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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

dancing in the rain

hoje tava essa baita chuva. todo mundo correndo, encolhido, escondido.
e dai eu me dei conta que excepcionalmente estava me sentindo bem. comecei a lembrar o quanto eu gosto dessas tempestades. de andar na chuva e pisotear as poças, fazendo uma espécie de sapateado. minha dança da chuva. puxa vida! lembra o quanto eu gosto de dançar? em seguida tive uma epifania e me lembrei de um post que vi recentemente.

calenza gênio!
gênio! gênio! gênio!


desculpe gustavo, mas vou ter que colar seu post na integra:


troque singing por single
Por calenza





não é genial?
quem quiser ver o original vai lá no querotepegarsobrio.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

lichia e leniência


é tempo de festas de fim de ano. luzinhas pela cidade, shoppings aquecendo a economia, trânsito do cão pra ver a decoração da avenida paulista e do ibirapuera, transformando o meu endereço no centro do congestionamento mundial. mas tudo bem. porque também é tempo de lichia.

na minha infância não existia lichia. a gente comia muitas frutas, mas essa daí não tinha não. eu descobri que ela existia só na época da faculdade, na casa de uma amiga mais bem informada. lembro que achei estranho aquele morangão alí na tigela. na hora que vi alguém no procedimento de descascá-lo entendi que não era um morangão, mas uma coisa totalmente nova. provei a primeira e estranhei um pouco a textura. mas depois adorei, fiquei fã. e agora eu me sinto meio criança na frente da árvore de natal quando descubro lichias nas gôndolas do supermercado. é o gosto dessa época do ano.

junto com as lichias vem também outro gosto bom, que é a sensação de que logo mais vamos conseguir dar uma pausinha na rotina. não que mude alguma coisa efetivamente quando o calendário vira, mas para mim a paradinha do final do ano traz de fato uma aliviante disposição para a leniência. o relatório não ficou pronto? tudo bem, ano que vem a gente vê isso. saiu do regime? ah... são as festas! não vai dar pra encerrar tudo bonitinho e cumprir em poucos dias o que não fiz o ano todo? beleza. ano que vem eu penso nisso.

e vamo que vamo. porque pra ser bem honesta esse blog foi a única coisa da minha vida que permaneceu funcionando ao longo de 2009. já todo o resto...

bom. isso aí a gente vê no ano que vem.
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sábado, 12 de dezembro de 2009

casinha


HOME IS WHERE IT HURTS - CAMILLE
My home has no door
My home has no roof
My home has no windows
It ain't water proof
My home has no handles
My home has no keys
If you're here to rob me
There's nothing to steal

(A la maison. Dans ma maison. C'est là que j'ai peur)

Home is not a harbour
Home home home
Is where it hurts

My home has no heart
My home has no veins
If you try to break in
It bleeds with no stains
My brain has no corridors
My walls have no skin
You can lose your life here
Cause there's no one in

(A la maison. Dans ma maison. C'est là que j'ai peur)

Home is not a harbour
Home has not a hearse
Home is not a harvest
Home home home
Is where it hurts




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sábado, 17 de outubro de 2009

lusco-fusco e garoa

chuva que não molha
claro que não ilumina
dia de empatação
não fode e não sai de cima

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terça-feira, 17 de março de 2009

chove chuuuuvaaaaaaaaa

chove sem paraaaaar!
chóóóóóve chuuuuuuvaaaaaa
chove sem parar!
...

eu sei que é super ruim pra muita gente, que alaga as casinhas, que as pessoas ficam com doenças e tal... eu realmente sinto muito por elas... mas ó, não conta pra ninguém, é que eu adooooooro essa chuvarada...

deve ter a ver com esse corvinho que vive aqui por perto de mim. parece que eu aprendi a gostar de quando as coisas estão meio assim, assim... quando tá tudo muito certinho dá o maior medo que dê errado...

sabe aquela vertigem que dá quando você está num lugar muito alto? o medo de cair é tão ruim, mas tão ruim que você pensa em pular logo de uma vez pra acabar com o medo horrível de cair?

eu sei, eu sei. eu sou estranha.
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only happy when it rains - garbage
i'm only happy when it rains
i'm only happy when it's complicated
and though I know you cant appreciate it
i'm only happy when it rains
you know I love it when the news is bad
why it feels so good to feel so sad
i'm only happy when it rains

i'm only happy when it rains
i feel good when things are going wrong
i only listen to the sad, sad songs
i'm only happy when it rains

pour your misery down...pour your misery down
pour your misery down on me...pour your misery down

clique aqui pra ver a letra inteira
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segunda-feira, 9 de março de 2009

Diariamente

para o despertador: botão de off
para a roupa mané de trabalhar: cabide
para o café da manhã corrido: tempo
para o telefone que toca: secretária eletrônica
para o compromisso na agenda: desculpa esfarrapada
para o almoço: pastel de feira
para a academia: cinema
para o deadline: explosão!
para o calor insuportável: andar na chuva
para a vida valer a pena: cabular




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domingo, 1 de março de 2009

O frescor, a minha inquietude e os meus dentes

ou mais um capítulo das Memórias do Século Passado

Eu devia ter uns 13 anos, não parecia mais criança, mas ainda não tinha muita cara de nada. Estava na frente do espelho estranhando aquela pessoa que eu via. Minha mãe entrou no quarto e, provavelmente sensibilizada com a minha cara de desapontamento, perguntou se estava tudo bem.
- Eu não gosto das serrinhas nos meus dentes.
- Ah filha! Elas só querem dizer que você é jovem, meu amor.
- Eu não gosto...

Mal sabia eu o quanto eu ia apreciar o que queriam dizer minhas serrinhas agora que elas são só um vestígio de imprecisão nos meus enormes dentes, e quase já não dizem mais nada daquilo.

Eu quero conservar o máximo que eu puder a risada fácil daqueles dias. A cabeça fresca, o inconformismo e a paixão fugaz pelas histórias e pessoas que passam pela minha vida. Quero morrer velhinha ouvindo música alta e quebrando a cabeça pra fazer coisas novas. De preferência cada vez mais difíceis. Porque por mais que eu busque incansavelmente uma zona de conforto, a calmaria acaba me irritando demais depois dos primeiros 10 minutos. Como diz a Penelope Cruz (na pele da Maria Helena no filme mais almodovariano do Woody Allen) com seu irresistível sotaque: cronic insatisfaction!

Quer saber? Fuck it! Alguma hora eu vou ter que aprender a abraçar a insatisfação eterna e entrar sem tanta relutância no seu looping recursivo infinito. E vambora procurar a próxima. encrenca.

Vai ver que é isso que as minhas quase idas serrinhas dos dentes querem dizer nessas alturas do campeonato.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Tenho andado distraída

os amigos vão chegar daqui a pouco pra cozinhar e beber. eba! vou checar a geladeira: vinho, cerveja, mause. tudo certo.

já sei! vou gelar umas garrafas de água pra gente intercalar com a cachaçada. pra hidratar.

vou deixar a garrafa aqui enchendo com água do filtro...
... e enquanto isso eu vou abrir as persianas.

e ligar um som.
e dar uma olhada nas fotos.
e baixar aquela música da emilie simon.
e procurar a receita dos chupitos que a gente tomou em granada.
e folhear a revista do daniel craig.
olha só... ele fala daquele livro da agatha cristie. putz! eu tinha comprado esse livro, mas ainda não li... onde é que ele foi parar? aqui não tá. nem aqui... acho que tinha umas caixas que vieram da casa da minha mãe na parte de cima do armário do escritório... vou lá pegar. hahaha! há quanto tempo que eu não via isso, que legal! vou ficar aqui olhando esses discos de vinil...

ué, que barulho é esse?
estranho...
parece água escorrendo...
tipo uma cachoeira...

NÃÃÃÃÃOO!!!!

passei as duas horas seguintes lidando com a enchente na cozinha.
not jocking around flood, dude. we're talking serious shit here!

tive a nítida sensação de que alguém lá em cima chorava de rir.

a vontade era olhar pro céu e gritar a plenos pulmões:

Porra, Noé!

piadinha de mau gosto, viu...
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Silvia. Silvinha. Chuvinha.

Eu já falei pra vocês que eu adoro tempestade, né?
Mais de uma vez, inclusive... (se quiser, releia aqui e aqui)
Trovoada, relâmpago, pedrinhas de gelo, se possível...

Olhei pra fora e vi que o céu tá ficando escuro. Aquela cara de que vai despencar uma aguaceira lá fora. Eba!

Da porta de casa pra fora é o mundo, minha gente!
Se não guenta, não sai.

Quem topa sair na vida comigo e se molhar em dois mil e chove?
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