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terça-feira, 30 de março de 2010

too much reality

- quem você quer que vá pro paredão?
- eu não assisto bbb.
- ah... e o que você tá achando da novela das 8?
- eu também não assisto novela.
- tá. e você não acha que o oscar foi sacanagem com o cameron?
- hmmm. eu não vi avatar. faz tempo que não vou ao cinema.
- ué... e você faz o que no seu tempo livre?
- sei lá. durmo. ou penso na minha vida.
- credo! que mala! por isso que tá sempre com depressão...
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

o calcanhar de aquiles da razão

sabe a história do cara super cool que quando tá apaixonado só faz piada sem graça na frente da garota? ou da menina elegante e delicada que quer impressionar o mocinho que ela gosta e acaba tropeçando na escada e levando um tombão na frente dele? essas coisas acontecem porque quando a gente gosta de alguém a gente quer tanto acertar que acaba perdendo a naturalidade. a gente quer tando que de certo que acaba estragando tudo!

acho que isso acontece porque quando a gente tá envolvido de coração a gente acaba desviando toda a nossa capacidade só pra aquilo que a gente sente, pras coisas que a gente quer, ou espera, ou tem medo. estar envolvido emocionalmente em uma situação em geral implica em estar vulnerável, entregue, sem as rédeas. pode ser paixão, decisão profissional, virada na vida, questões familiares, relações de amizade. se você se importa muito com aquilo, é certo que não vai conseguir lidar de forma razoável.

mas você não é psicóloga? pra você não é natural analisar a situação e saber como agir? ha-ha-ha. isso não podia ser mais longe da verdade. quando eu to envoRvida eu faço quase tudo errado. ou atrapalhado. ou estabanado. ou ajo de forma ridícula. ou faço coisas estúpidas. e sempre fico na dúvida. e sempre acho que entendi tudo, mas daí tudo parece diferente no minuto seguinte. the truth is i don't have a clue.

eu não confio mais em mim. eu não confio no meu julgamento, na minha capacidade de tomar decisões acertadas. a dúvida e a incerteza fazem de mim o meu pior inimigo.

meu coração é a minha própria kryptonita.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ãhn? Desconstruindo quem?

Eu tinha pensado numa idéia pra postar... Ou alguém tinha falado alguma coisa que eu achei legal e queria postar, não lembro direito... Essa é a minha sensação de todo dia. Eu fico ocupada o dia todo mas no final não sei dizer o que fiz. Tinha sempre alguma coisa que eu devia ou queria fazer, mas não sei se não rolou ou se eu desisti. Ou esqueci.

É muito estranho me ver desse jeito. Sendo uma 'dessas pessoas'. Não faz muito tempo eu ainda era extremamente ligada e cuidadosa. Era conhecida por dar conta de tudo, dar notícia de tudo, saber tudo de cor. Era detalhista, compenetrada. Orquestrava mil coisas diferentes sem fazer esforço. Sabia onde queria chegar e era sintonizada. Updated and sharp.

Só que agora, há uns bons quase 2 anos, eu percebo que sou diferente: desligada, impersistente. Não, eu não escolhi ser assim! Aconteceu. E, eu juro, é mais forte do que eu. Agora eu sou uma pessoa sem foco.

O que me leva ao meu personagem emblemático + cena de cinema inesquecível #3: Mel, o personagem do Robin Williams no filme Desconstruindo Harry, do Woody Allen. A história é sobre um filme que está sendo feito. Em determinado momento a equipe se agita pois um dos caras da produção não consegue focar Mel, um dos personagens do filme do filme, com a câmera. Depois de uns minutos questionando a qualidade das lentes, o diretor olha diretamente para o ator e constata que o equipamento de filmagem está em ordem. É o próprio ator quem está fora de foco.

No princípio ele não se dá conta. Está evidente pra todo mundo mas ele mesmo não percebe. Igual na vida real.

Ao chegar em casa a família também se espanta e o leva a consultar um médico. O diagnóstico é certeiro: Não há nada de errado com você, exceto pelo fato de que você está sem foco.

E o genial de Woody Allen se coloca na única solução disponível, claro. Distribuem-se óculos para todos os familiares. O filho resiste a princípio, mas é logo convencido pela mãe. Sim, sim. Ponha os óculos! Realmente melhora! Então, na impossibilidade de reverter a situação-problema, a solução muda de foco (hãn?). O negócio vai ser assim: quem ficar enauseado com a distorção, com a imagem borrada, faça a gentileza de por os óculos. Caso contrário vão me ver embaçado, sem nada definido, impreciso.

Não há nada muito mais que eu possa fazer no momento. Viver não é preciso, anyway.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

monstros s.a.


no manual para pessoas que sofrem deviam constar instruções de como não se tornar um monstro. de como não ser intratável e arredia só porque você não se sente bem e acha que não tem nada de bom pra dar. de como não infernizar a vida dos outros com seu escárnio e seu cinismo só porque você está com raiva. de como não se achar no direito de negligenciar as necessidades das outras pessoas em favor do seu umbigo. de como não contaminar a água da população com seu fel de pessimismo só porque você está triste. de como não ser agressiva e bocuda só porque você se sente julgada e desconfortável na presença de outras pessoas. só que não tem nada disso no manual. a única coisa que tem é a mesma frase em todas as páginas: uma hora vai passar. grandes merdas. se era pra falar isso não sei porque abriu a boca.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

who cares?

uns tempos aí atras teve uma galera engajada que caiu de pau em cima da fernanda young porque ela falou que não tava nem aí pro bush, que não tava nem aí pra coisas do oriente médio e não tava nem aí se estavam saqueando a mesopotamia. na verdade ela não falou que não tava nem aí. ela falou algo do tipo: caguei ou tô cagando pro bush, etc. mas vamos deixar por isso mesmo. a intenção era falar que não tava nem aí.

eu achei engraçado na época. só porque ela é uma figura pública e opiniática meio que se espera que ela tenha algo a dizer sobre tudo.
não, né? deixa ela reclamar do trânsito, das pessoas medíocres, do sistema escolar que a massacrou na adolescência, sei lá eu. deixa ela se importar com o que ela quiser, não?

às vezes é muito difícil a gente conseguir olhar pra além do nosso umbigo e ter alguma opinião sobre o mundo lá fora. atualmente eu tenho opinião sobre se eu tenho fome ou não. se eu tenho sono ou muito sono. o máximo de ampliação que eu consigo é me questionar se o destino, aquele grande gozador, tá levando a piada da minha cara ou não. do jeito que eu tenho me sentido insignificante acabo achando que nem tô valendo a piada. the joke must be on someone else. o destino não ia perder tempo de chutar cachorro morto, sabe cumé?

e, só pra constar, eu tô nem aí pro oriente médio.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tá com tempo na agenda?

tá fazendo pouca coisa?
tá sobrando tempo pra pensar na vida?

hummmmmm... isso não é bom!

menina, sua vó já dizia:
"cabeça vazia, oficina do capeta."

ok. entendi. saquei. got it.

na 5a começo a dar aulas de inglês instrumental para leitura.

porque infelizmente eu não tô conseguindo fazer nada de bom com meu tempo livre (que um dia já foi a coisa mais preciosa que eu tinha).
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

inveja. dark side. do mal. inveja preta.

Adivinha quem foi estudar literatura na Brown University?
NOT MEEEEEE!
Pois é.
Depois de se graduar em Hogwarts, Emma Hermione Watson foi pros Estados Unidos estudar. Que vida chata a dela. Tadinha.



sábado, 25 de julho de 2009

existe alguem mais linda do que eu?

dizem que quebrar espelho da´ 7 anos de azar, nao e´ isso?

felizmente descobri que só há uma situação imune à maldição: se o espelho for quebrado em um dia super gostoso, se voce estiver de férias com amigas numa cidadezinha linda escondida no meio da grâ-bretanha, tentando dirigir um carro com a direcao do lado errado e o espelho, no caso, for o retrovisor do lado esquerdo.

nesse caso - e so´ nesse caso - parece que a tal da praga dos 7 anos nao pega. mesmo que tenha sido pura impericia...

ufa...
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

A metáfora da ponte

Transição, chegada de uma nova etapa.
Transposição de um obstáculo ou algo que te impede de continuar no seu caminho.
A ida dos dias. A passagem da vida de um momento a outro.
Um caminho a frente, passagem pro futuro.
The past is water under the bridge.

E eu aqui. Sem saber se vou, sem chance de voltar.
Stuck in the middle of the fucking bridge.
Com a sensação de que saí de nada e vou pra lugar nenhum.

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domingo, 31 de maio de 2009

beleza, magreza e tititi

e se a gente vivesse só entre coisas mundanas e leves? por quanto tempo é possível? será que ia ter uma hora que ia faltar sentido?

será que não era o caso de simplificar isso tudo e esvaziar de vez o sentido das coisas? vai passar mesmo. pra que tentar driblar a nossa insignificância e nossa impermanência como se elas não fossem o que temos de mais certo e legítimo?

tanta energia disperdiçada tentando fazer diferença nesse mundo. não é a toa que eu me sinto sempre tão cansada. e no final das contas, na big picture, a verdade é que tanto faz.

no fundo é só o jeito que a gente escolhe gastar o tempo que a gente vai passar aqui. a gente pode ficar tentando ler os mistérios das entrelinhas ou a gente pode assumir que o que tem pra ser entendido está bem claro e diante do nosso nariz. que é mais ou menos o mesmo que dizer que metafísica é coisa pra quem 'não sacou'.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

a geografia, a correria e o mau humor

ter dois trabalhos, um na vila mariana e um em higienópolis, até que é tranquilo.
começa a complicar quando você passa a ter dias na semana que tem que ir para os 2 lugares.
vai complicando um pouco mais quando você se inscreve em um curso de estatística que rola todos os dias até 9 e meia da noite.
mas parece que o bicho pega mesmo quando você tem que achar um outro consultório, organizar reforma e mudança simultaneamente a isso tudo.
tem horas que você tem que dar graças a deus por sua família estar longe de você. se eles estivessem por perto, e então eu fosse obrigada a encontrar seres humanos depois da labuta, eles iam ouvir tanto resmungo e malcriação que criaríamos um novo problema.

tô tão chata que nem eu me aguento!



ps: não sei se vocês entenderam, mas na verdade eu tô magoada e ressentida que vocês todos se mandaram e eu fiquei aqui. fiquei aqui, sozinha e chorando.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009

existe ex-c.d.f.?

Mais um deadline estourado. Trabalhos infindáveis vão-se acumulando em listas na minha agenda e em entradas no outlook. E o pior é que se acumulam em pilhas badernadas conceituais na minha cabeça.

Já houve um tempo em que eu era mais assídua com meus compromissos. Eu cumpria tudo. E se por ventura me atrasasse eu ficava maluca! Trabalhava mais e mais e agilizava pra ficar sempre em dia.

O que aconteceu ao longo dos últimos talvez 5, 6 anos foi que eu acabei me envolvendo com muito mais trabalho do que eu posso de fato cumprir. E como eu não fiquei mais eficiente, a consequencia foi uma grande flexibilização do meu senso de responsabilidade.

Agora eu não faço e meio que tô nem aí... na verdade eu até me preocupo um pouco, mas não o suficiente pra sair correndo atrás de tudo. Eu não sou mais uma pessoa com quem se pode contar.

Eu era 'firmeza'! Mas acabei sendo corrompida pelo sistema.
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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Pão-de-casa e free-thinking

Quando eu era criança, passava muitos feriados na chacrinha do tio Geraldo. Era um dos lugares mais incríveis do universo: tinha uma casinha que era um chuchu, com uma área externa super gostosa, de pedra mineira no chão (aquela amarelada, porosa e meio cintilante, sabe?). Tinha churrasqueira e forno a lenha, onde minha tia Maria Helena sempre fazia deliciosos 'pães-de-casa', que a gente comia quentinho com manteiga derretendo.

A lembrança mais nítida que eu tenho desse local é o pseudo-seríssimo tio Geraldo 'passeando' um sapo-boi com um barbante, como se fosse um poodle na coleira. Mas acho que isso é assunto pra outra história. O que eu quero contar aqui é o episódio de um feriado de Páscoa.

Eu devia ter uns 6 anos e pela primeira vez presenciei um 'ritual' de malhação do Judas, promovido pelos moradores da vila que havia ao lado da chacrinha. Creio que foi a primeira vez que eu fiquei chocada com a natureza humana e posso dizer, sem dúvida, que foi uma cena crucial na formação da pessoa que eu sou hoje.

Um boneco feito de roupa de gente recheada foi espancado por homens, mulheres e crianças barulhentos e excitados, munidos de cabos de vassoura, galhos de árvore e outros tipos de bastões. Havia gritos, xingamentos e revolta. Mas aquilo não combinava com a satisfação no rosto das pessoas. Definitivamente eu não consegui captar aquele 'mood'.

Meus irmãos e primos mais velhos acompanhavam também aquela movimentação e pareciam achar aquilo mais natural, o que novamente me chocava. Como assim? Vocês não estão vendo isso que eu estou vendo? Hellooo-ow! Alguém me explicou que Judas tinha traído Jesus. O que é traído? Ah! Ele fez uma coisa muito ruim pra Jesus.

Eu sabia que Jesus era do bem. Ele cuidava da gente e a gente rezava pra ele à noite. Ele nasceu pobrezinho no Natal e depois ajudou as pessoas. Eu podia entender que Jesus era do nosso time e que a gente não gostava de quem sacaneasse com ele. Mas gente, por pior que fosse o que Judas tinha aprontado, aquele castigo me parecia exagerado demais. E definitivamente não fazia sentido ter prazer naquele papel de algoz.

Aquilo nunca me saiu da cabeça. Pode parecer exagero, mas eu creio que foi daí que eu comecei a ter consciência de que eu simplesmente não aceitava algumas coisas do status quo e ia ter que aprender a pensar diferente das outras pessoas. Desde a tenra infância eu sou ranheta e overthinker. Mas confesso que venho me conformando que a minha indignação é minha amiga. Mesmo que ela faça de mim uma pessoa um pouco cansativa.
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sábado, 4 de abril de 2009

A Fada dos Dentes

Eu aprendi cedo na vida que não ia conquistar nada por causa dos meus belos olhos azuis. Primeiro porque não os tenho, apesar de todo o ramo paterno e meus dois irmãos mais velhos terem nascido com grandes e brilhantes olhos azuis.

E depois porque eu cresci com atributos físicos que sempre variaram do normal ao levemente fora da curva para o lado pior: um pouco gorducha, um pouco demais aqui, um pouco de menos ali e, por fim, um pouco dentuça.

Vejam bem, eu não estou me queixando da minha aparência. Nessa altura da vida eu já entendo que eu consegui tirar o melhor possível do que estava disponível para uma menina 'normalzinha', muitas vezes até me dei bem demais (vejam o meu marido, por exemplo) e, na real, minhas características físicas nunca chegaram a me atrapalhar na vida. Mas o que é fato é que meus dentes sempre foram um big issue pra mim (sem trocadilhos, por favor).

Eles sempre foram grandes, bem grandes (meu irmão, que sempre cumpriu com maestria a função de caçula, os chamava de Mentex). Meus supostamente delicados dentes de leite já eram gigantescos e não caíam nem por decreto. Lá pelos 7 - 8 anos os dentes definitivos queriam finalmente nascer, mas os de leite ainda estavam lá inabaláveis. Só um ficou mole e caiu como acontece para qualquer criança normal. Os demais tiveram que ser arrancados no dentista (meu querido tio Luciano), com anestesia, boticão e muito xilique.

Quando nasceram todos os definitivos, o primeiro baque foram as serrinhas (mega serrotes industriais, segundo meu irmão), mas essa história eu já contei aqui. Além das serrinhas, havia também 'the gap': aquele espacinho entre os dois dentes da frente, que te deixam com cara de estúpida e fazem todo mundo pedir pra você assobiar (pra quem não sabe, o vãozinho te dá vantagem competitiva nos quesitos duração e altura do assobio). Pra resolver essa parada eu tive que 'entrar na faca' aos 9 anos e fazer uma cirurgia que remove um tal ossinho (não sei se é isso, mas foda-se) que impede que os dentes se juntem.

O problema seguinte foi organizar aquela cambada: na briga por espaço, tadinhos, meus dentes definitivos acabaram ficando amontoados e desalinhados. Foram 3 longos anos de aparelho móvel, que me fazia cuspir nos meus amigos e falar com a dicção do pato Donald (reparem que ficar calada estava fora de questão desde aquela época).

Daí tive uma longa trégua. Fiz minha primeira obturação aos 19 anos. Depois disso, dentista era só pra fazer aquela limpeza básica e eliminar os vestígios de café, cigarro e vinho tinto.

Só que esses tempos o bicho pegou de novo. Finalmente meus dentes do siso resolveram aparecer e, óbvio, não há lugar pra eles. Já tirei o primeiro há uns anos, num episódio que poderia ser descrito num C.S.I., mas que agora não vem ao caso. E hoje estou indo fazer uma cirurgia pra tirar os 3 restantes numa tacada só. Seja o que deus quiser.

Sei que vai ser sofrido, mas pelo menos resolvo isso de uma vez. E eu estou tranquila porque esse cirurgião foi super bem recomendado pela minha querida prima-dentista. Ela falou que ele é o ninja dos dentes do siso. Parece que até já saiu no Discovery Channel e tudo.

E outra: se a fada dos dentes remunera de acordo com o tamanho da 'entrega', acho que hoje eu fico rica! Prometo que depois que eu desinchar, melhorar das dores e parar de tomar os antibióticos a cerveja vai ser por minha conta.


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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mi noche triste

Eu sempre fui muito preocupada, meio aflita demais com as coisas. Tem gente que fala que eu sou pessimista. Minha amiga de longa data fala que eu sou muito intensa. Quando eu era pequena minha mãe me tirava falando que eu era dramática.

Lembro que quando eu ficava muito angustiada com alguma coisa, meus pais cantarolavam uma melodia de tango pra me sacanear ajudar a por as coisas em perspectiva e não me desesperar. Mas não sei se isso ajudou muito. Ainda hoje eu sinto que tudo que se passa ao meu redor causa muito impacto em mim. Como bem descreve outra amiga, eu sinto que tudo 'esmaga meu coração'.

Então foi assim que, pela primeira vez na minha vida, e possivelmente a última, eu senti simpatia e compaixão pelo
Diego Maradona. No baile que a Argentina levou da Bolívia por 6x1, o treinador derrotado afirmou que os gols contra seu time 'Eram como punhaladas no coração'!

Tadinho, gente! Não deve ser fácil crescer ouvindo o som lamurioso do tango! É muito lindo, muito triste, muito inteeeenso! O coração deve doer mesmo... Eu bem sei...


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terça-feira, 24 de março de 2009

plano de carreira

volta e meia eu tô de saco cheio do meu trabalho.

então resolvi fazer uma lista de ocupações alternativas pra, quem sabe, mais pra frente, se eu me animar: jogadora de poker, garçonete, guitarrista de banda de rock, ladra de banco, astronauta, espiã, gandula de roland garros, cantora de jazz, croupier em vegas, palhaça do cirque du soleil, guarda de trânsito em roma, professora de pré-escola, madame da oscar freire, presidente de fã clube de banda indie, sheik do petróleo, tapeceira no irã, perita do c.s.i., fotógrafa, manicure, produtora do glastonbury, voluntária da cruz vermelha, dog walker na costa leste dos estados unidos, aeromoça, produtora musical, vendedora de avon, cool hunter em nova york.

é. uma dessas coisas.
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sexta-feira, 20 de março de 2009

In your face!

palavras não são inofensivas. algumas são melhores que um presente. outras são piores que uma voadora nas costas. eu sei disso. e eu realmente achava que eu tinha noção do que deveria ou não falar. mas tenho reparado que esta minha crítica não é ou não está tão boa. tenho notado reações atípicas das pessoas quando eu falo coisas.

tenho deixado as pessoas bravas, mudas, constrangidas, irritadas ou de saco cheio de mim com muito mais frequencia do que eu gostaria. em geral isso acontece quando a) eu digo o que estou sentindo, b) quando dou minha opinião sincera e de coração aberto, c) quando admito meus defeitos (exatamente como estou fazendo agora), ou d) quando declaro em palavras situações óbvias, que eu tenho certeza que todo mundo está percebendo, mas que aparentemente não deveriam ser declaradas - só que eu percebo isso tarde demais.

eu virei uma pessoa inconvenientemente exposta. as vezes eu me sinto igual àqueles tarados de antigamente que andavam só de casaco, sem nada por baixo, e expunham suas vergonhas indecentemente para as donzelas. a diferença é que eu não estou achando isso divertido.
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terça-feira, 17 de março de 2009

chove chuuuuvaaaaaaaaa

chove sem paraaaaar!
chóóóóóve chuuuuuuvaaaaaa
chove sem parar!
...

eu sei que é super ruim pra muita gente, que alaga as casinhas, que as pessoas ficam com doenças e tal... eu realmente sinto muito por elas... mas ó, não conta pra ninguém, é que eu adooooooro essa chuvarada...

deve ter a ver com esse corvinho que vive aqui por perto de mim. parece que eu aprendi a gostar de quando as coisas estão meio assim, assim... quando tá tudo muito certinho dá o maior medo que dê errado...

sabe aquela vertigem que dá quando você está num lugar muito alto? o medo de cair é tão ruim, mas tão ruim que você pensa em pular logo de uma vez pra acabar com o medo horrível de cair?

eu sei, eu sei. eu sou estranha.
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only happy when it rains - garbage
i'm only happy when it rains
i'm only happy when it's complicated
and though I know you cant appreciate it
i'm only happy when it rains
you know I love it when the news is bad
why it feels so good to feel so sad
i'm only happy when it rains

i'm only happy when it rains
i feel good when things are going wrong
i only listen to the sad, sad songs
i'm only happy when it rains

pour your misery down...pour your misery down
pour your misery down on me...pour your misery down

clique aqui pra ver a letra inteira
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