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terça-feira, 25 de agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

a neurose, a história e os idiotas

outra vez!
só que esta noite eu estava na fila da imigração das filipinas. minhas malas pesavam uma tonelada. tinha chovido e havia um palmo de água pútrida no piso do saguão. não se podia encostar nos pilares que demarcavam as filas caracol pois eles eram de metal enferrujado altamente transmissor de doenças já erradicadas no ocidente.

será que era isso que o freud queria dizer quando falava sobre as neuroses repetirem-se incessantemente ao redor dos traumas????
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domingo, 9 de agosto de 2009

sonhei que estava no inferno

pois é, tive um pesadelo horrível esta noite. sonhei que estava no inferno.

o inferno era um aeroporto lotado. a cada 20 metros havia um balcão da imigração britânica onde ninguém falava minha língua e me fazia perguntas absurdas sobre o que eu quero do meu futuro, quais são meus planos de vida.

junto comigo havia uma fila interminável de ciganos e mendigos do leste europeu que, eu sabia, queriam roubar meus documentos e eu tinha que manter o insuportável estado de alerta constante.

eu entrava e saía de aviões minúsculos com hélices enferrujadas e cambaleantes, e cada hora descia num aeroporto diferente, com uma nova língua e uma nova moeda. as fotos das coisas bonitas desapareciam da minha máquina enquanto eu me via compelida a escolher souvenirs idiotas tentando fazer conversões financeiras de cabeça, usando razões do tipo 1: 17.034.

acordei decidida que nas próximas férias eu vou escolher um destino só e lá ficar. e só saio daqui se tiver vôo em avião grande e sem escalas. tenho dito.
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domingo, 12 de julho de 2009

Até explicar que nariz de porco não é tomada...


Eu devia ter uns 4 anos quando perguntei pra minha mãe se podia enfiar um grampo nos buraquinhos da tomada. Ela disse que não, naturalmente, porque se eu fizesse aquilo eu levaria um choque.

Embora eu depreendesse que não devia lá ser muito boa coisa, 'choque' não constava do meu repertório. Na minha parca experiência de vida eu ainda não havia passado por isso e, desta forma, não podia avaliar se valia ou não a pena eu fazer aquilo que me parecia certo. O grampo tinha duas pontinhas de acabamento arredondado que pareciam encaixar tããão bem na tomada!

Desde cedo já ciente do medo de assumir responsabilidades sozinha, continuei insistindo no assunto por tempo suficiente para que minha mãe - pessoa incrível e que sempre quis apenas o meu bem - perdesse a paciência e desistisse de tentar me convencer pela teoria. "Então vai, filha. Faz o que você quiser... Mas tô te avisando que vai ser ruim!"

Bom. Não preciso contar com detalhes o que ocorreu a seguir. Basicamente foi: grampo, choque, choro, colo, consolo. "Xiu, xiu... passou, passou..."

Um só choque e vááárias lições aprendidas sobre como a vida funciona.

Eu lembrei dessa história recentemente quando fui comprar material para o rapaz instalar pontos de eletricidade a mais no meu consultório novo. Vocês sabiam que agora existe uma lei que regulamenta um novo formato para as tomadas brasileiras?


É isso mesmo. Não existe mais aquela tomadinha plana com os furinhos de focinho de porco! Agora todo o País deve adotar tomadas em formato hexagonal com um encaixe "recuado" tipo um degrauzinho. A parte de metal só encosta no buraquinho de energia depois que o plugue estiver inteiro dentro desse tal "degrau" da tomada. Ou seja: só entram os plugues que tenham exatamente aquele formato.

- Como assim? A troco de quê? "É para evitar que as pessoas tomem choque ao ligar ou desligar o plugue dos aparelhos", respondeu gentilmente o carinha da loja.

- Mas gente! Nenhum aparelho que eu tenho veio com esse plugue! Eu vou ter que usar adaptador ou trocar todos eles? "Pois é... tá todo mundo achando ruim. É capaz que nos próximos meses esse vai ser um assunto muito falado no Brasil".

Pois muito bem. Que fique registrada minha indignação! Então agora precisa de legislação pra proteger a população de levar um choque na tomada? Só faltava essa mesmo! Deixa o cidadão tomar o primeiro que logo aprende! Tenha dó, né...
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