o sbt foi gravar uma entrevista com o consul do haiti no brasil - george samuel antoine - e deixou a camera ligada mesmo antes de a entrevista começar "oficialmente". sem saber que estava sendo gravado, a criatura se sentiu a vontade pra dizer umas opiniões pessoais muito pouco condizentes com seu cargo de pessoa pública, ainda mais de um diplomata.
depois de suas declarações estúpidas, descabidas, irracionais e levianas o cara levou, com louvor, o "berlusconi award", conferido por este blog para a figura pública mais imbecil da atualidade.
sobre a propaganda que a tragédia fez ao seu consulado:
"Desgraça de lá está sendo uma boa para a gente aqui, fica conhecido".
sobre a 'explicação' para o haiti ter sido 'punido pelos céus':
"Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá fudido."
é absolutamente revoltante. em outra situação chegaria a ser engraçado. e eu ainda lamento que possivelmente essa anta consiga mesmo reverter a tragédia em benefícios da exposição.
como diria minha mãe: é um cretino!
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
desperdício
eu tenho fé nas pessoas. acredito que todo mundo é capaz de ter um lado bom. acho que isso eu aprendi com a minha mãe. ela consegue ser generosa sempre, mesmo ao olhar gente fazendo bobagem da grossa.
quando eu ficava muito crítica com alguém, ela conseguia me ajudar a dar um desconto, ver o ponto de vista do outro. ela dizia que ninguém acorda de manhã pensando: "puxa! hoje vou fazer cagadas homéricas, vou fazer tudo errado!" na verdade cada um tenta fazer o que acha certo. a gente faz o melhor que dá.
eu fiquei pensando nisso quando soube da morte do celso pitta. pelo que me lembro ele era um cara muito inteligente, formado e pós-graduado em boas escolas. chegou a ser prefeito de uma das maiores cidades do mundo e fez o que? alguém lembra alguma coisa de bom que ele tenha feito? é triste, não é? eu acho...
tomara que pelo menos alguém da família, ou amigos, ou alguém tenha alguma coisa de bom pra falar dele, do conjunto da obra, do passado, sei lá. senão é muito desperdício de vida, não é não?
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quando eu ficava muito crítica com alguém, ela conseguia me ajudar a dar um desconto, ver o ponto de vista do outro. ela dizia que ninguém acorda de manhã pensando: "puxa! hoje vou fazer cagadas homéricas, vou fazer tudo errado!" na verdade cada um tenta fazer o que acha certo. a gente faz o melhor que dá.
eu fiquei pensando nisso quando soube da morte do celso pitta. pelo que me lembro ele era um cara muito inteligente, formado e pós-graduado em boas escolas. chegou a ser prefeito de uma das maiores cidades do mundo e fez o que? alguém lembra alguma coisa de bom que ele tenha feito? é triste, não é? eu acho...
tomara que pelo menos alguém da família, ou amigos, ou alguém tenha alguma coisa de bom pra falar dele, do conjunto da obra, do passado, sei lá. senão é muito desperdício de vida, não é não?
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
RE: FWD: fwd: subject = assunto
pqp! será que é muito difícil de entender pra que é que serve a linha de assunto num email?
que antipatia que me dá de gente que manda informação importante em email com um título nada a ver.
será que fulano não desconfia que as mensagens são filtradas pelo grau de importância que seus títulos sugerem?
não adianta mandar o comunicado urgente do diretor em um email cujo assunto é: "fwd: re: re: corrente do bem! (não quebre)"
será que não dá pra imaginar que as pessoas talvez não tratem tal mensagem como prioridade no dia????
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que antipatia que me dá de gente que manda informação importante em email com um título nada a ver.
será que fulano não desconfia que as mensagens são filtradas pelo grau de importância que seus títulos sugerem?
não adianta mandar o comunicado urgente do diretor em um email cujo assunto é: "fwd: re: re: corrente do bem! (não quebre)"
será que não dá pra imaginar que as pessoas talvez não tratem tal mensagem como prioridade no dia????
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
atos secretos
Peraí, deixa eu ver se eu entendi direito:
O rapaz da casa do programa A Fazenda mostra o pinto em rede nacional de tv e os senadores não mostram pra ninguém o que fazem na Casa deles com o dinheirinho do povo. É isso?
Ahhh! Falou então...
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O rapaz da casa do programa A Fazenda mostra o pinto em rede nacional de tv e os senadores não mostram pra ninguém o que fazem na Casa deles com o dinheirinho do povo. É isso?
Ahhh! Falou então...
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terça-feira, 26 de maio de 2009
Turco
Pra quem não ouviu o nosso presidente discursando em Istambul, aqui vai o link:
Na Turquia, presidente diz que no Brasil comerciante que vai de porta em porta é chamado de "turco" e plateia não reage.
...
Veja bem, Lula, deixa eu te explicar um negócio: rotular as pessoas em conceitos genéricos não é legal.
Sabe porque isso não é legal? Porque isso é sinal de ignorância. E é a base de todo o preconceito e intolerância que existem.
Ó, desculpa, não me leve a mal. Eu só queria te explicar um pouquinho como funciona. É assim, quando a gente não conhece alguma coisa, a gente tende a dar uma distorcida pra conseguir compreender aquilo dentro dos nossos padrões mais familiares.
Por exemplo, se eu não conheço uma lhama, eu vou chamá-la de "camelo peludinho". Por ignorar a existência de um animal diferente, eu tendo a enxergá-lo como um igual a algo que eu já tenho familiaridade. Eu generalizo, crio rótulos. Sacou? Não...
Porra, véi! Como é que você vai no país dos caras, usa uma imagem tosca de mascate pra identificar uma nação e ainda fala, em pleno século 21, que tanto faz nascer na Turquia, na Arábia Saudita ou na Síria? Tem a manha de falar que é tudo 'turco'! Tá doido?
Só faltou falar que aqui no Brasil todo narigudo que não dá desconto também é turco! Puta mancada, cara! Isso era piada interna! Que sem noção sair contando...
Tu me trinca de vergonha, rapá! Tem jeito, não...
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Na Turquia, presidente diz que no Brasil comerciante que vai de porta em porta é chamado de "turco" e plateia não reage.
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Veja bem, Lula, deixa eu te explicar um negócio: rotular as pessoas em conceitos genéricos não é legal.
Sabe porque isso não é legal? Porque isso é sinal de ignorância. E é a base de todo o preconceito e intolerância que existem.
Ó, desculpa, não me leve a mal. Eu só queria te explicar um pouquinho como funciona. É assim, quando a gente não conhece alguma coisa, a gente tende a dar uma distorcida pra conseguir compreender aquilo dentro dos nossos padrões mais familiares.
Por exemplo, se eu não conheço uma lhama, eu vou chamá-la de "camelo peludinho". Por ignorar a existência de um animal diferente, eu tendo a enxergá-lo como um igual a algo que eu já tenho familiaridade. Eu generalizo, crio rótulos. Sacou? Não...
Porra, véi! Como é que você vai no país dos caras, usa uma imagem tosca de mascate pra identificar uma nação e ainda fala, em pleno século 21, que tanto faz nascer na Turquia, na Arábia Saudita ou na Síria? Tem a manha de falar que é tudo 'turco'! Tá doido?
Só faltou falar que aqui no Brasil todo narigudo que não dá desconto também é turco! Puta mancada, cara! Isso era piada interna! Que sem noção sair contando...
Tu me trinca de vergonha, rapá! Tem jeito, não...
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
Ma è una bestia!
Terremoto violentíssimo na Itália. A linda região de Abruzzo veio abaixo, deixando mortos, feridos, desabrigados. A comunidade internacional se comove com a tragédia e se mobiliza para ajudar de todas as formas possíveis: doando alimentos, roupas, dinheiro e, alguns abnegados, doando o próprio tempo e trabalho braçal.
Nos escombros de uma igreja reunem-se em ação bombeiros, membros da defesa civil, e uma senhora de 41 anos, voluntária da Solidariedade Internacional. O premier italiano visita a região, cumprindo o papel de líder de uma nação em sofrimento. No momento de tirar a foto para marcar tão solene passagem, percebe-se que esta criatura imbecil não levara nenhuma frase pronta pra dizer algo apropriado. Resolve ser "ele mesmo", dirige-se à voluntária alí presente e proclama a célebre frase: "Posso apalpar um pouco a senhora?"
Mas faça-me um favor, né?
Dêem uma olhada nessa "pérola":
Filhote! Entra no google, digita "tsunami" ou "new orleans" ou "hiroshima". Dá lá uma olhada nos discursos dos governantes, repete uma ou duas frases, faz cara de quem se importa e sai saindo. A Itália é um país tão bonito, tutto buona gente, não me faz um papelão desses na frente das câmeras!
Ôôô Berlusconiii: vápaputaqueopariu, vai...
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Nos escombros de uma igreja reunem-se em ação bombeiros, membros da defesa civil, e uma senhora de 41 anos, voluntária da Solidariedade Internacional. O premier italiano visita a região, cumprindo o papel de líder de uma nação em sofrimento. No momento de tirar a foto para marcar tão solene passagem, percebe-se que esta criatura imbecil não levara nenhuma frase pronta pra dizer algo apropriado. Resolve ser "ele mesmo", dirige-se à voluntária alí presente e proclama a célebre frase: "Posso apalpar um pouco a senhora?"
Mas faça-me um favor, né?
Dêem uma olhada nessa "pérola":
Filhote! Entra no google, digita "tsunami" ou "new orleans" ou "hiroshima". Dá lá uma olhada nos discursos dos governantes, repete uma ou duas frases, faz cara de quem se importa e sai saindo. A Itália é um país tão bonito, tutto buona gente, não me faz um papelão desses na frente das câmeras!
Ôôô Berlusconiii: vápaputaqueopariu, vai...
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
ó, não me entenda mal...
pessoal, fala uma coisa aqui pra mim: é muuuuito feio achar que tem gente usando doença pra ganhar carisma na eleição?
é feiura péssima, né?
então tá. esquece. não tá mais aqui quem falou...
é que eu ando tão incrédula desse mundo, sabe?
não acredito mais nem em sinal verde no trânsito. acabo sempre olhando pros dois lados antes de atravessar...
a gente nunca sabe, né?
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é feiura péssima, né?
então tá. esquece. não tá mais aqui quem falou...
é que eu ando tão incrédula desse mundo, sabe?
não acredito mais nem em sinal verde no trânsito. acabo sempre olhando pros dois lados antes de atravessar...
a gente nunca sabe, né?
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domingo, 26 de abril de 2009
Preguiça de gente grossa...
eu sou a favor da liberdade. clichê ou não. eu acho que cada um tem o direito pensar como quer, fazer o que quer, vestir o que achar bacana, falar do jeito que quiser. mas não dá pra perder a noção das leis implícitas de convivência, né?
às vezes eu vejo gente fazendo umas coisas tão sem propósito. tem gente que se orgulha de "não fazer questão de agradar ninguém", mas sei lá, eu acho feiura. dar barraco e maltratar os outros é muito feio.
eu sou contra gente que se diz muito "autêntica" e fala o que quer pra quem quiser ouvir. isso não é autêntico, é grosseiro. eu sou contra gente sem consideração com os sentimentos dos outros. acho horrível quem tripudia nas fraquezas alheias. eu sou contra tratar levianamente o que é importante pra outra pessoa.
eu juro que tento não julgar. juro. mas de vez em quando não dá. gente grossa me irrita, me bodeia, eu acho péssimo! sabe aquelas coisas que a gente aprende em casa, com a mãe da gente? tipo educação e bom senso?
afff! preguiça de gente sem classe...
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às vezes eu vejo gente fazendo umas coisas tão sem propósito. tem gente que se orgulha de "não fazer questão de agradar ninguém", mas sei lá, eu acho feiura. dar barraco e maltratar os outros é muito feio.
eu sou contra gente que se diz muito "autêntica" e fala o que quer pra quem quiser ouvir. isso não é autêntico, é grosseiro. eu sou contra gente sem consideração com os sentimentos dos outros. acho horrível quem tripudia nas fraquezas alheias. eu sou contra tratar levianamente o que é importante pra outra pessoa.
eu juro que tento não julgar. juro. mas de vez em quando não dá. gente grossa me irrita, me bodeia, eu acho péssimo! sabe aquelas coisas que a gente aprende em casa, com a mãe da gente? tipo educação e bom senso?
afff! preguiça de gente sem classe...
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
será que sou um caso perdido?
ok, ok.
talvez, mas só talvez, eu tenha uma tendência a romanciar exageradamente as coisas da vida.
pode ser, mas é uma hipótese remota, que eu costume enxergar só aquilo que eu quero ver, como se o mundo fizesse sentido.
há uma chance pequena de que eu acredite que todos são movidos por sentimentos iguais aos meus, que o mundo não é cínico e que sempre vale a pena a gente se aproximar das outras pessoas.
mas eu não posso ignorar a indignação do pili quando leu o post do imperador, escrito sob a ótica dos meus rose colored glasses... eu respeito o pili e o emputecimento dele. o pili não tem medo da vida e sempre teve que ralar pelas coisas dele. ele é generoso com as pessoas, mas é safo. não é bobo que nem eu. é difícil passar a perna nele porque ele é bem desconfiado... ou mais realista. não sei. eu gosto do pili. muito mesmo. enfim, a indignação dele tá aí pra quem quiser ver.
(comentário do pili sobre o post do adriano, imperador)
Fala sério, ele saiu pq é cheirador, viciadaço e isso não é compativel com a vida de atleta. Ele sumiu por uma semana na favela só para lembrar da infância?? tenha dó!!!!
Quando ele jogou 6 meses no São Paulo, o presidente do clube falou que tava dando todo o suporte inclusive profissional, mas que o Adriano era um caso perdido.
A namorada dele deu um depoimento que ia busca-lo na favela de moto-taxi para leva-lo para os treinamentos na época de Flamengo.
Tem gente que realmente chora de barriga cheia! É revoltante.
Na boa, quero ver esse discurso de vou dar um tempo tendo que fazer economia no final do mês, ter que andar de metro pq o tanque ta vazio.
É fato, conforto tem seu preço. Só que quem reclama quando ta por cima, provavelmente não aguenta quando ta na merda!
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talvez, mas só talvez, eu tenha uma tendência a romanciar exageradamente as coisas da vida.
pode ser, mas é uma hipótese remota, que eu costume enxergar só aquilo que eu quero ver, como se o mundo fizesse sentido.
há uma chance pequena de que eu acredite que todos são movidos por sentimentos iguais aos meus, que o mundo não é cínico e que sempre vale a pena a gente se aproximar das outras pessoas.
mas eu não posso ignorar a indignação do pili quando leu o post do imperador, escrito sob a ótica dos meus rose colored glasses... eu respeito o pili e o emputecimento dele. o pili não tem medo da vida e sempre teve que ralar pelas coisas dele. ele é generoso com as pessoas, mas é safo. não é bobo que nem eu. é difícil passar a perna nele porque ele é bem desconfiado... ou mais realista. não sei. eu gosto do pili. muito mesmo. enfim, a indignação dele tá aí pra quem quiser ver.
(comentário do pili sobre o post do adriano, imperador)
Fala sério, ele saiu pq é cheirador, viciadaço e isso não é compativel com a vida de atleta. Ele sumiu por uma semana na favela só para lembrar da infância?? tenha dó!!!!
Quando ele jogou 6 meses no São Paulo, o presidente do clube falou que tava dando todo o suporte inclusive profissional, mas que o Adriano era um caso perdido.
A namorada dele deu um depoimento que ia busca-lo na favela de moto-taxi para leva-lo para os treinamentos na época de Flamengo.
Tem gente que realmente chora de barriga cheia! É revoltante.
Na boa, quero ver esse discurso de vou dar um tempo tendo que fazer economia no final do mês, ter que andar de metro pq o tanque ta vazio.
É fato, conforto tem seu preço. Só que quem reclama quando ta por cima, provavelmente não aguenta quando ta na merda!
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que pesaaado
quarta-feira, 4 de março de 2009
o corredor X a salinha
sabe o que que era época boa? mas boa meeeesmo?
era a fase que eu e meus amigos estávamos no começo da carreira. ninguém ainda tinha dado certo na vida, mas existia uma certa esperança e uma certa chance de que a gente ia virar alguma coisa. estávamos semi-encaminhados, mas lá no final da cadeia alimentar, por assim dizer.
todo mundo meio em cargos de peão, ocupando o espaço do corredor, mas cheios de gás, cheios de idéias. e de brilho. a gente tinha que por a mão na massa, trabalhar pra valer, às vezes tinha algum pepino que só a gente sabia resolver. principalmente se era alguma coisa no computador. logo eu! a estagiária recém-formada era obrigada a passar a noite refazendo o trabalho deles porque nenhum dos fodidões sabia nada! na-da! só tinha mané naquele lugar...
foram várias altas horas fazendo trabalho braçal. mas sem muita responsabilidade. sem ter que decidir nada. só cumprindo as ordens que vinham do cara lá da salinha. ah! que longos cafés a gente tomava naquele corredor reclamando que alguém tinha dado tanta coisa pra gente fazer! o que que eles estavam pensando? por que não decidiu antes que era pra fazer do jeito B e pediu o jeito A? sabe come é chefe, né? chegou lá por pura politicagem, mas é uma anta.
só que naquela época, quando a gente ia pra casa, não levava nenhuma preocupação. a gente era feliz e quase não sabia que era depois do trabalho no corredor que a vida mostrava seu lado mais doce: sentar no bar com todo mundo e reclamar de o quanto o mundo era injusto por a gente não ter a grana e o tipo de trabalho que merecia! na boa, fora a gente, só tinha imbecil no mundo! a gente era a promessa. a solução. a genialidade bruta e incompreendida.
a gente passava noites e noites juntos no bar, inconformados com a incompetência e a mediocridade dos nossos chefes. se quem manda não fosse tão medíocre, nosso talento já teria sido revelado! é que aqueles adultos, sentados nas suas salinhas, insistiam em fazer tudo errado. não sabiam nem usar o excel e vinham mandar a gente, que estava naquela mesinha improvisada no corredor, refazer todo o trabalho que eles mesmos tinham pedido. e nem falavam inglês direito! como é que um despreparado desses virava chefe? a gente não entendia.
até que um dia a gente ganhou uma salinha qualquer, um crachá escrito aspone, um pouco mais de grana e muito, mas muito mais responsabilidade. e o compromisso de fazer acontecer no mundo real, nem que tivesse que ser medíocre. a gente aprendeu que o que funciona é o arroz com feijão, desde que seja no prazo e dentro dos critérios estabelecidos.
e em troca a gente abriu mão da nossa cabeça fresca no final de semana, do nosso tempo livre pra tomar longos cafés ou infinitas cervejinhas no bar. e quer saber o pior de tudo? a gente teve que abrir mão de talvez ser genial. e teve que parar de ficar só reclamando pelos corredores. o mundo não é justo mesmo.
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era a fase que eu e meus amigos estávamos no começo da carreira. ninguém ainda tinha dado certo na vida, mas existia uma certa esperança e uma certa chance de que a gente ia virar alguma coisa. estávamos semi-encaminhados, mas lá no final da cadeia alimentar, por assim dizer.
todo mundo meio em cargos de peão, ocupando o espaço do corredor, mas cheios de gás, cheios de idéias. e de brilho. a gente tinha que por a mão na massa, trabalhar pra valer, às vezes tinha algum pepino que só a gente sabia resolver. principalmente se era alguma coisa no computador. logo eu! a estagiária recém-formada era obrigada a passar a noite refazendo o trabalho deles porque nenhum dos fodidões sabia nada! na-da! só tinha mané naquele lugar...foram várias altas horas fazendo trabalho braçal. mas sem muita responsabilidade. sem ter que decidir nada. só cumprindo as ordens que vinham do cara lá da salinha. ah! que longos cafés a gente tomava naquele corredor reclamando que alguém tinha dado tanta coisa pra gente fazer! o que que eles estavam pensando? por que não decidiu antes que era pra fazer do jeito B e pediu o jeito A? sabe come é chefe, né? chegou lá por pura politicagem, mas é uma anta.
só que naquela época, quando a gente ia pra casa, não levava nenhuma preocupação. a gente era feliz e quase não sabia que era depois do trabalho no corredor que a vida mostrava seu lado mais doce: sentar no bar com todo mundo e reclamar de o quanto o mundo era injusto por a gente não ter a grana e o tipo de trabalho que merecia! na boa, fora a gente, só tinha imbecil no mundo! a gente era a promessa. a solução. a genialidade bruta e incompreendida.
a gente passava noites e noites juntos no bar, inconformados com a incompetência e a mediocridade dos nossos chefes. se quem manda não fosse tão medíocre, nosso talento já teria sido revelado! é que aqueles adultos, sentados nas suas salinhas, insistiam em fazer tudo errado. não sabiam nem usar o excel e vinham mandar a gente, que estava naquela mesinha improvisada no corredor, refazer todo o trabalho que eles mesmos tinham pedido. e nem falavam inglês direito! como é que um despreparado desses virava chefe? a gente não entendia.
até que um dia a gente ganhou uma salinha qualquer, um crachá escrito aspone, um pouco mais de grana e muito, mas muito mais responsabilidade. e o compromisso de fazer acontecer no mundo real, nem que tivesse que ser medíocre. a gente aprendeu que o que funciona é o arroz com feijão, desde que seja no prazo e dentro dos critérios estabelecidos.
e em troca a gente abriu mão da nossa cabeça fresca no final de semana, do nosso tempo livre pra tomar longos cafés ou infinitas cervejinhas no bar. e quer saber o pior de tudo? a gente teve que abrir mão de talvez ser genial. e teve que parar de ficar só reclamando pelos corredores. o mundo não é justo mesmo.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Mulher Brasileira em primeiro lugar
- Howz goin?
- Hi.
- Hey there! I hear an accent.
- Oh really? (como?! sotaque? eu só falei 'HI', for god's sake!)
- Where are you from?
- Brasil. (com sotaque brasileiro, mesmo)
- Oh! Brazil! Samba, carnival... girl from Ipaniima!
- (sorrisinho amarelo)
- Yeah! Brazilian hum? (ergue a sobrancelha, estufa o peito)
- (sorrisinho amarelo se desfazendo)
- Ow Kay! Wanna dance, Brazilian girl? (cara de conquistador)
- Thanks. I have to go... (cara feia)
- So soon? Lets dance samba! Carnival... Yeah... hum?
- (fui)
- Hi.
- Hey there! I hear an accent.
- Oh really? (como?! sotaque? eu só falei 'HI', for god's sake!)
- Where are you from?
- Brasil. (com sotaque brasileiro, mesmo)
- Oh! Brazil! Samba, carnival... girl from Ipaniima!
- (sorrisinho amarelo)
- Yeah! Brazilian hum? (ergue a sobrancelha, estufa o peito)
- (sorrisinho amarelo se desfazendo)
- Ow Kay! Wanna dance, Brazilian girl? (cara de conquistador)
- Thanks. I have to go... (cara feia)
- So soon? Lets dance samba! Carnival... Yeah... hum?
- (fui)
Brasileira1: Andreia Schwartz, pivô do caso que derrubou o governador de NY
Brasileira2: Paula Oliveira, pivô de uma quase crise diplomática com a Suíça
Brasileira3: Fulana de Tal, vista via satélite com sem com tapa sexo na Avenida
Em suma: a puta, a pirada e a pelada, respectivamente.
Sei lá, não me levem a mal.
Juro que eu não me acho melhor ou pior que ninguém.
Mas às vezes eu me sinto tão mal representada...
Juro que eu não me acho melhor ou pior que ninguém.
Mas às vezes eu me sinto tão mal representada...
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Extra! Extra!
Eu vi essa reportagem no Estadão de hoje:
Relatório secreto narra a falta de educação de Hitler: líder nazista roía unhas e não seguia regras de etiqueta à mesa durante refeições.
HAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHHAHAHHAHAHAHAHAHA!
Sei lá... achei isso tão sem propósito.
Precisava desvendar um "relatório secreto" sobre isso?
Será que alguém esperava alguma coisa diferente?
Será que é caso de noticiar isso, considerando-se, por exemplo, os demais problemas de conduta do cara? I mean...
Relatório secreto narra a falta de educação de Hitler: líder nazista roía unhas e não seguia regras de etiqueta à mesa durante refeições.
HAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHHAHAHHAHAHAHAHAHA!
Sei lá... achei isso tão sem propósito.
Precisava desvendar um "relatório secreto" sobre isso?
Será que alguém esperava alguma coisa diferente?
Será que é caso de noticiar isso, considerando-se, por exemplo, os demais problemas de conduta do cara? I mean...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Eutanásia
Agora eu tô com muita pressa, não vai dar pra escrever direito.
Mas eu tenho que falar que hoje eu fiquei incrivelmente feliz pela humanidade civilizada e esclarecida. É um assunto triste, mas a vida é assim mesmo: tem partes bem tristes (e nem por isso deixa de ser boa e de emocionar a gente).
Finalmente, em um ato de amor e luta, o pai conseguiu interromper a vida mecânica que prolongava o sofrimento da filha. Era uma garota italiana que vivia em coma por 17 anos, toda encolhidinha e cheia de escaras* pelo corpo.
Venceu Giuseppe, venceu Eluana, venceu a compaixão e a dignidade humana, venceu o valor inestimável da vida - aquela que pode ser de fato desfrutada.
Abaixo a hipocrisia da vida a qualquer custo. Viva o respeito pela morte. O respeito pela única certeza que a gente tem na vida. Viva!
Mas óbvio que o outro imbecil tinha que falar alguma batatada...
Ô Berlusconíí! Vápaputaqueopariu, vá...
*escaras são as feridas causadas pelo atrito com a cama, visto que a pessoa está sempre apoiada nos mesmos pontos; são extremamente perigosas, pois têm alto risco de infecção e são virtualmente impossíveis de sarar em uma pessoa em coma.
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Mas eu tenho que falar que hoje eu fiquei incrivelmente feliz pela humanidade civilizada e esclarecida. É um assunto triste, mas a vida é assim mesmo: tem partes bem tristes (e nem por isso deixa de ser boa e de emocionar a gente).
Finalmente, em um ato de amor e luta, o pai conseguiu interromper a vida mecânica que prolongava o sofrimento da filha. Era uma garota italiana que vivia em coma por 17 anos, toda encolhidinha e cheia de escaras* pelo corpo.
Venceu Giuseppe, venceu Eluana, venceu a compaixão e a dignidade humana, venceu o valor inestimável da vida - aquela que pode ser de fato desfrutada.
Abaixo a hipocrisia da vida a qualquer custo. Viva o respeito pela morte. O respeito pela única certeza que a gente tem na vida. Viva!
Mas óbvio que o outro imbecil tinha que falar alguma batatada...
Ô Berlusconíí! Vápaputaqueopariu, vá...
*escaras são as feridas causadas pelo atrito com a cama, visto que a pessoa está sempre apoiada nos mesmos pontos; são extremamente perigosas, pois têm alto risco de infecção e são virtualmente impossíveis de sarar em uma pessoa em coma.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Che stupido...
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Se fosse, o que seria?
Tem uma brincadeira de turminha adolescente que chama 'se fosse o que seria'. Se o Guto fosse um animal, que animal ele seria? Daí outras pessoas dão seus palpites e explicam o porquê da escolha. Ah! Ele seria um macaco, porque ele é engraçadinho e não pára quieto. E se a Dani fosse um estilo de música, qual ela seria? E assim vai.
Esta noite sonhei que estava brincando de 'se fosse o que seria' com a Madonna e a Katy Perry. A Madonna disse que se a Katy fosse um objeto, ela seria um jornal de ontem. A Katy ficou chateada e falou que aquilo tinha sido grosseiro. Na minha vez, a Madonna disse que eu seria uma folha em branco, porque eu não era notícia nenhuma. Nessa hora as duas ficaram rindo um pouco malvadas, mas eu nem me importei. A Katy disse que a Madonna seria uma fatia de melancia se ela fosse uma sobremesa e a Madonna disse a mesma coisa da Katy, mas no sonho isso era um pouco mais interessante e deixou um clima de cumplicidade entre as duas. Quando eu tinha que ser a sobremesa elas disseram que eu seria mousse de chocolate e que era sorte minha.
Acordei pensando que o mundo é cruel com as mulheres. Um pouco mais sorte temos nós, reles mortais, mulheres anônimas, que de vez em quando tem o direito de se acabar numa incrível sobremesa-bomba e sem ter que ver seu deslize revelado em uma foto gorducha na primeira página do jornal.
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Esta noite sonhei que estava brincando de 'se fosse o que seria' com a Madonna e a Katy Perry. A Madonna disse que se a Katy fosse um objeto, ela seria um jornal de ontem. A Katy ficou chateada e falou que aquilo tinha sido grosseiro. Na minha vez, a Madonna disse que eu seria uma folha em branco, porque eu não era notícia nenhuma. Nessa hora as duas ficaram rindo um pouco malvadas, mas eu nem me importei. A Katy disse que a Madonna seria uma fatia de melancia se ela fosse uma sobremesa e a Madonna disse a mesma coisa da Katy, mas no sonho isso era um pouco mais interessante e deixou um clima de cumplicidade entre as duas. Quando eu tinha que ser a sobremesa elas disseram que eu seria mousse de chocolate e que era sorte minha.
Acordei pensando que o mundo é cruel com as mulheres. Um pouco mais sorte temos nós, reles mortais, mulheres anônimas, que de vez em quando tem o direito de se acabar numa incrível sobremesa-bomba e sem ter que ver seu deslize revelado em uma foto gorducha na primeira página do jornal.
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
É pra quem pode
Cara, não é possível! Todas as pessoas que eu conheço ou ouço falar serão VIP no show da Madonna. Só eu que malemal consegui uma vaga no piscinão de Ramos, pagando e de última hora.
Das duas uma: ou a área VIP é maior que a área do povão ou eu sou a única looser do meu círculo social...
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Das duas uma: ou a área VIP é maior que a área do povão ou eu sou a única looser do meu círculo social...
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domingo, 14 de dezembro de 2008
Só se fala em outra coisa!
Gentê! Fala sério: capa da Veja?
Ó, só pra registrar que eu não vou comentar sobre aquele cara que traiu aquela atriz e morreu de overdose daquela droga.
Ok, ok, só uma coisinha: overdose de pó é tão anos 80, né não?
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Ó, só pra registrar que eu não vou comentar sobre aquele cara que traiu aquela atriz e morreu de overdose daquela droga.
Ok, ok, só uma coisinha: overdose de pó é tão anos 80, né não?
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
It's up to you, dude!
Vocês se lembram daquela brincadeira do Silvio Santos, que a criança ficava isolada numa cabine e tinha que escolher se queria ou não trocar brinquedos por algo tipo uma meia furada ou vice versa?
Pois é. Hoje vi a reportagem do camarada Isaza, que desertou das FARC e promoveu a fuga de um refém valioso que estava sequestrado havia 8 anos. Desde lançada a polêmica proposta do governo colombiano, quem abandonar a guerrilha e colaborar com o outro lado tem direito a prêmio em dinheiro e, graças ao apoio de Nic Sarkozy, asilo garantido na França.
Olha só, não me levem a mal! Eu sei que existem pessoas engajadas em suas lutas e que acreditam em um ideal, por mais estranho que ele possa parecer pra quem está de fora. Eu até acho isso bonito de um certo jeito, sei lá, romântico, cheio de significado pra vida, plenitude da existência. Puxa vida! As maiores e mais importantes mudanças do mundo, afinal, começaram por causa de um homem com um sonho, disposto a lutar por uma causa, etc e tal. Ok, ok. Agora corte para a seguinte cena:
Calor da porra no meio da floresta. Provisões escassas, gente feia e suja, armas, correntes, degradação humana, medo, clima tenso. E o calor dos infernos. Pense no rapaz Isaza, que não passa o Natal com a família há anos (pô, só porque sou guerrilheiro não posso ser cristão?) e que vê o aceno da possibilidade de uma saída estratégica pela direita (hã? hã? L7L7L7). Coloqueo-o na cabininha do Domingo no Parque, ao som da voz do homem-sorriso:
"A-aee! Você troca sua vida miserável na floresta úmida e quente por um prêmio de US$ 434 mil e um visto especial para residir e trabalhar na França???"
A vida é feita de escolhas, meu amigo. A decisão é sua.
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Pois é. Hoje vi a reportagem do camarada Isaza, que desertou das FARC e promoveu a fuga de um refém valioso que estava sequestrado havia 8 anos. Desde lançada a polêmica proposta do governo colombiano, quem abandonar a guerrilha e colaborar com o outro lado tem direito a prêmio em dinheiro e, graças ao apoio de Nic Sarkozy, asilo garantido na França.
Olha só, não me levem a mal! Eu sei que existem pessoas engajadas em suas lutas e que acreditam em um ideal, por mais estranho que ele possa parecer pra quem está de fora. Eu até acho isso bonito de um certo jeito, sei lá, romântico, cheio de significado pra vida, plenitude da existência. Puxa vida! As maiores e mais importantes mudanças do mundo, afinal, começaram por causa de um homem com um sonho, disposto a lutar por uma causa, etc e tal. Ok, ok. Agora corte para a seguinte cena:
Calor da porra no meio da floresta. Provisões escassas, gente feia e suja, armas, correntes, degradação humana, medo, clima tenso. E o calor dos infernos. Pense no rapaz Isaza, que não passa o Natal com a família há anos (pô, só porque sou guerrilheiro não posso ser cristão?) e que vê o aceno da possibilidade de uma saída estratégica pela direita (hã? hã? L7L7L7). Coloqueo-o na cabininha do Domingo no Parque, ao som da voz do homem-sorriso:
"A-aee! Você troca sua vida miserável na floresta úmida e quente por um prêmio de US$ 434 mil e um visto especial para residir e trabalhar na França???"
A vida é feita de escolhas, meu amigo. A decisão é sua.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Desabafo!
No meu mundo ideal a meritocracia ia valer de verdade.
Essa capachocracia* que rola hoje por aí não ia ter vez. O cara bom teria o que lhe fosse de direito. O cara ruim ia pastar. Não ia adiantar puxar saco. Paciência. So sorry. Lamento.
Vamos ver se deu pra entender: o cara incompetente e bonzinho CONTINUA incompetente. A gente até gosta mais dele do que do incompetente e mau-caráter, mas AMBOS são igualmente incompetentes. Sacou?
*o nome originalmente inventado pela Pri e eu era limpabundocracia, mas achei meio pesado.
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Essa capachocracia* que rola hoje por aí não ia ter vez. O cara bom teria o que lhe fosse de direito. O cara ruim ia pastar. Não ia adiantar puxar saco. Paciência. So sorry. Lamento.
Vamos ver se deu pra entender: o cara incompetente e bonzinho CONTINUA incompetente. A gente até gosta mais dele do que do incompetente e mau-caráter, mas AMBOS são igualmente incompetentes. Sacou?
*o nome originalmente inventado pela Pri e eu era limpabundocracia, mas achei meio pesado.
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Experts
Adoro gente que sabe do que fala. Quando alguém domina um assunto, consegue explicar aquilo de forma simples, acessível, sem pedantismo.
Em contrapartida, tenho antipatia de gente que se mete a entendido. Sabe de tudo um pouco e quase tudo mal. Extrapola informações, quer parecer mais do que é. Pior ainda quando mistura informações exotéricas pra demonstrar intimidade com o tema.
- Sabia que está comprovado cientificamente que fazer palavras cruzadas e ouvir Mozart evita que você tenha Mal de Alzheimer? Após anos e anos estudando neurociências e não tendo qualquer certeza sobre o assunto, sou obrigada a ouvir isso com frequência. Affff! Que cansativo... Não sei nem por onde começar a explicar o absurdo dessa afirmação.
Mas outro dia ouvi uma história ótima. Redenção total! Uma criatura entrevistando o Burle Marx, ao invés de aproveitar o brilhantismo do artista, resolve parecer inteligente:
- Mas então, todos sabemos que para ter plantas bonitas nós devemos cuidar delas com amor. Você sabia que as plantas gostam que a gente converse com elas e coloque música clássica no ambiente?
- Olha, isso eu não sei. O que sei é que planta gosta mesmo é de água e de cocô.
....
Há! Sensacional!
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Em contrapartida, tenho antipatia de gente que se mete a entendido. Sabe de tudo um pouco e quase tudo mal. Extrapola informações, quer parecer mais do que é. Pior ainda quando mistura informações exotéricas pra demonstrar intimidade com o tema.
- Sabia que está comprovado cientificamente que fazer palavras cruzadas e ouvir Mozart evita que você tenha Mal de Alzheimer? Após anos e anos estudando neurociências e não tendo qualquer certeza sobre o assunto, sou obrigada a ouvir isso com frequência. Affff! Que cansativo... Não sei nem por onde começar a explicar o absurdo dessa afirmação.
Mas outro dia ouvi uma história ótima. Redenção total! Uma criatura entrevistando o Burle Marx, ao invés de aproveitar o brilhantismo do artista, resolve parecer inteligente:
- Mas então, todos sabemos que para ter plantas bonitas nós devemos cuidar delas com amor. Você sabia que as plantas gostam que a gente converse com elas e coloque música clássica no ambiente?
- Olha, isso eu não sei. O que sei é que planta gosta mesmo é de água e de cocô.
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Há! Sensacional!
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