terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Narciso, meu nêgo...

Deescobri que na Espanha a previsao do tempo é tao ruim quanto no Brasil.
Gracas a Deus!!!!

Puta sol e céu azul em Sevilla...

Vale!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Um Oscar a Wildehouse

ou O Retrato de Doriamy Gray

Todos vimos as fotos da Amy Winehouse no Caribe esta semana, certo? Pois então. Não sei o que vocês acharam, mas eu fiquei espantada de ver que ela está incrivelmente bem. Claro que aos 25 anos é natural ter uma aparência boa, mas é que ela já se mostrou em estado deplorável há não muito tempo.
It was nooo good! No, no, no.

Eu não sou de acompanhar a vida das celebridades. Em geral eu gosto da persona do artista e bodeio da obviedade do ser humano real. Prefiro não saber sobre a vida dos caras. Mas hei de confessar que eu me interesso pela Amy. Eu tenho antipatia do jeito que ela se destrói. É um pensamento bem egoísta, mas dá medo que ela se mate antes do tempo e deixe de produzir essas coisas que eu adoro. O talento dessa garota me comove.

Além da voz espetacular e da interpretação maravilhosa, as letras que ela consegue fazer não são pra qualquer um. A garota consegue se jogar de cabeça no mundão das paixões e ainda transformar abandono e dor em arte.
(Amy! Esmaaaaaaaaaga meu coração!)

Tem que ter um talento incrível pra sofrer daquele tanto e chafurdar publicamente na sua própria vulnerabilidade sem ficar piegas. E a criatura ainda faz isso virar show business. A mulher não tá pra brincadeira, não.

Enfim, o fato é que fiquei contente de vê-la bonitona e de pensar que ela está se cuidando mais. Mas chego a cogitar que na verdade ela continua em modo auto-destruição ON. E que o look mais saudável só existe porque ela tem um retrato que vai aos poucos se carcomendo, guardadinho dentro do armário...

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Só mais uma, prometo!

NY Times. Primeira página.

MIRACLE IN BRAZIL:
Madonna claims to have seen Jesus coming right before Christmas!
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Luz que me guia

Casal sai do estádio do Morumbi e entra no taxi:
- Pra onde vamos, (Ma) Dona?
- Jesus, please show us the way!

Desculpem pela piada pronta, mas não dá pra resistir.
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Bichinho

Estava eu voltando do almoço pelas ruas de Vila Mariana. De repente olho pro chão e vejo uma criatura que há muito não aparecia por essas bandas: um tatu-bolinha. Não sei se fiquei mais surpresa ou emocionada, pelo inusitado ou pela nostalgia. O pessoal que estava comigo continuou andando e levou um tempo pra perceber que eu estava agachada e contemplando algo no chão. Gente! Gente! Não percam a chance de ver isso!

Alheio aos pares de olhos que o observavam, o bichinho, ainda em versão tatu, caminhava lentamente com suas inúmeras perninhas minúsculas escondidas debaixo da sua casquinha-saiote-de-boi-bumbá. Era proeza muito difícil, eu bem me lembro, mas se você conseguisse pegar um tatu-bola na mão sem assustá-lo, ele continuava tatu e caminhava na sua mão e fazia cosquinha com aquele tanto de pernas.

Eu fiz menção de tocá-lo, e meus amigos adultos não tardaram em reprimir meu gesto com gritos de desaprovação ou repulsa. Como assim, gentê! Como é possível ver um destes e não tocar? E aí eu tive a grande surpresa ao perceber que metade da minha platéia não conhecia aquele bicho e não fazia idéia do que ia acontecer na hora que eu encostasse nele. Há! Show time!

No ato de virar bolinha, nosso amigo arrancou gritinhos e risadas daquela platéia improvável. O tatu-bola ganhou novos fãs e eu ganhei meu dia. Que delícia é a cara de alguém vendo uma coisa legal pela primeira vez! A gente não devia nunca parar de ter surpresas boas nessa vida!
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Mas e a Cabala?

"Oh! Jesus! Oh! Jesus!"

- Madonna, esta madrugada em SP, aparentemente comemorando a chegada de Jesus, ainda que uns dias antes do Natal...

Este post vem com agradecimento especial à Renatinha Sakai, amiga jornalista que passou a madrugada na cobertura desse incrível bafon...

domingo, 21 de dezembro de 2008

Morte suspeita

Vi a notícia de que uma garota de 20 anos, estudante de direito, estava num cruzeiro universitário e morreu, segundo o investigador de polícia, em condições "suspeitas". Acredita-se que a menina pode ter sido vítima de uma overdose acidental de álcool e drogas.

Não pude deixar de pensar que ela teve azar. Daí alguém pode argumentar, cínico: Ãn-hãn. Então tá: enche a cara e usa drogas e depois vem falar que morreu por azar? Pois é. Se foi isso, foi muito azar, sim. Parte meu coração, sabia? Aposto que dava pra contar nos dedos quantos passageiros do cruzeiro não estavam fazendo a mesma coisa que ela. Só sendo jovens e estúpidos. Na boa, quem nunca fez coisa bem mais estúpida e passou batido, sem maiores consequências?

Coitada dela que queimou tudo tão rápido. Estudante de faculdade, linda, loira, 20 aninhos, estava só começando. De certo nem sabia dar valor pro tanto que aquilo tudo era bom!
Ai, ai, ai...

Tá difícil desapegar de 2008

Olha, eu juro que tenho tentado ir pro trabalho e produzir, mas no fim das contas é só enrolação pra esperar a festa da "firma" que acontecerá logo mais. No consultório o assunto está sempre o mesmo: o stress do natal em família e as promessas pro próximo ano. O trânsito em São Paulo está um inferno, pois por algum motivo que eu desconheço as pessoas ficam fanáticas por olhar a decoração de natal da cidade, em especial da Avenida Paulista e do Parque Ibirapuera - o que transforma minha casa no epicentro de todo o congestionamento do mundo. Meus amigos estão indo viajar, alguns indo pra bem longe, outros estão voltando pra casa, logo alí.

Mas apesar de tudo isso está difícil deixar o ano ir embora. Eu já estou sentindo falta da rotina e das pessoas que compartilham o dia-a-dia comigo. Foram meus companheiros de reunião de gestão, coffee-hour, smoky-hour, happy-hour, wine-hour no apê, rillettes-quiche-acordeon.

Se a permanência ao redor de mesas fosse registrada em quilometragem, neste ano teriamos virado infinitos zeros nos contadores. Ainda bem que no ano que vem tem mais.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Era uma vez...

"Era uma vez uma garota que sempre foi muito CDF e tinha uma profissão que às vezes deixava ela muito triste, de tanto ver sofrimento. O trabalho dela não tinha glamour nenhum, não ia fazer ela ficar rica e de vez em quando ficava muito, mas muito chato mesmo.

Ainda assim, ela continuava fazendo aquilo todos os dias, pois achava que era o que ela sabia fazer bem feito. E ela tinha dificuldade de fazer coisas que ela achava que não sabia fazer direito. E era bem medrosa. E também porque ela não tinha nenhuma idéia melhor.

Um belo dia, digo, uma bela noite - acho que era uma terça-feira ou um final de semana - aconteceu uma coisa extraordinária! Ela foi descoberta por um olheiro da Agência de Empregos Felizes. Esse agente foi capaz de enxergar o real talento daquela garota e sabia como fazer este dom virar uma coisa produtiva e rentável!

A partir de então, recebendo um salário de petrodólares da indústria da cultura e do entretenimento, ela passou a exercer a profissão de companhia-de-pessoas-legais em cafés, bares, cinemas, baladas de gente esquisita e viagens maravilhosas! Seu rendimento profissional era agora medido por seu envolvimento em conversas animadas, piadas sensacionais e discussões filosóficas sobre a vida. Ela estava sempre cercada de gente bacana e interessante, e não precisava conviver com nenhuma pessoa que fosse mala ou do mal.

E foram todos felizes para sempre!"

F I M

O Insuportável Peso do Ser

Pronto. Fui contaminada pelo bug das retrospectivas. Sem querer me peguei pensando no ano de 2008 e seus eventos com certa nostalgia. Vou poupá-los de listas de conquistas e fiascos e vou me concentrar numa coisa só, pra resumir esse ano:
NÃO SEI O QUE SERIA DE MIM SEM MEUS AMIGOS.

O fato é que 2008 trouxe consigo a pior crise de identidade que eu já vivi - ou já ouvi relatos. Não é depressão, não é insatisfação, não é piripaque, não é doença. É mesmo a boa e velha crise existencial. Linda. Poética. Sofrida. Desgraçada. Um mergulho de peito aberto do despenhadeiro para o poço fundo que os alemães chamam de Angst.

Kierkegaard, seu danadinho! Heidegger, seu fiadaputa! Agora eu entendi o que vocês estavam querendo dizer... Socorro! Se eu já era pensativa e intensa desde pequena, esse ano atingi o ápice da chatice e da necessidade de tagarelar sobre a vida. Foi difícil - até pra mim - me aturar esse ano. Queridos amigos, não pensem que vossos esforços passaram despercebidos. Valeu aí, galera.
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Se fosse, o que seria?

Tem uma brincadeira de turminha adolescente que chama 'se fosse o que seria'. Se o Guto fosse um animal, que animal ele seria? Daí outras pessoas dão seus palpites e explicam o porquê da escolha. Ah! Ele seria um macaco, porque ele é engraçadinho e não pára quieto. E se a Dani fosse um estilo de música, qual ela seria? E assim vai.

Esta noite sonhei que estava brincando de 'se fosse o que seria' com a Madonna e a Katy Perry. A Madonna disse que se a Katy fosse um objeto, ela seria um jornal de ontem. A Katy ficou chateada e falou que aquilo tinha sido grosseiro. Na minha vez, a Madonna disse que eu seria uma folha em branco, porque eu não era notícia nenhuma. Nessa hora as duas ficaram rindo um pouco malvadas, mas eu nem me importei. A Katy disse que a Madonna seria uma fatia de melancia se ela fosse uma sobremesa e a Madonna disse a mesma coisa da Katy, mas no sonho isso era um pouco mais interessante e deixou um clima de cumplicidade entre as duas. Quando eu tinha que ser a sobremesa elas disseram que eu seria mousse de chocolate e que era sorte minha.

Acordei pensando que o mundo é cruel com as mulheres. Um pouco mais sorte temos nós, reles mortais, mulheres anônimas, que de vez em quando tem o direito de se acabar numa incrível sobremesa-bomba e sem ter que ver seu deslize revelado em uma foto gorducha na primeira página do jornal.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pertences

Lembro do tempo que eu saía de casa com um dinheirinho miúdo e a xerox do RG enfiados no maço de cigarro, uma chave num cordão no pescoço, guardada dentro da blusa. Só isso. Não tinha carro, não usava salto alto, andava de sandalinha. Era ônibus, metrô, carona. Saía de um lugar, não deixava nada pra trás. Levava só eu comigo, e era tudo que eu tinha. E às vezes era até mais do que eu conseguia dar conta.

Essa época era boa, mas também tinha muita incerteza. Eu não sabia se ia conseguir ser alguém importante pras outras pessoas, se ia conseguir fazer coisas relevantes da minha vida, se ia pertencer a algum lugar.

Tem um texto de alguém, não consigo lembrar quem, que diz que a quantidade de chaves que a gente carrega é proporcional ao tanto de responsabilidade que a gente tem. Pura verdade. Hoje eu cuido de portas, portões, cofres e cadeados. Tem sempre alguém querendo saber por onde eu ando. Eu estou sempre devendo alguma coisa pra alguém, assumindo muito mais compromissos do que eu posso cumprir. O dia-a-dia de várias pessoas depende das minhas ações e se ressente com a minha inércia. É raro eu poder exercer o direito de não dar satisfação, sumir ou sair sem as chaves.

Ontem eu fiz um mini-exercício de desprendimento. Saí de casa com a roupa do corpo, levando uma bolsinha a tiracolo com a chave da porta da frente, meu cigarrinho, celular, carteira de motorista, uma grana, um e-ticket impresso e um ingresso de estudante gambiarra pro show da Madonna. Não era tão pouca coisa assim, mas juro que foi muito difícil. O que era tão natural há alguns anos me deixou muito esquisita nos primeiros momentos. Com aquela sensação de estou esquecendo algo, estou sendo irresponsável, estou deixando passar alguma coisa.

Por sorte, em Congonhas eu encontrei aquela menina de sandalinha que eu era antigamente. Consegui desencanar. Fui pro Rio, encontrei meu brother, tomei um monte de cerveja no copo de isopor, tirei sarro e fiquei melhores amigos com a galera na pista do Maracanã, vi o show, cantei, dançei até a última ponta. Não precisei de nada que não tivesse levado. Saí de lá feliiiiiz da vida, levando só eu e meu irmão. Tudo que era importante.
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

É pra quem pode

Cara, não é possível! Todas as pessoas que eu conheço ou ouço falar serão VIP no show da Madonna. Só eu que malemal consegui uma vaga no piscinão de Ramos, pagando e de última hora.

Das duas uma: ou a área VIP é maior que a área do povão ou eu sou a única looser do meu círculo social...
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domingo, 14 de dezembro de 2008

Só se fala em outra coisa!

Gentê! Fala sério: capa da Veja?

Ó, só pra registrar que eu não vou comentar sobre aquele cara que traiu aquela atriz e morreu de overdose daquela droga.

Ok, ok, só uma coisinha: overdose de pó é tão anos 80, né não?
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sábado, 13 de dezembro de 2008

De novo não!

A História é como os idiotas: se repete, se repete, se repete...
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Eu pago um pau pra você!

Tempos sombrios se avizinham. É o que estão falando por aí. Meu amigo que amarrou o burrico na sombra daquela parede há uns dois anos me falou anteontem que tem ido dormir no carro no meio do expediente. Uivos de vento e de coiotes acompanham o rolar de palhas d'oeste em Wall Street. Cê vai procurar emprego agora, merrmão? Sei não... Sossega aí onde você tá. Quando chove dessas coisas a gente pega logo uma pequena e senta em cima pra não sobrar uma pior. É... baixa os olhos verdes enormes e fala que tá tranquilo mas tá tentando. Vai que aparece coisa melhor. Melhor que você? Difícil, hein...
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Quem eu queria ser

ou Onde o Calo Aperta

Teve um tempo eu queria ser a Renata irmã do Duda porque ela sabia assobiar bem alto com os indicadores na boca.

Depois eu queria ser o Raul porque a brincadeira dos meninos era mais legal e ele era o mais alto e mais forte.

Um tempo depois eu queria ser a Paulinha da 6a B porque todos os meninos gostavam dela.

Daí eu queria ser a Jullie porque ela não tinha horário pra voltar pra casa e a mãe dela deixava ela fumar.

E depois queria ser a Susan Sontag porque ela tinha idéias impensáveis e escrevia coisas pra fazer o mundo melhor.

Depois queria ser a Alanis porque ela cantava pra caraca, era bonita, inteligente e escrevia letras de mulher forte.

Daí queria ser a Paris Hilton porque ela era magra e rica e não levava nada muito a sério, o que resolveria todos os perrengues possíveis.

Hoje eu queria ser a Mallu Magalhães porque ela tem 16 anos e ainda tem muuuuito tempo pra fazer bobagens na vida.
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Lukewarm

Adjective: mildly warm; lacking enthusiasm or conviction
(em português seria algo do tipo morninho ou em banho-maria)

Hoje está nem frio nem quente. A iluminação lá fora meio escura, lusco-fusco que te deixa com sono o dia todo.

Quero sair, mas lá em baixo está todo mundo de guarda-chuva. Nem saio, nem faço o que tenho que fazer aqui dentro, esperando a garoinha chata passar.

Quantas vezes eu tenho que falar que o que eu gosto é de trovoada e chuva de pedra? Esse chove-não-molha me irrita!

Ô atraso de vida!
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Tive sonho mau

Essa noite tive um monte de sonhos misturados, uma coisa meio aflitiva. Eu estava num lugar escuro e não conseguia achar o interruptor de luz, tropeçava numas coisas pelo chão. Sentia a iminência de algo meio do mal, um perigo à espreita, um medo ruim, sei lá. Daí consegui abrir uma janela, mas estava tudo escuro lá fora também, não ajudou muito. Debrucei no parapeito da janela e resolvi fumar um cigarro, pra pensar no que eu ia fazer. Mas minha agonia começou de novo, porque por mais que eu revirasse tudo eu não achava meu isqueiro naquela escuridão.

Que antipatia! Como é que deve chamar isso aí? Um lightmare?



ps: esse é quase mais um post da série "Só Funciona em Inglês"
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

It's up to you, dude!

Vocês se lembram daquela brincadeira do Silvio Santos, que a criança ficava isolada numa cabine e tinha que escolher se queria ou não trocar brinquedos por algo tipo uma meia furada ou vice versa?

Pois é. Hoje vi a reportagem do camarada Isaza, que desertou das FARC e promoveu a fuga de um refém valioso que estava sequestrado havia 8 anos. Desde lançada a polêmica proposta do governo colombiano, quem abandonar a guerrilha e colaborar com o outro lado tem direito a prêmio em dinheiro e, graças ao apoio de Nic Sarkozy, asilo garantido na França.

Olha só, não me levem a mal! Eu sei que existem pessoas engajadas em suas lutas e que acreditam em um ideal, por mais estranho que ele possa parecer pra quem está de fora. Eu até acho isso bonito de um certo jeito, sei lá, romântico, cheio de significado pra vida, plenitude da existência. Puxa vida! As maiores e mais importantes mudanças do mundo, afinal, começaram por causa de um homem com um sonho, disposto a lutar por uma causa, etc e tal. Ok, ok. Agora corte para a seguinte cena:

Calor da porra no meio da floresta. Provisões escassas, gente feia e suja, armas, correntes, degradação humana, medo, clima tenso. E o calor dos infernos. Pense no rapaz Isaza, que não passa o Natal com a família há anos (pô, só porque sou guerrilheiro não posso ser cristão?) e que vê o aceno da possibilidade de uma saída estratégica pela direita (hã? hã? L7L7L7). Coloqueo-o na cabininha do Domingo no Parque, ao som da voz do homem-sorriso:

"A-aee! Você troca sua vida miserável na floresta úmida e quente por um prêmio de US$ 434 mil e um visto especial para residir e trabalhar na França???"

A vida é feita de escolhas, meu amigo. A decisão é sua.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Espelho, espelho meu!

- putz! hoje eu queria ser um pássaro.
- que lindinha! você queria ser um sabiá pra sair voando e cantando por aí?
- não. um avestruz pra esconder minha cabeça embaixo da terra.



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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Geração Coca Cola (Zero)

Quando era pequena, às vezes eu precisava de ajuda dos meus pais pra lidar com a lição de casa. Isso gerava problemas por causa dos diferentes métodos pedagógicos a que fomos expostos em nossos tempos. Por exemplo, eles tinham cartilha e aprenderam a ler decorando be-a-bá. Eu aprendi a fazer o som das letrinhas no método fonêmico: FFFF, VVVV, MMM. Os livros deles diziam que Cabral chegou ao Brasil por engano e os meus diziam que não houve engano nenhum e ele queria mesmo as índias e não a India. E assim vai.

Entre tantas outras diferenças, a que mais me intriga desde sempre é o jeito que eles fazem contas. Pelo que posso entender, eles não separam unidades e dezenas na subtração, não "emprestam um" do numero à esquerda e, para conferir o resultado, usam a sensacional expressão "noves fora". Dezessete menos oito, nove, noves fora, nada. Adoooro! Vários adultos já tentaram me explicar, mas eu jamais entendi como funciona ou pra que serve.

Mas aqui isso não vem ao caso. O que eu queria mesmo dizer é que há coisas inexplicáveis de uma geração para outra. Quem não vive no movimento de uma época não vai entender e pronto! Nem tente. Os tempos mudam. As pessoas não acompanham. E assim, "noves fora" torna-se um ícone do gap entre as nossas gerações.

Ultimamente tenho convivido com gente mais nova que eu. Eu bem que queria pensar que os anos que nos separam não chegam a configurar um gap, mas temo não ser esta a verdade. Outro dia, no bar, um casal de amigos jovens contou que, após uma festinha a dois que fizeram no apartamento, eles receberam uma multa do condomínio, acompanhada por nove páginas de reclamações. (whatdahell!?) Pois é. Um casal, uma festinha, nove páginas. Valha-me Deus!

Na minha fantasia essas nove páginas estão repletas de truques mirabolantes e práticas de perturbação da ordem (e do sossego dos vizinhos). E por mais que eu provoque a minha criatividade eu não consigo nem imaginar que diabos pode estar escrito lá.

Estou convencida de que o conteúdo dessas nove páginas define mais um gap de gerações. É o novo "noves fora".
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Aventura Amazônica II

O fato de eu estar viva significa que está comprovado que o corpo humano é capaz de suportar a temperatura de 150 graus Celsius sem danos visíveis.

Também está comprovado que a hidratação com queratina é sensacional, mantendo a aparência decente e a maciez dos cabelos mesmo quando a umidade do ar é superior a 270%.

Outra constatação: milionários são de fato altos, mesmo em condições adversas de temperatura e umidade.

E a última: não há limites para o sucesso se você estiver usando um vermelho-Valentino-básico-com-informação-de-moda. Só precisa de salto e rímel. Mais nada.
(Thanks Méliss for helping me glow!)
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Aventura Amazônica I

Acha que enfrentar a floresta foi difícil?
Você não imagina o que foi o aeroporto...
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Nada como um dia após o outro

Todo dia acorda o mesmo dia. Não um dia parecido com o outro ou igual ao anterior. Pra dizer que é parecido ou igual, você precisa poder comparar. Precisa lembrar do que acabou de passar e verificar a semelhança. Se você não lembra do que acabou de passar, todo dia é o mesmo dia.

No início dos anos 50 um homem precisou de uma cirurgia no cérebro pra se livrar das crises epilépticas que consumiam aos poucos a vida de dentro dele. Os médicos não sabiam, mas essa cirurgia consumiu o resto da vida dele, pra ele. O paciente HM, como o "caso" ficou conhecido mundialmente no meio científico, perdeu a capacidade de adquirir novas memórias, de perceber que o tempo passa e que a vida continua.
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A vida não pára? Pra ele parou. Lembrava-se de tudo que já havia passado, de quem era e como tinha chegado até ali, mas era só. Parou numa época que não ia passar. Congelou a consciência que poderia ter de si mesmo.

O HM passou a viver um eterno Feitiço do Tempo sem a consciência dos erros e acertos dos amanheceres anteriores. Sem a chance de corrigir ou optar por errar de novo. Viveu o resto dos dias num eterno presente, com eventuais momentos de susto ao olhar no espelho e ver seu próprio rosto envelhecido pelos anos que não sabia ter vivido. Desconforto aterrorizador, mas felizmente passageiro, que ia se dissolvendo na amnésia em um instante.

Hoje li a notícia de que ele se foi. A pessoa que mais ensinou ao mundo sobre a memória humana se foi. Sem se lembrar de um único dia, desde que passou a ser do mundo. Isso aqui vai muito além do meu alcance. Seria pretensiosa demais se tentasse filosofar sobre a vida. Mas não posso deixar de falar desse meu pensamento recorrente de que a vida da gente não é nada sem os outros. Quem dá sentido pra nossa vida não somos só nós mesmos. Esse cara viveu comigo bem próximo nos últimos 15 anos. Ele já não fazia mais parte da própria vida, mas foi personagem fundamental da minha e de tanta gente junto comigo. E se o sentido da vida se dá primordialmente na nossa relação com os outros, talvez eu consiga lamentar menos pelas últimas décadas de vida do amigo HM. Valeu aí, Henry! Obrigada mesmo. Pra sempre você vai morar aqui, ó!
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Pó deixar comigo!

- E aí? E aí?
- Tô tranqs!
- Mesmo? Puxa! Que bom, hein?
- Claro! Uma mulher moderna sempre tem umas cartas. Tá pensando o quê?
- Cartas?
- É. Umas cartas na manga do colete! Tudo sob controle!
- Colete não tem mangas.
...
- Putz...
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O esquema

A amiga da amiga arrumou um esquema pra essa outra, que atualmente está solteira. Era um ex da primeira, desses de vai e volta, que vale a pena manter na caderneta pra sempre, nem que seja pra alegrar uma amiga, ou amiga da amiga.

Manda bem? Manda. Mas é simplesinho. Não vai começar com papo inteligente, hein? Nem falar daquela história do chapéu. Ele vai pegar mal. Aff... mais alguma coisa que eu preciso saber? Não. Só não tocar naquele papo do chapéu, mesmo. De resto tudo tranquilo.

Estranho esse negócio de escontro (quase) às escuras. A gente já se falou pelo MSN umas vezes. E ontem a primeira vez pelo telefone. Ele pronuncia meu nome errado. Fiquei sem graça de corrigir. Tem uma voz legal, mas algo me diz que é um pouco mala. Meio aceleradinho. Bom, qualquer coisa eu chamo um taxi e sumo. Mando um beijomeliga, só que é interurbano.
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Memórias do Século Passado IV

Desde pequena eu levo tudo muito a sério. Acho que eu não posso errar ou não saber alguma coisa que eu deveria saber. Dia de prova era tenso, ainda mais quando a matéria não era exata ou não tinha regras pra seguir. Proparoxítonas me deixavam segura porque sempre tinham acento. Equações de segundo grau pediam fatoração ou fórmula de Baskara. Simples assim. Ciências exatas, naturais, letras, até mesmo história, com datas e fatos: zona de conforto.

O que complicava eram as ciências humanas. Na prova, as perguntas começavam com "Dê sua opinião", "Analise os prós e os contras". Fala sério! Socorro! Pacto de Varsóvia, OTAN, Veias Abertas da América Latina, OPEP, Estado de Israel. Não tinha como dizer quem era do bem, quem era do mal. Tantos fatores em jogo, tanta ideologia disfarçada, os interesses mudavam por causa de uma pequena alteração no cenário. Eu tinha a constante sensação de que jamais ia conseguir entender aquilo tudo direito.

Minha professora chamava Luzenilde e parecia ter especial prazer em me ver confusa, questionando tudo, aprendendo na incerteza. Não tem certo ou errado, ela dizia, não contendo um risinho sádico. Eu quero saber o que VOCÊ acha!

Eu sempre saía chorando das provas de geo-política.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Por uma vida menos ordinária

Lembre-se sempre de abrir ou fechar, conforme pede a ocasião: a porta da sua casa, a carteira, a boca, a janela do quarto, o jogo, a caixa de Pandora, os olhos, a mão, o livro, o ziper.

Os segredos convém manter sempre trancados. A cabeça sempre solta. O coração escancarado. Senão nem vale a pena o resto.

domingo, 30 de novembro de 2008

Como fala essa menina!

Bem que eu sabia! Isso aqui ajuda a gente a por ordem nas idéias.

Freud já dizia que falar cura. Agora a Scientific American reuniu pesquisas que dizem que escrever também faz bem pra cabeça. Palavras, palavras. Parole, parole. Quando começo a desconfiar que os amigos não aguentam mais me ouvir falar tanto, a saída é escrever. Viva os posts de condensados de conteúdo de terapia!

A Méliss falou pouco, mas falou tudo: "blog é o novo divã".
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Deve ser o Corn Flakes toda manhã

Às vezes é bom ficar perto de gente rica, viu? Pra toda hora não é muito recomendável, por motivos óbvios do efeito que a comparação vai fazer com o que você acha da sua própria vida. Mas pra de vez em quando... amigos milionários são o que há!

Festas sensacionais, lugares incríveis, presentinhos, mimos. Comidinhas, bebidinhas, cristais, prataria, música. Muita risada, vida boa, tudo fácil. E já reparou como eles são bonitos? E têm bom gosto? E são educados e gentis? E o tanto que eles são altos?

Mas o importante é ter saúde, né gentê?
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Só mais essa vez...

Olha! Eu juro... É sério... desculpa mesmo que eu atrasei! Foi mal. Eu sei, eu sei que foi mal. Mas é que é muito irresistível! De novo eu caí na tentação de apertar o Snooze.
Daí ele me deu uma chave de perna e me agarrou pelos cabelos e me olhou com uma carinha e falou:
- Ah, vai... fica aí mais nove minutos...

Quando eu vi... já era!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Les Femmes du Cinema

Nesta semana rolou um festival de cinema francês aqui em São Paulo. Acho que era um pocket festival, na verdade: poucos filmes, uma sala só por dia. Dois ou três contemporâneos e mais uns clássicos, como o Jules et Jim, um dos meus favoritos de todos os tempos.

Menos por especial interesse e mais pela conveniência de horário*, acabei indo ver Felix et Lolla (você deve pronunciar Fêlííx e Lollá). Esse é um filme de 2001, dirigido por um cara chamado Patrice Leconte, de quem eu confesso só conhecia O Marido da Cabeleireira - daqueles filmes deliciosos sobre personagens mal resolvidos chafurdando em um relacionamento improvável (considerado fantástico por 10 entre 10 estudantes de psicologia).

Onze anos depois de discutir a relação entre a cabeleireira e o homem que teve a infância triste, Monsieur Leconte, resolve unir o dono de parque de diversões ugly-sexy Felix e a jovem triste-enigmática-eu-uso-muito-lápis-no-olho Lolla. Um filmezinho quase inócuo sobre uma relação meio sem tensão e sem cuidado, que engata mais pela falta de perspectiva na vida dos dois do que qualquer outro motivo.

Uma das poucas idéias boas do filme é assinalar uma certa queda que homens bacanas têm por mulheres distímicas e que atuam a carência fazendo criancices pra chamar a atenção. Saí pensando que qualquer 20 mg de Prozac talvez deixassem a Lolla menos atraente pra alguns, mas definitivamente bem menos chatinha.


*Foi mal Méliss! Eu confundi as datas. Sorry.
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A calada da noite

Fui pra lá já era tarde. Depois de um dia de trabalho, já meio baleada. Quando eu cheguei ele já estava me esperando. Sorriso aberto, sabia meu nome, cumprimentou charmoso, a mão ficou no ombro, tentando me deixar a vontade (em vão).
- É sua primeira vez?
- É... não... mas...
- Hehe. Então você vai me dar trabalho, né?
- Heh...
- Já veio preparada pra fazer hoje?
- Ãmm...
- O que você prefere fazer?
- É... eu...
- Quantas vezes por semana você tá pensando?
- Hmm...
- Quais são seus objetivos aqui?
- Eu...
- Prefere musculação ou aeróbicos?
- ...
Ele falou, falou, falou, mediu, pesou, cronometrou. Vamos começar com tudo, então? U-hu! Beijo! Até amanhã!

Eu entrei muda e saí calada.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Intempéries

Aquele cantinho da sala da nossa casa parece o pátio da casa da Frida Kahlo. É cheio das nossas referências, dos nossos gostos, coisinhas penduradas, mantas, plantas, o oratório que eu trouxe da Bahia. A orquídia rosa está super florida, eu ganhei dos meus meninos pequenos no meu aniversário e coloquei naquele vaso que eu adoro, de porcelana coral. Tem uma corrente de contas de cristal com o passarinho de vidro na janela. Os cristais espalham o sol em bolotas de arco-iris pelas paredes. E o espelho grande duplica todas as cores. Amarelo, açafrão, azul, verde, roxo, magenta, laranja, vermelho.

Em tarde abafada de deserto mexicano não dá vontade de se mexer pra não piorar o calor. Mas eu tive que sair correndo por causa do aperto enorme na garganta na hora que eu vi que estava tudo molhado, porque chovia lá dentro. Meu amigo falou que no deserto do Chile as casas não tem teto. Na certeza da estiagem, a proteção que o teto poderia oferecer perderia o sentido e seria só prisão. Mas pobrezito de quem tem tanta certeza de alguma coisa. Essa casinha que a gente constrói em dois tem que cobrir sim, e cuidar todo dia. Esses cantinhos da nossa vida cheio das nossas coisas são sagrados. A gente não pode deixar nada estragar.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Pra falar de muros, coração e chuva

Quando eles eram pequenos eles brincavam juntos. Eles gostavam de dançar em cima dos muros. Ela sempre subia mais rápido que ele, mas depois tinha medo de descer. Ele sempre ajudava ela a descer, emprestava o ombro pra ela usar de escadinha.

Uma vez eles estavam em cima do muro e começou a chover. Quando ele estava ajudando ela, por causa da chuva, ela acabou caindo e quebrou o braço. Ele teve muito remorso, porque achava que era culpa dele que não tinha cuidado direito dela. Mas ela falou que aquilo era bobagem dele. Não era culpa de ninguém. A chuva que veio de repente. Ele assinou no gesso dela e fez um coração.

Depois que o braço dela sarou, eles voltaram a brincar nos muros todo dia. Agora a chuva não pegava mais eles desprevenidos, porque a cicatriz dela começava a doer quando o tempo ia mudar.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Memórias do Século Passado III

Não tenho o que reclamar dos meus pais. Eles fizeram um ótimo trabalho comigo e meus irmãos. Mas a dura realidade é que a vida em família é um trabalho hercúleo e é impossível criar filhos sem gerar traumas.

A pobre da minha mãe passava os dias cuidando da casa e de duas crianças pequenas. Vez ou outra, acabava desabafando: "Um dia desses eu sumo. Vou me embora pra Manaus!" - era sempre Manaus.

Cara, era foda! Até hoje eu não sei porque ela escolheu Manaus como rota de fuga. Pra mim, pequena, mesmo sem conhecer ou ter qualquer referência a respeito, tal cidade nunca inspirou muita simpatia. Eu achava que Manaus era uma grande Zona Franca - que eu também não sabia o que era - onde as mães se refugiavam de seus filhos desagradáveis.

Passado o tempo do medo real do abandono, a minha antipatia pela cidade ficou meio que esquecida por anos. Até que recebi o convite para o casamento de um amigo querido, que vai ser no mês que vem, em Manaus. Essas lembranças vieram à tona, claro, como uma piada de mau gosto da minha mãe que nós, filhos, nunca soubemos apreciar.

Agora estou com a passagem comprada, vou pra lá sem medo e acho que vou adorar a cidade. Mas confesso que lá no fundo eu estou aliviada de não ser mãe. Se eu tivesse filhos, sem dúvida a ameaça de sumiço já teria rolado muitas vezes. E, na boa, nenhum de nós ia ter muita certeza sobre o meu retorno.
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Desabafo!

No meu mundo ideal a meritocracia ia valer de verdade.

Essa capachocracia* que rola hoje por aí não ia ter vez. O cara bom teria o que lhe fosse de direito. O cara ruim ia pastar. Não ia adiantar puxar saco. Paciência. So sorry. Lamento.

Vamos ver se deu pra entender: o cara incompetente e bonzinho CONTINUA incompetente. A gente até gosta mais dele do que do incompetente e mau-caráter, mas AMBOS são igualmente incompetentes. Sacou?


*o nome originalmente inventado pela Pri e eu era limpabundocracia, mas achei meio pesado.
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domingo, 23 de novembro de 2008

Burn (This Cliche) After Reading

O clichê #1: falar que as pessoas se "reinventam".
O clichê #2: chamar essas pessoas de "camaleões".
O clichê #3: usar o velho truque do "separados no nascimento".
(hahaha tô adorando isso!)
O achado: Alex Atala está no novo filme dos irmãos Cohen.
O clichê#4 (incidental): chamar os caras de "os irmãos Cohen".
O post propriamente dito:

"De punk do ABC a badalado cheff nos jardins, o camaleão Alex Atala mais uma vez se reinventa e ataca de galã no novo trabalho dos irmãos Cohen!"
Ai, ai, ai... e o que dizer sobre a expressão "ataca de galã"?


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sábado, 22 de novembro de 2008

La Notte Chiara

Ela tinha uns 22 anos, era contadora de histórias, atriz de teatro, fazia comunicação ou artes de alguma coisa na PUC. Estva sempre cercada de gente, era muito doce, meio bruxa. Sacava as pessoas, mesmo sendo tão menina. Era super intensa em tudo que fazia, ria por tudo, escancarava a própria vida pra qualquer um. Falava sem parar. Tinha uma graça drewbarrymoresque, meio estabanada, meio charmosa. Ela tinha sido a Noite na última peça. Combinava total, fosse escura que nem um breu ou clara, cheia de lua e estrelas.

Um dia eu cheguei e ela estava triste, brava, inconformada. Ele não tinha ligado. E também nem apareceu. Ele só ligava quando combinava. Era uma vez de cada. E sempre naquela hora, mas ela achou que talvez ele pudesse uma vez ligar sem combinar. Porque ela tinha saudades e tinha falado pra ele. No começo ela achou que dobrava ele. Que ele ia acabar se empolgando e ligando fora de hora. Talvez até aparecesse, assim, sem mais essa nem aquela. Mas isso aí não ia acontecer, não. Ele até que cumpria o que prometia, mas nem prometia muito pra não deixar ela esperando. Ou sei lá se era exatamente pra ela ficar esperando, mas aquilo fazia ela sofrer demais.

"Eu quero uma surpresa! Sabe? Apareci, liguei, enlouqueci! Eu quero assim... um de repente! Eu não quero um funcionário público do amor!"

Ela era tão menina e achava que já sabia o que queria.
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Espelho, espelho meu!

- puxa. hoje eu estou um urso panda.
- ai, que amor! um bichinho raro e fofo?
- não. lenta e com olheiras.
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Ah! Quem quiser conhecer a descrição mais bacana de preguiça, vai lá ver o que o amigo Gustavo escreveu.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Tá bom assim?

Sabe aquela imagem de uma criancinha na praia tentando esvaziar o mar com um baldinho?

Parece você tentando arrumar esse cabelo de manhã.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

My twin

Das melhores épocas da minha vida eu passei do seu lado. E foram épocas tão boas grande parte pela sua presença. Você é a melhor companhia que alguém pode querer. Você é uma das pessoas mais doces que eu já vi. Você é linda, inteligente e talentosa. Você é boa e nunca deixou o mundo te estragar. Meu amor, minha querida, minha igual, minha prima gêmea. Eu queria que a gente pudesse dar risada sem fim durante dias seguidos como a gente fazia. E depois chorar na hora de ir embora por ter que se separar. Eu queria pegar você no colo e agradar seu cabelinho macio. Pra te ajudar a tomar coragem de enfrentar o mundo. Fica mais um pouquinho aqui. Dorme e descansa. A gente tem idéias melhores quando está tranquila. Não precisa sair correndo. Só promete pra mim que não vai deixar o mundo te estragar. Depois a gente vê o que faz.

Eu quero. Eu pego.

GO-GETTER: é uma das minhas expressões favoritas em inglês. Eles usam pra descrever uma pessoa que vai atrás do que quer. Sabe o que quer e faz acontecer. Não fica esperando. Vai lá e consegue. Vai lá e pega!

No fundo, a gente até poderia dizer que o Go-Getter é uma versão politicamente correta, socialmente adaptada e psicologicamente saudável do Plunder*... mas essa é outra história.

Enfim, quando vi esta criaturinha do video achei uma gracinha de go-getter girl. Apesar de ter que admitir que houve uma certa estupidez da parte dela! Não foi atitude de uma mulher madura, convenhamos...

Sei lá, meninas! A gente tem que ir atrás do que quer nessa vida, mas tem que saber onde está se enfiando, não é mesmo?

video



* Plunder é aquele que faz pilhagem, saqueia. Pega o que é dos outros pela força. É o pirata tosco, de faca entre os dentes. O plunder sai pegando geral porque é a única coisa que ele sabe fazer. Pega até o que não quer. Só pela pilha da pilhagem...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sou viciada mas tô na moda!

Nesse final de semana postei uma confissão sobre meu atual vicio em blogs. É fato que ninguém deu a mínima pro texto, mas paciência. Era tudo verdade. Eu sou mesmo blogólatra.

Daí eu passei na frente da banca de jornais e vi a capa da última revista Época. Se a febre está até em capa de revista não é crime.
É tendência!

Not my fault. Eu sou apenas mais uma vítima dos tempos.



Memórias do Século Passado II

Imagine o seguinte cenário: um rapaz de 20 anos se casa com uma viúva bonitona. O pai do rapaz se casa com a filha ruiva da viúva. O rapaz e a viúva têm um filho lindo. A partir daí o rapaz faz uma canção sobre as relações familiares e, num insight revelador, acaba descobrindo muito sobre si mesmo!

Obra prima da cultura pop infanto-juvenil.
Além de ser um excelente exercício de lógica.

Esse videozinho aí vale cada minuto do seu tempo. Juro.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Don't need to catch my breath

Guento 10 minutos: aeróbica, step, spinning, localizada, esteira, body pump, circuito, trampolim, street jump, harakiri, torniquete.

Guento 5 horas: pista + som + gente esquisita. E só saio sob protesto.

Esse foi mais um episódio da série:
'queimando tudo até a última ponta' ou '2008 é o ano'.

It ain't over till it's over, babe!


domingo, 16 de novembro de 2008

Cadê o Rudolph?

Eu devo estar ficando velha e intolerante, porque os dias de hoje me parecem muito estranhos! Olha que eu até me considero bem moderninha, mas fala sério:
Baby-Chewbaccas-de-Asa-Delta na decoração de Natal?!
Onde esse mundo vai parar, minha gente?



sábado, 15 de novembro de 2008

I'm a weirdo

Nunca fumo sem chiclete ou bala.
Tenho antipatia de escrever com lápis HB.
Sei o cheiro das pessoas.
Ponho água fria no café.
Não gosto de filmes de neve.
Falo um monte de coisas em inglês no meio das frases.
Uso muito mais adoçante do que parece razoável.
Tenho as mãos sempre frias e detesto se elas ficam quentes.

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Daqui a pouco eu faço!

Procrastinar é uma arte. E eu sou bem boa nisso há algum tempo.

Não estou nem falando do truque de fingir que não tenho nada pra fazer. Falo dos artifícios usados para, deliberadamente, não fazer o que deve ser feito, mesmo quando:
1) já me dispus a fazer e
2) já me posicionei para a ação.

Na época da escola, começava a estudar sentada de frente para os livros (vejam bem: estava disposta e posicionada), mas logo iniciava o ritual de procrastinação. Nessa época minhas ferramentas eram o abrir-contemplar-fechar de geladeira, o início da MTV Brasil e os incontroláveis cochilos em cima do material.

Durante a faculdade incrementei meu repertório com os textos-viagens-filosóficas e cigarro. Este último particularmente eficiente.

Mais tarde somaram-se os joguinhos de computador, a internet discada, o ICQ, a banda larga. Aí fodeu danou-se! Estava inaugurada a era da procrastinação sem fim. Socorro.

Passei pelos sites de bandas, artistas, universidades, autores, fashionistas, doenças, bobagens, notícias, mundo cão, download de músicas, e tudo mais. Foram anos e anos adiando tarefas.

Até que tudo deu uma equilibrada há um tempinho. Não que eu tenha chegado no fim da internet (juro que meu irmão chegou!). Mas já conseguia restringir meus interesses. E voltei a ser uma pessoa produtiva: fiz relatórios, artigos, capítulos de livro, aulas! Infelizmente isso já é passado, agora.

Comecei a seguir blogs há uns meses. Todos os dias, antes de começar a trabalhar, sou compelida a checar mais de uma dúzia de endereços de pessoas que escrevem coisas que eu gosto de ler. Famosos, amigos ou desconhecidos. Estou fanática. Chego ao cúmulo de escrever para alguns desses blogueiros reclamando de baixa produtividade ou outra bobagem. Virei 'mala'. É o fim!

Sou uma seguidora compulsiva de idéias alheias. Quero saber o que se passa na cabeça das pessoas. Quero acompanhar a vida dos outros, pra poder procrastinar o ato de cuidar da minha própria. Quero me ocupar dos outros. Assim dou um jeito de disfarçar e ignorar a areia que escorre desvairadamente nessa ampulheta que me acompanha.

Quero fazer tanta coisa nessa vida que não consigo sair do lugar. I'm fucking stuck.
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Experts

Adoro gente que sabe do que fala. Quando alguém domina um assunto, consegue explicar aquilo de forma simples, acessível, sem pedantismo.

Em contrapartida, tenho antipatia de gente que se mete a entendido. Sabe de tudo um pouco e quase tudo mal. Extrapola informações, quer parecer mais do que é. Pior ainda quando mistura informações exotéricas pra demonstrar intimidade com o tema.

- Sabia que está comprovado cientificamente que fazer palavras cruzadas e ouvir Mozart evita que você tenha Mal de Alzheimer? Após anos e anos estudando neurociências e não tendo qualquer certeza sobre o assunto, sou obrigada a ouvir isso com frequência. Affff! Que cansativo... Não sei nem por onde começar a explicar o absurdo dessa afirmação.

Mas outro dia ouvi uma história ótima. Redenção total! Uma criatura entrevistando o Burle Marx, ao invés de aproveitar o brilhantismo do artista, resolve parecer inteligente:

- Mas então, todos sabemos que para ter plantas bonitas nós devemos cuidar delas com amor. Você sabia que as plantas gostam que a gente converse com elas e coloque música clássica no ambiente?

- Olha, isso eu não sei. O que sei é que planta gosta mesmo é de água e de cocô.
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Há! Sensacional!
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

One down. 1600 to go.

Finalmente concluí a maratona de renovação da carteira de motorista! Nem foi tão difícil. Se eu soubesse não tinha ficado com a habilitação vencida por mais de um ano tantas semanas!

Achei uma auto-escola na Barra Funda que é a Disneylandia da CNH. Tem tudo que você precisa: foto, exame médico, provinha, ficha, assinatura, carimbo, protocolo. Você resolve tudo em 2 horas e pega o documento em 3 dias úteis. Se preferir o motoboy entrega. Fácil assim.

Pois é. Tive que usar meu horário livre, mas pelo menos me livrei dessa. Agora só falta depositar aqueles cheques, fazer dois relatórios, comprar o sabão em pó que a Bel pediu, fechar o projeto do doutorado e enviar pro comitê de ética, ir ao dentista, fazer os óculos pra longe, reservar as passagens, buscar o vestido vermelho, marcar a dermatologista, levar o carro pra revisão, cuidar das orquídeas, responder o email da Ju, resgatar meus pontos e trocar meu celular. Ah! E justificar meu não-voto e tomar a vacina de rubéola. Como amanhã já é sexta, acho que vou deixar pra começar a academia na semana que vem.

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Vibe da 4a invade a 5a

Despertador. Snooze. Despertador. Snooze. Despertador. Banho. Cabelo esquisito. Trânsito. Paciente. Paciente. Café. Relatório. Paciente. Impaciente lendo artigo. Saudade rapidinha no MSN. Trânsito. Música. Cigarro. Música. Cigarro. (outro?) Universidade. Falta de energia elétrica. Falta de energia pra trabalhar. Chocolate. Carolina de chocolate. Bolo de Chocolate. Café. Mais um cigarro. I wish I could play the guitar like the motherfucking Vai. Ainda 12:28 pm.

Hoje o dia promete.

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Genial parte X

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A História é como os idiotas: se repete, se repete, se repete...
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Genial parte IX

Há dois tipos de pedagogia: a do Piaget e a do Pinochet.

Numa versão alternativa à sabedoria popular:
"Quem não aprende por amor, aprende pela dor."

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Eu acredito em Lei Seca

(mas não tenho habilitação)

Depois da onda de prender bêbados que houve há alguns meses, não tenho mais ouvido falar muito de policiais fazendo blitz na noite de São Paulo.

Mas eu acredito! Acredito e obedeço.

Não exatamente como a Velhinha de Taubaté, que realmente conseguia crer que tudo estava certo. Eu mais obedeço pelo medo de ser punida, mesmo. Confesso. 'Obedecemos aquilo que tememos', dizia alguém ontem no bar, citando Maquiavel.

Meu medo de ser pega numa blitz é ainda agravado pelo fato de que minha carteira de habilitação está vencida há mais de um ano. Shame on me! Não tem desculpa, eu sei. Mas tenho trabalhado muito e, juro, no meu tempo livre eu só quero fazer o mínimo possível. Estou me permitindo essa transgressão. Sou péssima! I know.

Com isso tudo, acho que eu tento ser menos culpada cumprindo a lei seca à risca. Minha idéia tosca é que se eu 'andar na linha' posso ser um pouco subversiva de vez em quando. Sei lá, se o Al Capone tivesse mantido a linha e pago uns reles impostos...

Enfim, o fato é que passei a noite tomando coca zero. Os amigos curtiram suas cervejinhas e 'mauses', e eu sóbria como um terno de tweed. Voltei pra casa com a mente clara e sem ressaca. Ao atravessar a Paulista, tive só um pouquinho daquele frio na barriga de quem sabe que está fazendo coisa errada. Eba! (Pensei.)
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Depois me pergunto se não seria mais inteligente pular de paraquedas ou brincar de roleta russa na montanha russa pra conseguir essa adrenalina...

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Memórias do Século Passado I

Eu tinha 4 anos quando aprendi a ler. Lembro do susto que meu pai levou quando percebeu que eu estava lendo de verdade. Ele até chorou um pouquinho. (Que amor, esse Zé!)

Eu estava folheando um gibi chamado Lulu e Bolinha. A turma dos meninos tinha um clubinho e colou uma placa na porta. A primeira coisa que eu li na vida foi essa tal placa:

MENINA NÃO ENTRA!

E eu ainda fico triste quando me sinto maltratada pelos meninos.

domingo, 9 de novembro de 2008

Genial parte VIII

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A História é como os idiotas: se repete, se repete, se repete...
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sábado, 8 de novembro de 2008

Zeca

Hoje de manhã, em meio às taças vazias, tinha uma caixinha de marlboro light com um mini bic laranja em cima. Por um segundo tive a sensação boa de que você estava aqui comigo. Será que um dia você volta?

E se?

Quantas chances a gente tem pra escolher como a gente vai ser?
Não estou falando de mudanças.
Estou falando daqueles lados todos que já existem em mim.
Eu escolhi ser alguns. E não outros.
Isso não quer dizer que eu não POSSO ser outras tantas coisas.
É só que ATÉ AGORA eu escolhi ser assim.

Eu me envolvi profundamente com pessoas e coisas que combinam comigo. (Ou pelo menos com essa pessoa que eu escolhi ser). O que será que acontece com esse meu "entorno" se eu resolver ser diferente? Ainda eu mesma, mas diferente? Será que tudo desaba? Será que ainda vai haver lugar pra mim?

O Veríssimo (Luis Fernando) tem uma crônica fantástica sobre algo parecido com isso. Ele conta a história de um homem, pai de família, cidadão respeitado, dentista. Viveu quarenta e tantos anos tranquilo, reservado, discreto. Boa gente, sempre, mas na dele. Um dia apareceu para o café da manhã com um daqueles óculos de plástico que vem grudados num narigão e um bigode de Grouxo Marx.

A família, espantada a princípio, morreu de rir daquela atitude! Mas essa agora! Acharam engraçadinho, meio bobo, mas divertido. Passado um tempo, como o homem não tirava o nariz, o clima foi ficando meio esquisito, e a família deliberadamente pediu para que ele parasse logo com aquilo. Brincadeira tem limite!

Mas não era brincadeira. O homem tinha decidido que dali em diante usaria o nariz. Seria a mesma pessoa, mas com aquele nariz. Pois é. No final das contas o Veríssimo é bem cruel com o pobre homem. Ele acaba abandonado pela família, desacreditado pelos pacientes. Até o cachorro passou a hostilizá-lo. Foi o fim.

Mas gente! É só um nariz do Grouxo Marx! Eu ainda estou aqui! Sou a mesma pessoa!

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E se, em algum momento, eu resolver ser uma coisa diferente?Será que é justo julgar uma vida inteira por um nariz? (por mais bizarro que ele seja?)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Sabe da última?

Haven't you heard, darling?

Blog is the new "divã"!

Méliss e eu juntando terapia, internet, tendências e interior design!

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Profissão: perigo! Not so funny.

No post de ontem eu resolvi arriscar um estilo diferente de escrever e fiz uma historinha supostamente engraçada a partir de uma piada interna do trabalho.

Nada digno de nota. Pura experimentação e amadorismo.

Mal sabia eu que hoje cedo seria surpreendida por uma notícia estilo Cidade-Alerta, relatando que uma psicóloga foi assassinada na Vila Madalena. Ela ia buscar os filhos na escola, foi abordada por dois homens e levou 3 tiros na cabeça. Não se sabe muito sobre o caso, mas o delegado declarou que o crime teve características de execução (!) e que não se descarta a hipótese de que sua morte pode estar relacionada ao seu trabalho como psicóloga (!!!).

Triste. Bizarro. Muito bizarro.

Nem sei direito o que dizer...
Sei lá... Valha-me Deus! Onde esse mundo vai parar?
Algo assim.

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O garoto-problema

- E aquele menininho tímido que vinha com o motorista?

- Aquele italianinho? Então, eu não vejo mais.

- Ué. Mas a terapia não estava indo super bem?

- Estava tudo ótimo. Mas a mãe resolveu que ele não vinha mais.

- Estranho...

- Pois é. Eu tinha até chamado os pais, pra dar um feedback pra eles. Falei que o garoto finalmente estava conseguindo se abrir mais, falar mais da vidinha dele, das coisas da família. Eu achei que eles iam ficar satisfeitos, mas logo depois disso sumiram com o menino.

- Puxa... Meu Deus! Que absurdo!

- Não é absurdo, não, sabe? Até que é comum isso. A criança começa a se abrir mais, os pais ficam com receio de serem julgados, de que a família fique muito exposta...

- Mesmo assim! Você não tem medo?

- Como assim medo?

- Rapaz! Se os caras deram um sumiço no próprio filho porque ele falou demais, imagina o que não vão fazer com você na próxima queima de arquivo!!!!

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A pedidos: As Ovelhinhas

Depois da postagem de ontem sobre a insônia eu recebi infindáveis comentários, emails e telefonemas de pessoas falando que aquela ovelha é muito fofa, e querendo saber mais sobre ela.

Então, a pedidos, apresento uma das melhores invenções dos americanos: the Serta Sheeps!



Quem quiser mais, procure 'serta sheeps' no youtube e veja os adds originais.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Bitter Sweet

"Como no doce,
o amor acabou num pio triste de pardal.
Guardei o carinho restante
num vidro de perfume - que você quebrou.
No amor não se raspa,
nem se lava a tigela.
Deixa-se uma réstia de saudade;
um sonho bonito para quando estiver só.
O doce acabou e não se deu por conta,
na gula febril de mais um bocado - deixou nada.
E assim me sinto.
Sem doce, sem amor, sem carinho,
sem um pio triste de pardal
para me consolar.
Tinha uma foto sua e não tenho mais.
Sem nada."

Trecho da peça Feminina Lunar, do querido amigo Marcus Vinicius.


Pra inspirar as amigas nas fases de lua cheia.
E nas de vazio.

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322: pula, 323: pula, 324: pula...


Depois de passar boa parte da noite contando carneirinhos, finalmente consegui dormir um pouco ao ouvir os primeiros piu-pius anunciando a manhã.

Qual não foi minha surpresa ao abrir meu email hoje e encontrar 3 mensagens de amigos, de turmas diferentes, dizendo que tiveram uma longa noite de insônia. Conhecendo um pouco de cada um, imagino que os motivos da 'noite em claro' têm em comum o estômago: excesso de álcool, de borboletas, de gremlins.

E eu, no caso, não sei se tenho estômago pra algumas coisas que rolam nessa vida.

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Genial parte VII

"A vida não é pra principiantes."


Esse é o amigo Giachetta desafiando o limite entre a piada e a filosofia.

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Declaração Universal dos Direitos

dos Homens
Liberdade, Igualdade e Fraternidade

das Mulheres

isso aí de cima e mais: Pegada, Chocolate e função Soneca no despertador!

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Em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU, 1948.

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Pausa pra um suspiro

Estou aqui escrevendo um relatório de um paciente. Falando sobre memória. Mas eu queria mesmo era falar sobre memórias.

namorar na grama, pôr do sol no alto do morro das pedras, caminhada interminável até a cachoeira, fogueira com cheiro de eucalipto, mancha de terra na barra do jeans (não sai nunca mais), andar descalça no chão de brita, pisando devagarinho pra não doer muito, folhinhas no cabelo dando bandeira da molecagem, carrapichos grudados no tênis... ooooo vida boa...

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Juntando os trapinhos

Há tempos havia casamento entre primos consanguíneos para que se mantivesse indivisível a fortuna da família.
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Em um dado momento da história a Igreja determinou o celibato ao seus sacerdotes para que seus bens permanecessem acumulados.
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Hoje quem tem grana produz pra quem tem grana e consome de quem tem grana. Pois é. Não vai chegar na sua mão. A circulação dessa dinheirama continua rolando intra-castas!
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Resumo da ópera: "Quem tem, tem. Quem não tem, vintém."
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domingo, 2 de novembro de 2008

Só funciona em inglês I

Em Mais Estranho que a Ficção:

Will Ferrell tem intenções românticas com a dona da bakery.
Chega carregando uma caixa cheia de pequenos pacotes, cada um com um tipo de farinha.

- "I brought you flours!"

Genial.

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Três Palmas. Nenhum Urso.

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- Tá passando aquele filme que eu te falei.
- Hm?
- Aquele que lançaram esse ano em Berlim.
- De quem era mesmo?
- Daquela belga, meio deprimidinha, que eu sempre choro. Vamo?
- Será?
- Olha, parece que tomou um pau no primeiro festival, mas teve uns reviews ótimos em Cannes.
- Tá...
- Ebaaa! Vou ligar pras meninas irem com a gente!

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- Elas toparam! Vambora?
- Peraí...
- Eeei! Onde você vai de i-pod e game boy???

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sábado, 1 de novembro de 2008

Onde foram parar meus patins?

A princípio não se sabe nada.
A gente tem que aprender até a se divertir, veja só.

Houve um tempo em que a festa que eu não ia era sempre mais legal. Na minha cabeça, claro. Se ficava em casa, achava que estava perdendo a festa. Se ia pra festa, achava que não estava tão boa assim... queria estar sossegada em casa. Era um porre ser tão inquieta.

Anos corridos de vida (e terapia) e hoje sou mais tranquila e me divirto mais. Aprendi a curtir o momento e o meu entorno. Curto as pessoas que estiverem disponíveis alí. Consigo transitar sem problemas se tiver que ser de salto alto e chapinha no meio dos jet setters, de óculos no simpósio cabeça, de cara lavada na mesa do boteco ou de meias vendo tv. Na boa.

Agora, se quer me ver feliz mesmo, me deixa solta pra dançar no meio de gente esquisita. Aí sim! Nunca vai existir outro lugar melhor no mundo, cara!

Só fico pensando que eu tinha que parar de exagerar como quem tem 20 e poucos, pra ver se consigo esticar os 30 e poucos por mais um bom tempo.


PS: Um outro título pra esse post poderia ser:
QUEIMANDO TUDO ATÉ A ÚLTIMA PONTA

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Sabadão... isso é que é vida!

Semana cheia. Não para, não para, não para!
E a sexta feira se encomprida...

Então hoje eu acordei as 9h.
E às 11:30. Depois às 2 e pouco.
E finalmente às quatro da tarde.

O que dizer? Tem gente que é profissional no assunto.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Genial parte VI

O rei da 'pegada' é o pgsbomanheb jsomjs jdg odjene!

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ATENÇÃO:
ESSE POST FOI REMOVIDO POR MOTIVOS DE PIADA MELHOR.

Embora não tenha respeitado a lei universal dos blogueiros que diz que se não for postada em até 6 horas a piada ou a idéia passa a ser de domínio público, esta corte considerou que o o presente post era um spoiler de uma boa piada e deveria ser excluído. Justifica-se o ato a posteriori entendendo-se que o post do dono original da piada, embora atrasado, constituía, em verdade, uma piada mais elaborada e com melhores possibilidades.

Confira:

http://1dos2caras.blogspot.com/2008/11/giachettada-em-busca-da-pegada-ideal.html
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É ilegal, imoral ou engorda

Ele chegou meio de surpresa.
E mudou minha vida. Pra melhor.
Muito melhor!
Uma revolução instantânea.
Obsessão arrebatadora!
Passei dias sem pensar em mais nada.

Diziam que a qualidade não era excepcional, mas... who cares?
Era super acessível, fácil e rapidinho.
Foi tão boa essa paixão!
Mas do jeito que veio, foi.

Acho que porque ficou muito escancarado!
Evidente que aquilo não era legal...
E cá estamos todos novamente dependentes do peer sharing.

youtubetracks... I am gonna miss you forever...

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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Desce daí!

Pilhada no trabalho! Ocupadíssima! Material da reunião de logo mais. Atrasada. Concentradíssima!

- Tem um senhor lá em baixo que quer falar com você.
- Hmmf... resolve isso pra mim? Dá pra parar aqui, não...
- Já tentei. Tem que ser você.

Vou descendo cheia de razão: Saco! Aparece sem marcar. Tem que ser eu! Que antipatia, cara! Tanta coisa importante pra fazer...

Ele me esperava de pé. Sozinho. Eu lembrei na hora. Esteve aqui há um tempo, com a esposa que se recuperava de uma neurocirurgia. A humanidade daquela lembrança me desarmou. Em tempo. Que bom.

Estiquei o sorriso e a mão. Ele segurou com as duas e não soltou.

- Desculpe aparecer assim, viu? Mas eu precisava muito vir.
- Ah...
- A senhora se lembra...
- Claro, claro... sua esposa...
- Sim? A senhora lembra, não é? Ela faleceu mês passado... Teve uma recidiva, sabe? Lutou tanto, mas...
- Puxa. Eu sinto muito...
- Eu vim aqui pra falar obrigado... Por tudo que a senhora fez. Os trabalhos que a senhora fez com ela. Ela gostou tanto. Falava isso sempre.
- ...
- Mas olha... eu não quero tomar mais seu tempo. A senhora é tão ocupada. Desculpe aborrecer a senhora com essas coisas tristes.
- Não... aborrecimento?... não... eu agradeço...
- Vou indo, então. A senhora me desculpe qualquer coisa. Obrigado mesmo. Ela falava sempre da senhora, viu? Tchau, filha. Fique com Deus.

Subi devagarinho as escadas e fui retornar uns telefonemas que eu achava que não tinha tempo pra fazer.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Playing for fun. No games.

- Oi, chegou bem?
- Hm hum. E por aí? Tudo tranqs?
- Tudo, tudo...
- Recebeu minhas mensagenzinhas?
- É... acho que recebi uma mandando um beijinho.
- Pensei que nao tinha recebido. Sei lá, nem respondeu.
- Ah... Fiquei com raiva que você foi embora.

Morri.

Espera só eu voltar que você vai ver uma coisa!
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domingo, 26 de outubro de 2008

HOT AS HELL série I: pessoas

HOT!
Elvis em Fever.
Robert Plant em 72.
Banderas em Ata Me!
Dr Kovac em monossílabos.
Dr House em verborragia.
Benicio Del Toro exceto em Che.
Alanis em Sex and the City.
Clive Owen sempre.
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Genial parte V

Esse daí é tipo O, RH negativo.
Doador universal.

sábado, 25 de outubro de 2008

Blarhhh!

Credo.
Não tô me aguentando de tanto saco cheio!
será tpm? crise? preciso mudar de vida? tenho que aumentar as sessões de terapia? será minha chatice natural?

...

Vou abrir uma cerveja. Vai passar.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Genial parte IV

O Mac Donald's é uma loja de brinquedos que te dá um sandwiche!
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ano Novo, Vida Nova

Minha amiga está se livrando de um cara tóxico. Tomara que ela consiga de verdade eliminar essa criatura da vida dela.

Como diz a Camille: je t' exile, je t' expulse, te catapulte!

Enfim, no processo de exorcismo do traste, ela está numa fase de lembrar com saudade dos amores antigos. Aqueles que não viraram muita coisa, mas deixaram aquela lembrança boa, um gosto bom de história que não esgotou tudo que podia... possibilidades... portas abertas...

Daí ligou pra um ex: - Nossa! Que surpresa boa! Que bom falar com você! Que saudade!
Existe recepção melhor que esta?
Tem coisa melhor do que saber que uma pessoa de quem você gosta, gosta de você de volta?

Agora, o que me diz que ela de fato está se livrando do tóxico foi a continuação que ELA deu ao papo: disse pra ele que estava com saudade e que ele tinha sido tudo de bom na vida dela. E mais, que na lembrança dela ele era um SORRISO! Uma ESTRELA CADENTE! E depois encerrou com a minha preferida: Você é um PEDIDO DE ANO NOVO!!!

Daí eles riram juntos. E ela percebeu que estava bem feliz.
A idéia era justamente essa.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Só me faltava essa...

Nãããão!!!!!!
Acho que eu estou aterrizando de volta.
Pra onde diabos se mandaram as borboletas?

... vazio...

O que?
Quer dizer que agora vou ter que resolver minha vida de verdade?

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Chão, chão, chão!

Quem tem o pé no chão está na real.
Comprei um sapato de salto bem alto...
será que me afasta um pouco disso?
Tão cansada de tanta realidade...

Em inglês grounded é usado pra algo que tocou o chão.
E também pra dizer que alguém está de castigo.
I rest my case.

Nem eu me aguento!

Eu queria que todos os meus amigos ficassem online o tempo todo e escrevessem e ligassem o tempo todo e quisessem falar comigo o tempo todo. Eu queria que todo mundo ficasse disponível pra mim o tempo todo. Eu queria que a vida fosse um grande happy hour e que todo mundo gostasse de mim. E que todos os meus queridos amigos morassem aqui perto e a gente pudesse se ver todo dia, e pudesse falar e falar e falar, sentados numa mesa de bar! Pronto! Daí ia ficar tudo bem.

(Eu sei que vocês tinham que ir embora cuidar das suas vidas... mas tá foda. )

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Eureka I

Sabe como fazer pra parar de se preocupar com alguma coisa?

Faça uma estupidez e tenha algo pior pra se preocupar!

Ressacas

Ressaca de bebida é ruim. De cigarro é péssima.
Mas ressaca moral é a pior de todas.

Ainda bem que só tenho lamentado ter fumado demais.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Thunderstorms get me high!

O mundo se divide em dois tipos de pessoas:
as que gostam e as que não gostam de trovoada e chuva de pedra.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A Cigarra e A Formiga

Esopo/ La Fontaine/ tradução de Bocage

Tendo a cigarra em cantigas
Passado todo o verão
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação.
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Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
.
Rogou-lhe que lhe emprestasse,
Pois tinha riqueza e brilho,
Algum grão com que manter-se
Té voltar o aceso estio.
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- "Amiga", diz a cigarra,
- "Prometo, à fé d'animal,
Pagar-vos antes d'agosto
Os juros e o principal."
.
A formiga nunca empresta,
Nunca dá, por isso junta.
- "No verão em que lidavas?"
À pedinte ela pergunta.
.
Responde a outra: - "Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora."
- "Oh! bravo!", torna a formiga.
- "Cantavas? Pois dança agora!"

Haja saco pra juntar, juntar, juntar...
Como saber quando é hora de cantar?

Difícil isso aqui, não, minha gente?
Dançar não iremos todos,
um pouco mais pra frente?

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SMS

Afff... Isso não é um torpedo. É uma bomba!

Quem nunca recebeu um desses que atire a primeira ogiva...

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domingo, 28 de setembro de 2008

A velha metáfora da vida como estação de trem

Ontem foi dia 27, sábado.
A Pri e a Dany se foram.
Paulão e Giacca voltaram.

Como é dificil pra mim quando as pessoas se vão!

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sábado, 27 de setembro de 2008

press #2 to set mode

Agora parece que é oficial:

MODO AUTO-DESTRUIÇÃO ON

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Elle est savante!

Les ex c’est comme un expresso:
ça se boit vite, ça se boit chaud.
C’est pas comme l’amour impossible
Les ex c’est toujours accessible.

Essa é a Camille, explicando porque pode ser inteligente guardar agendas antigas.

Trecho da música Les Ex, do CD Le Sac de Filles

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Genial parte III

A paixão é episódica. O amor é semântico.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Genial parte II

Toooo sweet! It gives me throat shivers...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Hã?

Ah! Entendi!
...
Era isso?

Hmm... meio superestimado, não?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Genial parte I

Expressões que escutei por aí. De gente que tem habilidade de juntar palavras inusitadas pra falar a coisa exatamente certa.

Vinho de lamber carpete.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Eu sinto muito

Eu tenho um descompasso entre crises de vida e idades.

Aos 9 eu sentia tédio e tinha consciência da gratuidade das coisas. Desconcertava meus pais fazendo perguntas sobre pra quê viver e morrer.

No começo da vida de mocinha, aos 12, fui parar num colégio só de meninas. A vida na bolha. Longa experiência de eu-não-pertenço.

No auge dos 22 eu vivia uma mid-life crisis. Choque de vida de adulto, cuidar dos pais adoecendo. Fomos todos precocemente envelhecidos.

Aos 27 eu já planejava em dois. Nossa casa. Nossa vida. Nossa mudança de país. Eu era “a grande mulher por trás de um grande homem”. Mas na verdade passei um bom tempo me sentindo um abajur.

Agora estou na porta dos 35. Pensando, pensando sem parar. Quem me conhece me diz que eu penso demais, sou intensa demais. Lamento. Eu não escolhi ser assim. Eu sinto demais. O tempo passou muito rápido desde que eu era uma garota interessantíssima de 28. E eu tenho saudade de viver o momento eu-sou-assim-e-pronto e cadê-meu-principe-encantado e todas as histórias de amores errados que aquela garota não viveu.

Vai entender...

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Elémentaire mon cher Watson

Moral de malandro é a conveniência!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A velha metáfora da vida como um rio

Corre tudo tranquilo.
Águas seguindo seu curso.
Às vezes aparece uma curva súbita.
Traz a atenção pro correr da vida.
Desliga o automático e faz pensar.
Esse é o lado bom de tudo isso.
O problema é que em curva de rio encalha muita tranqueira...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

status: disconected

Estou desconectada de novo.
Fico muito "solta" de vez em quando.

Foi assim quando eu acabei a PUC,
quando eu voltei de Philly,
quando o Zeca mudou daqui,
e agora acho que a partida da Pri começou a pesar.

Algumas coisas fazem tanto sentido
que eu quero que elas sejam permanentes.
Mas nada é.
Só a minha solidão que parece ser.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O que não mata


"What does not kill you, makes you... stranger."

the Joker (do filme Batman, the Dark Knight),
numa versão de provérbio mais interessante do que o nosso
"O que não mata, engorda!"

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

How I wish... hummmm

Nem sei mais qual seria o ideal.
Torcendo pra acontecer o que?

Detesto que me tirem da minha solidão
pra não me oferecer companhia de verdade.

A noite todos gatos são pardos

Faltou luz mas era dia.
A cerveja gelada na esquina, como se espantasse o mal.
Faltou luz mas era dia.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Dilema

Festival Internacional de Curta-Metragens em São Paulo.
Consultório cheio.

E agora?

Curtas...
A vida é curta.
Curta!

A Vida (em tempos Olímpicos)

Cresci, lutei, conquistei.
O que tem depois daqui?
Procriar, nutrir, morrer?
Às vezes me sinto um Trumman idiota
Numa tempestade, me afogando e gritando com "Deus".

Darling, a vida é assim e pronto.
Vai lá, faz seu melhor.
Cumprimenta quem torceu por você.
Agradece os que te ajudaram
e vão lembrar de você por um tempo.
Despede e sai.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Tem gente!

É a piada diária. Nunca perde a graça.

Honey, I am home!
Querips, cheguei!
Olá-á...
Queri?

NÃO FALA COMIGO!

ooops... foi mal...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

There is no free lunch

A vontade é dar um tempo nessa vida.
Voltar um pouco pra trás, quando tudo era bem fácil.
Não que agora seja ruim. Não é isso.
É que agora já deu tempo de escolher, definir, ganhar. E perder.
Já consegui entrar em algumas portas.
E o preço foi abrir mão de todas as outras.

Acabo sempre buscando gente que tem NADA a ver comigo.
Mas acho que no fundo essas pessoas combinam:
elas parecem estar meio perdidas por aí.
Aproveitando a incerteza de todas as possibilidades pela frente.
Na minha fantasia, elas têm a vida leve...
Leve como quem ainda não perdeu nada.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Oh! So quiet!

Qual o problema da vida quieta?
Acho que é um medo aterrorizante de que não aconteça mais nada de extraordinário comigo.

Eu não gosto muito de ficar sem ruído.
Mas se vira barulho também não é bom.
Ah! Não é não.

Como você inventa moda, não?
Desde pequena escuto minha mãe falar isso.
Dizia que eu era "novidadeira".

Tem um apê de cinema com vista pro mar.
Liga um Pizzareli num puta aparelho de som, pega uma taça daquele vinho, sente nos pés a temperatura gostosa do chão de madeira corrida, olha a lua pelo terraço.
Daí vê o lual lá em baixo.
Fogueira, areia úmida, meio gelada, um violão talvez.
Tenta imaginar se ainda seria feliz acampando na praia.
...
Pensando bem, será que ainda tem lugar pra ela lá em baixo?

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terça-feira, 29 de julho de 2008

O paradigma S-O: Sujeito - Objeto

A gente só é qualquer coisa quando tem outra pessoa.
Precisa de outro pra fazer sentido.
Senão é que nem um presente que alguém dá mas ninguém recebe.

O que eu mais gosto no mundo é estar na vida dos outros.
Quando eu fico com antipatia de gente eu sei que eu não estou boa da cabeça.

Na nossa casa

Adoro intimidade.
Viver as esquisitices sutis que se revelam na convivência.
Tem dias que não está pra conversar.
Liga a TV. Deixa lá ligada.
Sai e vai ouvir um som no computador.
Some no seu mundinho.
Nem me dá a mínima...

Às vezes fica ranzinza por alguma coisa.
Trabalho, grana, barulho esquisito no carro, sei lá.
Fala ríspido, implica!
Eu te deixo quieto.
Reclama mais, bufa sozinho.
Eu finjo que continuo lendo, dando uma risadinha por dentro.

Daqui a pouco passa. Nem lembra mais que estava de mal.
Já já começa a cantar meio baixinho, distraído.
Desencana da música, lembra que eu existo.

- "Iaaaa, cadê meu tenis?"

Vem me encher, fecha meu livro, cheira meu cabelo.
Quem te conhece aí no mundo não tem nem idéia...
É uma delícia ter você por perto.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

ia e vinha

Vinha para a vovó.
Ia para o Pili.
Paulinho, Chuvinha.
Paulão, Pinguinho.
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