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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

sibéria

meu consultório novo ainda não tá pronto.
e eu já estou atendendo lá.
creio ser essa a minha principal fonte atual de antipatia.

falta uma porta - de duas - entre a sala de espera e a de atendimento.
falta mesa de tamanho apropriado.
falta cadeira.
faltam estantes.
precisa de uma faxina.
precisa que uma criatura vá lá mudar o fiozinho que liga o telefone.
precisa rever toda a instalação elétrica, pois as lâmpadas queimam todo dia.

e o pior de tudo: estou sem internet.

PUTAQUEOPARIU!

não existe vida offline.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

programa de indi

posso falar uma coisa? nada sério, não. é só pra deixar registrado, não que isso tenha importância alguma pra quem quer que seja. mas é que eu acho o indiana jones um porre. pronto. era só isso mesmo. obrigada.
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RE: FWD: fwd: subject = assunto

pqp! será que é muito difícil de entender pra que é que serve a linha de assunto num email?

que antipatia que me dá de gente que manda informação importante em email com um título nada a ver.

será que fulano não desconfia que as mensagens são filtradas pelo grau de importância que seus títulos sugerem?

não adianta mandar o comunicado urgente do diretor em um email cujo assunto é: "fwd: re: re: corrente do bem! (não quebre)"

será que não dá pra imaginar que as pessoas talvez não tratem tal mensagem como prioridade no dia????
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

a geografia, a correria e o mau humor

ter dois trabalhos, um na vila mariana e um em higienópolis, até que é tranquilo.
começa a complicar quando você passa a ter dias na semana que tem que ir para os 2 lugares.
vai complicando um pouco mais quando você se inscreve em um curso de estatística que rola todos os dias até 9 e meia da noite.
mas parece que o bicho pega mesmo quando você tem que achar um outro consultório, organizar reforma e mudança simultaneamente a isso tudo.
tem horas que você tem que dar graças a deus por sua família estar longe de você. se eles estivessem por perto, e então eu fosse obrigada a encontrar seres humanos depois da labuta, eles iam ouvir tanto resmungo e malcriação que criaríamos um novo problema.

tô tão chata que nem eu me aguento!



ps: não sei se vocês entenderam, mas na verdade eu tô magoada e ressentida que vocês todos se mandaram e eu fiquei aqui. fiquei aqui, sozinha e chorando.
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terça-feira, 5 de maio de 2009

Got fire, honey?

Quando eu morava na Philadelphia, eu costumava comprar meu café multicondimentado num copo de 20 oz. do Wawa e me sentava na pracinha pra ver o movimento, ler alguma coisa, fumar meu cigarrinho e, inevitavelmente, fazer amigos. Sim. Fazer amigos na pracinha. Isso pra mim foi uma grande surpresa americana.

Toda a rigidez e frieza que fazem a fama dos americanos no ambiente de trabalho ou sei lá mais onde, realmente não existem no dia-a-dia da cidade. Se você está à toa num banco de madeira, todo tipo de gente pode parar pra conversar com você e ser seu melhor amigo durante aquele bate-papo. Mas outro dia eu falo mais dos inúmeros amigos que fiz na Rittenhouse Square. Hoje eu queria falar de uma mulher só.

Era uma senhora dos seus 60 e poucos anos, bem bonitona de corpo, que devia ter sido muito linda na juventude (o que hoje só se imaginava pelo azul doído dos olhos). Estava vestida de forma um pouco mais jovial do que sua idade realmente permitia, mas sua aparência geral dizia que tinha um bom nível social. Ela se aproximou com um cigarro apagado entre os dedos e me pediu fogo.

Pra quem não sabe, o cigarro, assim como os bebês e os cachorros, são um ótimo quebra gelo social, e podem render assunto por mais de hora e criar amigos leais para sempre (se bem que os dois últimos, embora um sucesso na pracinha, não funcionariam bem na balada).

Nosso assunto veio fácil, principalmente porque tinham acabado de aprovar a lei antifumo na costa oeste dos Esteites. E foi então que ela fez sua observação triste, de como os prazeres humanos mais elementares vão se submetendo às mudanças do mundo.

Quantos anos você tem, honey? ela perguntou. E depois da minha resposta emendou: então, você não sabe o que é sexo sem se preocupar com HIV e camisinha. True. Quando o mundo conheceu o paciente zero da AIDS eu tinha 8 anos.

And now baby, ela completou, a nova geração não vai saber o que é passar horas e horas bebendo alguma coisa e fumando com os amigos ao redor de uma mesa!

A conversa se desenvolveu com imensa cumplicidade entre nós, como duas pessoas sortudas que puderam passar os jovens anos fumando com os amigos no bar. Só quem já fez isso sabe do que se trata. E não tem nada - ou quase nada - melhor nesse mundo.

Você pensa na vida entre baforadas e muda de opinião e revê seus conceitos e se torna uma pessoa melhor a cada bituca fedorenta apagada. O tempo de se queimar um cigarro é o tempo de gestação de uma idéia brilhante. Aquele dia na pracinha nós duas tivemos certeza de que a Revolução Francesa e a Independência Americana jamais teriam acontecido se não fosse permitido àqueles homens fumar com os amigos no bar.

Eu sei que é pro bem de todos e etc e tal. Mas vou falar uma coisa pra vocês: a minha vida nunca mais será a mesma depois dessa lei antifumo. Tô achando péssimo. Muito ruim mesmo. Tô bem triste.

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domingo, 26 de abril de 2009

Preguiça de gente grossa...

eu sou a favor da liberdade. clichê ou não. eu acho que cada um tem o direito pensar como quer, fazer o que quer, vestir o que achar bacana, falar do jeito que quiser. mas não dá pra perder a noção das leis implícitas de convivência, né?

às vezes eu vejo gente fazendo umas coisas tão sem propósito. tem gente que se orgulha de "não fazer questão de agradar ninguém", mas sei lá, eu acho feiura. dar barraco e maltratar os outros é muito feio.

eu sou contra gente que se diz muito "autêntica" e fala o que quer pra quem quiser ouvir. isso não é autêntico, é grosseiro. eu sou contra gente sem consideração com os sentimentos dos outros. acho horrível quem tripudia nas fraquezas alheias. eu sou contra tratar levianamente o que é importante pra outra pessoa.

eu juro que tento não julgar. juro. mas de vez em quando não dá. gente grossa me irrita, me bodeia, eu acho péssimo! sabe aquelas coisas que a gente aprende em casa, com a mãe da gente? tipo educação e bom senso?

afff! preguiça de gente sem classe...
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