O que aconteceu ao longo dos últimos talvez 5, 6 anos foi que eu acabei me envolvendo com muito mais trabalho do que eu posso de fato cumprir. E como eu não fiquei mais eficiente, a consequencia foi uma grande flexibilização do meu senso de responsabilidade.
Agora eu não faço e meio que tô nem aí... na verdade eu até me preocupo um pouco, mas não o suficiente pra sair correndo atrás de tudo. Eu não sou mais uma pessoa com quem se pode contar.
Eu era 'firmeza'! Mas acabei sendo corrompida pelo sistema.
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dá zero pra ela,
eu sempre eu,
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trabalho
segunda-feira, 27 de abril de 2009
ah! se eu tivesse coragem
se eu pudesse usar essa calça de couro e cantar desse jeito...
...era exatamente isso que eu queria fazer.
my favourite game - the cardigans
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...era exatamente isso que eu queria fazer.
my favourite game - the cardigans
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domingo, 12 de abril de 2009
I will survive!
já faz quase 10 dias que eu tô passando um 'perrengue' por causa da cirurgia dos meus dentes. a menos que eu opte por ficar viajando nos analgésicos, eu tenho uma dorzinha fiadaputa ininterrupta e latejante que não vai embora e tá me deixando muito ranzinza e chorona. e mesmo depois desse tempo todo eu ainda tô bochechuda.
essa não é a primeira vez que eu passo por isso, mas naquela época isso não pegava mal. tem coisas que tem limite máximo de idade! assim como pança, bochecha e cara de choro são bonitinhos na pré escola, só que 'não tá ornando' com uma mulher da minha idade e posição social. já tô de saco cheio!
ok, ok. foi só um desabafo. isso há de passar. eu vou sobreviver.
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essa daí é a foto do meu primeiro RG, emitido para minha primeira viagem internacional. eu fui pro Paraguai, aos dois anos e meio de idade, com papai, mamãe, irmão e irmã. num fusca. as you may see, 'perrengue' ain´t no stranger to me. I will survive.
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essa não é a primeira vez que eu passo por isso, mas naquela época isso não pegava mal. tem coisas que tem limite máximo de idade! assim como pança, bochecha e cara de choro são bonitinhos na pré escola, só que 'não tá ornando' com uma mulher da minha idade e posição social. já tô de saco cheio!ok, ok. foi só um desabafo. isso há de passar. eu vou sobreviver.
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essa daí é a foto do meu primeiro RG, emitido para minha primeira viagem internacional. eu fui pro Paraguai, aos dois anos e meio de idade, com papai, mamãe, irmão e irmã. num fusca. as you may see, 'perrengue' ain´t no stranger to me. I will survive.
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sexta-feira, 20 de março de 2009
In your face!
palavras não são inofensivas. algumas são melhores que um presente. outras são piores que uma voadora nas costas. eu sei disso. e eu realmente achava que eu tinha noção do que deveria ou não falar. mas tenho reparado que esta minha crítica não é ou não está tão boa. tenho notado reações atípicas das pessoas quando eu falo coisas.
tenho deixado as pessoas bravas, mudas, constrangidas, irritadas ou de saco cheio de mim com muito mais frequencia do que eu gostaria. em geral isso acontece quando a) eu digo o que estou sentindo, b) quando dou minha opinião sincera e de coração aberto, c) quando admito meus defeitos (exatamente como estou fazendo agora), ou d) quando declaro em palavras situações óbvias, que eu tenho certeza que todo mundo está percebendo, mas que aparentemente não deveriam ser declaradas - só que eu percebo isso tarde demais.
eu virei uma pessoa inconvenientemente exposta. as vezes eu me sinto igual àqueles tarados de antigamente que andavam só de casaco, sem nada por baixo, e expunham suas vergonhas indecentemente para as donzelas. a diferença é que eu não estou achando isso divertido.
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tenho deixado as pessoas bravas, mudas, constrangidas, irritadas ou de saco cheio de mim com muito mais frequencia do que eu gostaria. em geral isso acontece quando a) eu digo o que estou sentindo, b) quando dou minha opinião sincera e de coração aberto, c) quando admito meus defeitos (exatamente como estou fazendo agora), ou d) quando declaro em palavras situações óbvias, que eu tenho certeza que todo mundo está percebendo, mas que aparentemente não deveriam ser declaradas - só que eu percebo isso tarde demais.
eu virei uma pessoa inconvenientemente exposta. as vezes eu me sinto igual àqueles tarados de antigamente que andavam só de casaco, sem nada por baixo, e expunham suas vergonhas indecentemente para as donzelas. a diferença é que eu não estou achando isso divertido.
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sexta-feira, 13 de março de 2009
Chronos, lógico!
Chronos é o Tempo. O Tempo medido. O Tempo que é marcado pelo bater do tic-tac do relógio.
Só que o Tempo pode ser um cara muito inconstante. Tudo depende, veja bem, não seja tão rígido! Nada é assim, preto no branco. É um grande pantone de tons de cinza.
O Tempo pode ser um prestador de serviços dos mais picaretas que há: olha pra cara do freguês e decide na hora o preço que vai cobrar. Não tem como a gente saber de antemão quanto tempo efetivamente ele vai cobrar da gente.
O Tempo às vezes opera o nosso tempo numa grande bolsa de valores que sobe ou desce de acordo com a nossa aflição.
Um expediente de segunda feira dura 30 horas.
Um sábado tem só 9 horas.
Uma hora de terapia acaba em 5 minutos.
Meia hora de sono equivale a quase 1 segundo.
Uma semana sozinha leva um ano pra passar.
...
E assim os gregos descobriram kairós, que não é tempo chronos - com seu ritmo lógico e sequencial do passar dos anos. Kairós é o tempo daquilo que a gente vive. Bate em tum-tu-tum junto com o coração.
.
Só que o Tempo pode ser um cara muito inconstante. Tudo depende, veja bem, não seja tão rígido! Nada é assim, preto no branco. É um grande pantone de tons de cinza.
O Tempo pode ser um prestador de serviços dos mais picaretas que há: olha pra cara do freguês e decide na hora o preço que vai cobrar. Não tem como a gente saber de antemão quanto tempo efetivamente ele vai cobrar da gente.
O Tempo às vezes opera o nosso tempo numa grande bolsa de valores que sobe ou desce de acordo com a nossa aflição.
Um expediente de segunda feira dura 30 horas.
Um sábado tem só 9 horas.
Uma hora de terapia acaba em 5 minutos.
Meia hora de sono equivale a quase 1 segundo.
Uma semana sozinha leva um ano pra passar.
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E assim os gregos descobriram kairós, que não é tempo chronos - com seu ritmo lógico e sequencial do passar dos anos. Kairós é o tempo daquilo que a gente vive. Bate em tum-tu-tum junto com o coração. .
quarta-feira, 11 de março de 2009
Parabéns pra mim também
No final do ano passado eu meio que tive uma discussão feia com uma pessoa que eu gosto e que sempre foi muito importante pra mim na vida pessoal e profissional. Eu me estranho muito quando eu me desentendo com alguém, porque isso é uma coisa muito rara de acontecer. Mas eventualmente rabos são arrancados porque ninguém é de ferro.
Já faz um tempo que eu acho que tenho que me desculpar, porque acabei perdendo a razão, que de fato tinha, quando fui grosseira e descuidada no modo de falar. Mas estava muito difícil de fazer isso, sabia?
Sei lá, nunca me achei orgulhosa, mas dessa vez foi bem difícil abaixar a cabeça. Então tenho convivido com um clima bem ruim há 3 meses sem saber muito como me conduzir... que droga! As relações são tão delicadas, né?
Enfim, hoje tomei coragem e fui lá me desculpar. O mais difícil foi achar humildade pra só me desculpar e não explicar ou justificar ou argumentar. Só assumir o que me coube de desajeito e pedir perdão. Cara, isso parece tão old-fashion, não? Mas sabe que ainda tá valendo essa parada? Funciona, viu... e no final a reação foi super boa do lado de lá. Claro.
E tô me sentindo mil vezes melhor, com a certeza de que fiz a coisa certa e, pelo menos um pouquinho, ajudei a fazer do mundo um lugar menos cínico e leviano.
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Já faz um tempo que eu acho que tenho que me desculpar, porque acabei perdendo a razão, que de fato tinha, quando fui grosseira e descuidada no modo de falar. Mas estava muito difícil de fazer isso, sabia?
Sei lá, nunca me achei orgulhosa, mas dessa vez foi bem difícil abaixar a cabeça. Então tenho convivido com um clima bem ruim há 3 meses sem saber muito como me conduzir... que droga! As relações são tão delicadas, né?
Enfim, hoje tomei coragem e fui lá me desculpar. O mais difícil foi achar humildade pra só me desculpar e não explicar ou justificar ou argumentar. Só assumir o que me coube de desajeito e pedir perdão. Cara, isso parece tão old-fashion, não? Mas sabe que ainda tá valendo essa parada? Funciona, viu... e no final a reação foi super boa do lado de lá. Claro.
E tô me sentindo mil vezes melhor, com a certeza de que fiz a coisa certa e, pelo menos um pouquinho, ajudei a fazer do mundo um lugar menos cínico e leviano.
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